Sunday, November 30, 2008

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Oliveiras e Querubins

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Dizem-nos os jornais ter Oliveira e Costa assumido sozinho o assunto BPN. Foi ele – e apenas ele – quem terá imaginado, arquitectado e executado o fantástico case study.
Todos os demais administradores e directores do Banco, por não terem estado envolvidos nem participado em nada, estarão no mais absoluto estado virginal.
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Uma aura límpida, alva e de uma brancura das neves, se assim se poderá dizer, terá em todos os momentos resplandecido a envolver e aconchegar todo o séquito de quase Querubins que naquele tempo, como com os apóstolos no tempo de Jesus, se reuniam à volta do mestre para – também aqui à sombra de uma Oliveira – escutarem palavras de transacção.
E, como naquele tempo, igualmente por serem sábias as palavras e claros os sentidos, aos quase Querubins, em êxtase e com a voz embargada, nunca ocorreu questionar o mestre.
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Depois, levantando-se e dirigindo-se aos fiéis, o mestre pedia-lhes que assinassem as contas, ao que eles aquiesciam com enlevo e sem perguntas, ajoelhando e dizendo todos – louvemos o mestre. Após o que o mestre procedia aos milagres em que do nada fazia dólares, que depois multiplicava em ainda mais euros, e vice-versa.
Terá sido assim por diversas vezes até que os milagres mal pararam em €700 Milhões.
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Nada disto, nem a credulidade nem tão pouco o poder de conversão pode admirar alguém. A única coisa que verdadeiramente admira no mestre, é que a um espírito assim tão forte e tão avassaladoramente conversor de tantos doutores deste tempo, e deste templo, não tenha ocorrido fundar uma igreja em vez de um banco.
Pelo maná que se lê, e sem regulação ou supervisão, não ficaria nada atrás de outras.




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... be sure that your umbrella

is upside down...

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Saturday, November 29, 2008

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Numa coisa concordo com o pcp.
Também não gosto da exploração do homem pelo homem.
Acho um bocadinho same-sexer.
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A inferioridade emocional dos comunistas
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Num mundo de pobres, a alegria de um pobre não está em saber que há muitos outros pobres, mas em ser-lhe permitido imaginar na sua vontade, a alavanca com a qual um dia poderá deixar a pobreza, ou até, encontrar a riqueza.
Nenhum pobre, além dos comunistas e dos pobres de espírito, vê mais satisfação no empobrecimento de um rico do que no enriquecimento de um pobre.
A luta de massas, na berrata do cónego Jerónimo é uma fantasia datada e ridícula, definitivamente acamada desde a implosão de 9 de Novembro de 1989, e que apenas eles continuam a empurrar, sentada ao colo do marxismo-leninismo numa desanimada cadeira de rodas a que chamam luta de classes.
Viajando contra a razão, o marxismo-leninismo contém em si próprio a contradição essencial de prometer uma felicidade que tem sempre que ser imposta pela força, e onde os amanhãs que cantam chegam sempre embalados no choro e afogados no sangue que sustém e cimenta essa suposta revolução libertadora.
Baseado no anular, no proibir, no nivelar, no retirar, no reduzir, o marxismo, em todas as latitudes onde foi forçado, tornou sempre os homens iguais - apenas na infelicidade. Afinal, emocionalmente iguais aos mentores da coisa.
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Luta de massas ?

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Friday, November 28, 2008

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Notícias
Há alguém que saiba se o pastor Jerónimo vai ser reconduzido?
O mundo anseia pela dádiva de esclarecer esta dúvida.
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Conversos Convexos do Equador

Num continente perdido, num pontinho sideral
surgiu um Sol, que sorrindo bordou no eu côa dor
a ponto-luz epidérmico, num bordado casual,
um abraço de alegria e uma sopa de calor.
A Primavera nascia!
E esse Astro natural
fiou uma linha singela com o seu imenso esplendor,
a ligar o ponto Zénite, numa linha ortogonal,
cristalina, transparente, pela atmosfera do amor
prendida, para todo sempre,
do simples - ponto Vernal.
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Grita, mostra-me a cor do céu...
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Thursday, November 27, 2008

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Malaiko-Manda Rim

É motivo de alegria as análises do Financial Times apenas incidirem no campo da Economia e não se estenderem ao domínio da língua materna.
Se assim não fosse, o nosso dr. Teixeira, que ontem disse na AR – “… enquanto nos mantermos a discutir…” arriscaria ser novamente listado, e, repetidamente, não pelas melhores razões.
Que aborrecimento o acordo ortográfico tardar a chegar, para tornar certas certas coisas…

Porém, teme-se que a coisa possa demorar, pois tendo em conta a adesão da Indonésia à CPLP, pode alguém vir a lembrar-se de um novo acordo ortográfico que, além do porrtuguêis do sérrtão, passe depois a incluir traços da língua de Java, numa alegre sopa de letras, uma fusão a resultar num original mandarim “luso-malaiko”.

enkuaunto nus mantér mos há diz kutir
Tal veiz ouvécem menos errus…
Podia não ser mau de todo.
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Shortage of “fitas”
Sinais da crise. Até nos Tribunais, sítios predilectos ao desenrolar de fitas, elas acabam.
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O Zé que fazia animar a malta

Foi engraçado ouvir aquele génio super block que tem nome de pano, clamar contra o seu ex amigo Zé, usando duma verborreia gasta de 30 anos – “um duro golpe”, “atitude ao arrepio…”, “desvio”, etc.
Da mesma forma que a mentalidade block ainda veste camisas de quadradinhos, usa patilhas e calça botas ensebadas com o sebo restante da quarta internacional, também o vocabulário íntimo usa ainda termos como - revisionista, desviado, traidor, submarino, e outros mimos do género.
Ainda não repararam mas já ontem passaram trinta e três anos depois que a tropa decente lhes deu o tal “duro golpe” que os meteu em sentido.
Prontosss, lá estou eu a ser riássionário…
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Wednesday, November 26, 2008

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A gajada

Volta ao palco, o assunto Casa Pia. Um nojo perpetrado por gente vil e desprezível.
Como são possíveis monstruosidades assim, e que direitos terão os monstros que os livrem de penas severas?
O público espera que os criminosos tenham o que merecem. Mão dura e uma Justiça sem tibiezas nem complexos.
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Desenganem-se das velhas teorias

Ao contrário do que muitos pensavam, o assistencialismo não decorre do desenvolvimento económico.
O assistencialismo, com umas pitadas de socialismo e uns pozinhos de ilusionismo, transforma-se de consequência, em causa de desenvolvimento económico.
Quando se procura nas pastilhas adiar a injecção do antibiótico, a doença, não só piora, como demora mais tempo a passar.
Entre hesitações e compromissos, 0s sábios da Comissão andam, literalmente, às aranhas.
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Viver, segundo Vinícius
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Para viver um grande amor, preciso
É muita concentração e muito siso
Muita seriedade e pouco riso
Para viver um grande amor
Para viver um grande amor, mister
É ser um homem de uma só mulher
Pois ser de muitas - poxa! - é pra quem quer
Nem tem nenhum valor
Para viver um grande amor, primeiro
É preciso sagrar-se cavalheiro
E ser de sua dama por inteiro
Seja lá como for
Há de fazer do corpo uma morada
Onde clausure-se a mulher amada
E postar-se de fora com uma espada
Para viver um grande amor
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Para viver um grande amor direito
Não basta apenas ser um bom sujeito
É preciso também ter muito peito
Peito de remador
É sempre necessário ter em vista
Um crédito de rosas no florista
Muito mais, muito mais que na modista
Para viver um grande amor
Conta ponto saber fazer coisinhas
Ovos mexidos, camarões, sopinhas
Molhos, filés com fritas, comidinhas
Para depois do amor
E o que há de melhor que ir pra cozinha
E preparar com amor uma galinha
Com uma rica e gostosa farofinha
Para o seu grande amor?
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Para viver um grande amor, é muito
Muito importante viver sempre junto
E até ser, se possível, um só defunto
Pra não morrer de dor
É preciso um cuidado permanente
Não só com o corpo, mas também com a mente
Pois qualquer "baixo" seu a amada sente
E esfria um pouco o amor
Há de ser bem cortês sem cortesia
Doce e conciliador sem covardia
Saber ganhar dinheiro com poesia
Não ser um ganhador
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Mas tudo isso não adianta nada
Se nesta selva escura e desvairada
Não se souber achar a grande amada
Para viver um grande amor!
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Tuesday, November 25, 2008

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Se houvesse céu, certamente já saberíamos.

Começa hoje o congresso de uma igreja que, não acreditando num céu no céu, acredita no céu terreno, desde que organizado sob as teses de um comité central, curiosamente escolhido por dedinhos a apontarem o céu, e onde a banda desafina se não afina, sempre, pela modinha das ortodoxias.
Os que experimentaram o real, e viveram sob a luz do farol, não ficaram com saudades. Faltava quase tudo, em especial a fruta.
Talvez por isso pudessem mudar o nome para - Partido do Carbúnculo.
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Amigos da táctica

O presidente Cavaco Silva acreditou no seu amigo Dias Loureiro? Fez bem.
Independentemente do futuro, só fica mal quem mente. Não, quem acredita na palavra dada.
Não há lapsos em política, quando não se fazem coisas feias.
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Monday, November 24, 2008

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O prof. Marcelo segue a sua própria agenda, onde o PSD ou o país não vêm necessariamente inscritos como finalidade ou objectivo. O vasto leque de cenários que os precedem faz do PSD um mero valor de utilidade.




Contrariamente ao que possa parecer, o prof. Marcelo é, politicamente, um activo tóxico.
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Os hóspedes “do” Job

Para as boas obras ou para as coisas feias, faz muita diferença em Portugal - ter sido ministro. Ao soar do nome é todo um mundo de acessibilidades que magicamente se abre.
Contudo, parece pouco sério e nada útil pretender confundir acção política com simples casos de polícia. Felizmente, apesar da desconfiança quanto aos resultados, mantém-se o optimismo quanto às ovelhas negras continuarem excepções.

Como almofadinha de consolação contra o calo da descrença que nos cresceu na justiça, e apenas para acentuar contrastes e desenjoar, abordemos a coisa pelo lado do humor, recordando Millôr Fernandes:
- “Roube ainda hoje! Amanhã pode ser ilegal.”
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Alborada,
Francisco Tárrega

e a beleza de uma boa alvorada para toda esta semana.
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Saturday, November 22, 2008

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Jorge, pode não ser bem isso.
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Em vez de ser imediatamente servida no prato, há receitas em que a truta rende muito mais se primeiro for deixada a marinar e depois, com calma, ficar durante algum tempo a “alourar” em lume brando.
Há casos assim. Depende da arte do Cheff.
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Há casos em que se pediria mais colaboração ás leis da termodinâmica.

O país vai importar menos gasolina e mais electricidade?

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