Saturday, January 24, 2009
Friday, January 23, 2009
Eu Também Gosto Mesmo
Como está na moda indicar os blogs de que gostamos muito, aqui vai a minha escolha, aglutinada por razões que vão do prazer lúdico da arte até à dissecação política mais límpida e com escritas escorreitas, ácidas e divertidas, passando por aromas internacionais e até por alguma divulgação literária.
Por ordem alfabética, eis a minha “short list”:
TOMAR PARTIDO
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Obrigado a todos por continuarem a entreter-se, escrevendo nos vossos blogs.
Eu Gosto Mesmo de os ler.
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Thursday, January 22, 2009
Ó tio, ó tio…
Um meu amigo, distinto Advogado, costuma dizer que todos conhecemos um Advogado. Somos mais de 30.000, diz ele.
Com uma concorrência de mais de 30.000 colegas, se eu fosse Advogado estranharia a coincidência de todos os bons negócios irem invariavelmente desembocar directamente em escritórios de advogados próximos dos poderes.
Conheci em tempos um reputado barman, tido por ser um génio a preparar bebidas. Se ele assistisse a certas coisas já teria inventado uma bebida, talvez chamada “Freeportucale”, um género de Long-Drink a ser tomado com luvas, por ser servido muito frio.
Talvez um Long-Drink com essas características se tornasse popular em certos ambientes, e até mesmo, apreciado em turismo subaquático.
Wednesday, January 21, 2009
Yes, they can
Só na América um discurso presidencial tem o poder de acentuar nas pessoas uma sensação de pertença e de as fazer viver objectivos nacionais, em que cada um sente a sua quota de responsabilidade no achievement desses objectivos.
O optimismo é uma (feliz) invenção americana.
Na América cada um sente-se responsável por si próprio. E é-o, de facto.
É por isso, e apenas por isso, que - “eles são capazes” e “podem”.
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Vocações desperdiçadas
O sr. Crespo, que conduz entrevistas como quem barra marmelada em fatias de pão, está com uma suavidade a roçar o veludo. Se me ocorresse montar uma fábrica de manteiga, a minha primeira decisão era contrata-lo. Pagava-lhe o que ele quisesse.
O frente a frente de hoje, em que o melancólico dr. Alberto Martins vozeou banalidades pastosas com a menina Teresa Caeiro, a barbie de loja de chinês do CDS, foi um espectáculo tão confrangedor que nem chegou a ser ridículo.
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Tuesday, January 20, 2009
Sunday, January 18, 2009
Friday, January 16, 2009
As mecânicas do éter.
Voo planado é o voo curto, aleatório e que pode terminar na água, forçado por intervenção fortuita de Rara Avis.
Voos planeados são longos voos predatórios, facilitados a Avis Varas nada Raras, pelo devorismo insaciável de mecanismos de elevadíssima entropia.
Os voos planados são curtos. Os planeados são intermináveis.
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Thursday, January 15, 2009
Livestock
Enquanto nos países Ocidentais se lapidam diamantes para deles se fazerem ofertas a mulheres, em países islâmicos dispensa-se essa subtileza e lapidam-se directamente mulheres.
Tal como seria uma extravagância nunca vista oferecer jóias a criadas e a máquinas de “ginecer”, diga-se assim para não melindrar ninguém, que são os dois items essenciais do Job description feminino em muitas daquelas culturas.
Como se sabe, não são culturas onde facilmente ganhe o céu aquele que for brando no chibatar do gineceu desalinhado.
D. José Policarpo apenas aflorou o que toda a gente sabe.
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whatever will be will be
O Jorge Ferreira notou o surgimento de um novo conceito de Orçamento.
O Orçamento que antes de o ser - já era.
Trata-se de um Orçamento género pescadinha, o qual, por vir a ser objecto de nova cosmética de remodelação a prazo curto, segundo afirmam especialistas, caberá inteiramente no conceito de – “rabo na boca”. Quer dizer, um orçamento que antes de o ser já era, e depois de o ser, afinal será outra coisa que a seu tempo se saberá.
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Muita lata
Leia aqui, como o Bastos da “casta” dos famosos hóspedes “dos” Job da Câmara de Lisboa, tem a lata de armar em moralista.
Deve ser aquilo que na ciência Bastos se designa como democracia avançada.
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Wednesday, January 14, 2009
Rating à hora do chá.
Há já muitos anos que qualquer indígena atento não dá o mínimo rating ao país.
O estrangeiro é que só agora reparou nisso.
Quando a dívida externa está com um pezinho nos 80% do PIB, falar em rating soa a debate sobre o sexo dos anjos. Pode fazer rir, mas não diverte.
Num país de baixa produtividade o Estado continua a jantar lagosta, suada nas dificuldades das empresas.
Depois de rota a banca, teme-se a bancarrota.
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Tuesday, January 13, 2009
Monday, January 12, 2009
George Bush
Com o passar do tempo, talvez se venha a fazer a história dos anos de George Bush. A história da realidade, despida dos tiques e da arrogância dos que erradamente vêem a América com os olhos da Europa que imaginam existir.
É muito difícil imaginar-se o que terão sido aquelas horas e dias após o 11 de Setembro. A ponderação de todas as opções, em cima da hora. O processo febril da preparação e tomada das decisões. A coragem de decidir no calor dos acontecimentos, sob pressão e sabendo que muitas dessas decisões não teriam espaço de regresso.
Apreciei em George Bush tudo isto, e a determinação com que enfrentou o terrorismo.
Podem não querer ver, mas a Europa deve à América e a George Bush a sua presente segurança.
O resto é a habitual conversa da treta.
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Óptimos dias para passear
Como apenas irei votar nas autárquicas, e só se houver um candidato que me agrade, acho indiferente que as legislativas a as autárquicas se realizem no mesmo dia ou em dias separados.
Desta vez, a abstenção vai ser o meu voto.
Enquanto se mantiver este sistema, resolvi não mais alimentar esta máquina perversa, pois parece-me que só uma abstenção em larga escala poderá alterar as coisas.
Quero poder escolher os candidatos em quem votar. Não quero mais este sistema em que os candidatos são escolhidos pelos directórios e pelos queridos líderes, e ficam sujeitos a prestar-lhes vassalagem.
Mas, pensando bem, sugiro que as eleições se façam em dias diferentes. Há mais cafés abertos nos dias de eleições.
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Saturday, January 10, 2009
Publicidade enganosa.
Contrariamente ao que diz a publicidade – “… não volte as costas à disfunção eréctil…”, Sócrates voltou mesmo costas ao debate com a dra. Ferreira Líder da Oposição Leite, ou, como se poderia chamá-la, com propriedade, - dra. Ferreira LOL.
Fez bem, por duas razões:
Porque a dra. Ferreira Leite não existe politicamente, e porque o que a publicidade diz é manifestamente um erro grosseiro.
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Friday, January 9, 2009
Pallywood...
O Insurgente descobriu esta curiosidade.
Perante isto, é legítimo questionar quem na Gaza de hoje controla os números e quem pode assegurar que tudo o que se vê é realidade?
Entre a chuva de números com contagens de vítimas a aumentarem a cada novo noticiário, quanto do que se vê é realidade e quanto é mascarada?
Evidentemente que há vítimas, e não serão poucas. Mas quando se vê esta encenação, ficam muitas perguntas no ar.
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Wednesday, January 7, 2009
As graças da Câmara e os seus hóspedes engraçados.
Em vez de abrigar à borla ou quase de graça, gente engraçada como Batista Bastos, seria preferível que a Câmara aspergisse as suas graças sobre os desgraçados que dormem nas ruas.
Nestas noites em que mais sofrem o frio, talvez os desgraçados das ruas gostassem de indicar à Câmara, e aos seus hóspedes de luxo, em que lugar poderiam meter a conversa piedosa, quando não podem deixar de fazer de conta que se preocupam.
Se o Bastos é de esquerda, como gosta de dizer, e se a Câmara também o é, sinto-me bem por não ter esse defeito.
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Tuesday, January 6, 2009
Um país, duas fatias.
O governo, como um barco à deriva, segue em frente na esperança de lhe surgir pela proa um qualquer porto sebastiânico de onde pudesse depois dizer – chegámos, era este o destino da nossa viagem.
Entretanto, para disfarçar a coisa, vai entretendo o país com a produção de imagens virtuais de uma economia inexistente e a edição de um discurso de política económica sobre essas e outras irrealidades, no qual faz por parecer acreditar.
A política económica do governo para o ano em curso consiste apenas em ir de fogo em fogo apagando fogos, até ao dia das urnas.
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As empresas, os empresários, os empregados, as donas de casa, os estudantes, os doentes, os reformados, os samesexers, até mesmo o Peres Metello, todos têm no governo um novo Pai.
O Pai que, debruçando-se do seu pedestal, aponta o óculo analítico através do qual disseca o país em duas fatias de sectores, a saber:
Os sectores que merecem ser ajudados, e os sectores que não merecem ser ajudados.
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Perguntar-se-á que mal terão causado ao país as empresas, os empresários, os empregados e todas as famílias que vivem dos salários desses sectores que, não merecendo ser ajudados, merecem contudo pagar os impostos com os quais o Pai tirano decide salvar o BPP e ajudar os tais sectores que “merecem ser ajudados”.
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Entre baixar impostos para deixar às empresas e às famílias as escolhas que entendam ser melhores para o seu bem-estar, ou, por outro lado, aumentar impostos para com eles ir ajudar os sectores que no seu entender merecem ser ajudados, o governo escolhe o segundo caminho.
- “Moralmente negativo”, ao contrário do que diz o governo, não é cortar investimentos públicos improdutivos. É precisamente fazê-los.
- “Moralmente negativo” é dividir o país entre os que, como o BPP, merecem ser salvos, e todos os outros que merecem que se lhes aumente os impostos para que seja o governo a fazer as escolhas, investindo nos projectos que entende ajudarem melhor os abençoados que merecem ser ajudados.
- “Moralmente negativo”, entre outras coisas, é o governo oferecer dinheiro dos contribuintes aos funcionários do Estado, como fez há semanas.
Moralmente desmoralizador é não haver oposição.
Monday, January 5, 2009
A Oeste, nada de novo.
A pretexto do Médio-Oriente, alienes e alienígenas têm passado estes dias a desembuchar recalcamentos nas televisões.
Gente como uma infeliz Ana Gomes, um desesperado José Goulão, e outros “especialistas” de coisa nenhuma.
Até o sr. Luís Amado, tendo em pano de fundo a outra irrelevância que dá pelo nome de Solana, nos comunica com ar grave e aquela sua tristeza penetrante – “mais tarde ou mais cedo, terá que haver um cessar-fogo”.
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É do Leste, da Republica Checa, que parece despontar a novidade.
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Sunday, January 4, 2009
A insustentável beleza do pretender
Pediu o presidente, no discurso de Ano Novo, a suspensão das querelas partidárias e a aglutinação nacional numa união apontada à ultrapassagem dos problemas económicos do país.
Tendo as querelas origem nas diferentes opiniões quanto às causas dos problemas e às formas de os resolver, o pedido presidencial foi no sentido de os partidos, por um intervalo de tempo indeterminado - se absterem de o ser.
Seria isso possível, ou mesmo desejável?
Claro que não.
É precisamente ao contrário. É a falta de querelas sérias e profundas e até de algum radicalismo q.b., que vem mantendo o país neste morno e seboso não presta.
A contemporização convém ao establishment mas faz doente o país.
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Saturday, January 3, 2009
A nova Europa
A outra, como sempre, escolhe o conforto da posição a meia haste. A posição das meias tintas equidistantes, mesmo que a errada equidistância a afaste do que é certo e equilibrado.
É disto que não gosto na velha Europa. Esta gordura cínica, resquício de um tempo já passado em que lhe era permitido manter-se olimpicamente à margem do que acontecia para lá das suas fronteiras, sempre que não estivessem em causa interesses mais imediatos.
Hoje não é assim. A globalização, ao ter também mudado as fronteiras tornou mais nítida a que separa o campo da paz, do campo do terrorismo.
Conviria à Europa não confundir as coisas. A falta de claridade, preguiçosamente induzida em tantos espíritos europeus cultos, é hoje injustificada e ridícula.
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Friday, January 2, 2009
Passatempo - Exercício de Adivinhação
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A. H. – O Conquistador
D. D. - O Agricultor
D. J. II – O Príncipe Perfeito
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O. S. – O Ditador
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M. S. – O Descolonizador
C. S. – O Promulgador
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Há prémios para quem adivinhar os nomes:
Um orçamento ainda não rectificado, um Estauto ainda não fiscalizado, entre outros.
- Concorra já.
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Tuesday, December 30, 2008
Monday, December 29, 2008
Frases
“Em Portugal até os extremistas são boas pessoas”.
(João César da Neves, no DN)
Veja-se o caso dos directores do PCP, - todos boas pessoas que se mantêm firmes na defesa do terrorismo, e aos quais, precisamente por serem boas pessoas, o regime não incomoda e ainda lhes pede desculpa.
É por os extremistas oficialmente maus serem todos neo-nazis e não haver nenhum neo-estalinista nem neo-EnverHoxista, que podemos concluir que o PCP e o BE são grupos “sistémicos” povoados de gente boa.
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Sunday, December 28, 2008
Inclinações…
O Amigo RCP também faz relatos facciosos: “… depois de mais uma ameaça do hamas ???”
Não, o hamas não ameaçou. O hamas anda desde 19 de Dezembro a lançar mísseis e morteiros, indiscriminadamente, sobre a população civil de Israel.
É mais do que natural, e inteiramente legítimo, as pessoas perderem a paciência.
Até o presidente da Autoridade Palestiniana disse que as culpas são do hamas. Muitos europeus, porém, inclinam-se a ver nas coisas, coisas diferentes da realidade. É o costume.
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Marco de 2008
Foi no ano de 1520 que se deu a chegada do primeiro europeu ao Rio da Prata. Era a primeira viagem de circum-navegação, na qual Fernão de Magalhães provaria que navegando sempre na mesma direcção se voltava ao ponto de partida.
Nos nossos dias, 488 anos após este fantástico episódio, eis que, inesperadamente, um espírito empreendedor, desempoeirado, e orientado por uma visão estratégica, toma decididamente uma singela caixinha electrónica para nela assentar o vector de uma nova e extraordinária gesta - a viagem da info-inclusão em banda larga - que vai mostrar aos mundos como pode um país, navegando sempre na mesma direcção, não sair do ponto de partida nem chegar a parte alguma.
It's a long way to Tipperary...
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Friday, December 26, 2008
Pavlov ao cerco do Porto - com urgência
O cerco do Porto mostra a necessidade de se regressar a Pavlov e aos seus métodos de aprendizagem.
Refiro-me, claro está, à sra. presidente do conselho executivo, à sra. professora de psicologia, e em geral a todos os professores a quem a experiência de uns calduços ou uns sopapos muito ajudaria a fazer perceber quais são os limites de uma brincadeira.
Os miúdos simpáticos e brincalhões, só têm 18 anos. Não são eles os culpados, naturalmente…
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Thursday, December 25, 2008
Interpretações e opiniões
Não li na mensagem de natal do Papa qualquer desrespeito pelas diferentes orientações sexuais. Nem pelas desorientações.
Apenas percebi lá, a expressão das orientações oficiais católicas. Opiniões, portanto.
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Wednesday, December 24, 2008
Tuesday, December 23, 2008
O fado português
O português nunca está bem. Ou está mal, ou menos mal. Nunca bem. Num segundo, passa da bazófia ao queixume.
Seja a que título for - lamenta-se. Aproveita tudo para se queixar e fazer o choradinho. E depois, resigna-se e vai ouvir cantar o fado.
Estranhamente, uma curiosa idiossincrasia parece tornar o queixume numa parte importante da terapia.
Pessoas tidas geralmente como inteligentes ocupam horas e horas a discutir arbitragens, usando de argumentação mentalmente retardada.
Certamente pagam-lhes muito bem para isso. Só pode ser…
Não, não estou a falar do Rui Oliveira e Costa.
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Monday, December 22, 2008
Os partidos “sistémicos” continuam a gozar o país.
Nestes tempos de crise, o PSD Madeira aprovou uma subvenção extra aos partidos do arquipélago, no valor de aproximadamente € 8 Milhões.
O PND Madeira, para reclamar e chamar a atenção do público, decidiu devolver aos reformados o “Bónus de € 7.500 que lhe coube”.
O fartar vilanagem é um problema “sistémico”. Já se sabia.
Não se sabia é que a lata chegasse a tanto.
Esta é a miséria humana. A nossa miséria. A miséria em que vivemos.
No dia de natal damos e recebemos presentes. Também calha,quando calha, darmos esmolas nestes dias. Na próxima semana, passou o natal. Vamos festejar com champagne a chegada de um novo ano. Os que pedem esmola são rapidamente esquecidos até ao próximo natal.
A maneira de corrigir isto não passa certamente por salvar os milionários do BPP. Nem o assistencialismo pontual parece ser o caminho.
Continuo a acreditar que o progresso só vem com mais liberdade individual, mais liberdade económica, menos Estado e mais barato, menos impostos, justiça mais rápida, mais responsabilidade individual, mais educação, mais respeito pelo outro e mais civismo.
Neste tempo de afunilamento económico é preciso regressar rápida e decididamente - ao “Laissez-faire”.
Ao contrário do que pode parecer, é menos regulação que faz falta. Não o contrário.
Infelizmente há um deserto onde deveria estar a Direita.
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Sunday, December 21, 2008
A Crédi-Metadona
Empresas e particulares, estamos todos viciados em crédito. Depois da intoxicação a que chegámos, o governo, na falta de ideias melhores, optou por organizar com a Banca - o retorno à mesma droga.
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O Walt Disney, no início da sua empresa, esteve falido e os bancos também lhe fecharam a torneira. Walt ficou tão irritado que alterou os estatutos da empresa de modo a que ficasse proibida de recorrer a crédito bancário.
O Walt Disney safou-se, mesmo sem crédito. Se calhar, safou-se por lhe terem cortado o crédito.
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Saturday, December 20, 2008
Este país, o que não é Estado mas que o paga, está uma merda.
Friday, December 19, 2008
Coerência, Lógica, Lógica Coerente, oportunismo político e falta de coragem, o que são?
O PSD, depois de ter votado a favor por duas vezes, votou agora contra – “o mesmo” Estatuto Político-Administrativo dos Açores.
- Talvez o PSD queira fazer o favor de esclarecer o país, se souber como fazê-lo sem cair mais no ridículo.
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Nem a matemática já é o que era.
O ensino vai calamitoso. eheheh
Bom dia.
Thursday, December 18, 2008
Wednesday, December 17, 2008
Correio do coração
Certamente por ser natal, o BBVA, gentilmente e sem que eu lhe tivesse pedido nada, enviou-me pelo correio um cheque para eu depositar na minha conta.
Já está pré-aprovado, a taxa é de uns módicos 25,17% (TAEG) e o reembolso é por 72 meses, à razão de uma ninharia mensal. Quem disse que não há crédito?
Não gostava de ser indelicado, mas não sei se hei-de aceitar tanta amabilidade.
Que me diria o eventual leitor?
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Tuesday, December 16, 2008
Dúvida inquietante
Poderia ser motivo de inquietação aflorar a ideia de poder pertencer a órgãos sociais da sua Fundação, alguém referido neste parágrafo do dr. Soares:
“… Com as desigualdades sociais sempre a crescer, o aumento do desemprego que previsivelmente vai subir imenso, em 2009, a impunidade dos banqueiros delinquentes, o bloqueio na Justiça, …”
Isto, numa expressão que com regozijo se vê chegar ao vocabulário político, - poderia ser deselegante.
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De poucas horas se fazem as recorrentes "Alegrias"
Como ontem disse aqui, já hoje surgiu o desmentido previsto.
Nem sim, nem não, antes pelo contrário, quer dizer, não, não, onde se ouviu uma ideia dessas?
Como diria o seu amigo Lello, Manuel Alegre prossegue "parasitando" (sic) vários projectos do PS.
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A Politica, segundo a actividade económica
PS – sociedade unipessoal
PSD – sociedade anónima, de irresponsabilidade ilimitada
CDS – sociedade em comandita
PCP – sociedade de estivadores do leste
Berlouco – crazy rouge, entertainment
Portas – vendedor de “quentes e boas”
Anacleto – vendedor de cautelas premiadas
Alegre – amolador, amolando por conta própria.
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Agradecimento: a ideia “unipessoal” veio do João.
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Monday, December 15, 2008
É tão bom - o quentinho…
Ciclicamente, lá vem o poeta Manuel Alegre com os seus arranques dúbios q.b. sempre inconsequentes mas geradores de animação.
No momento apropriado virão as arrecuas a providenciarem as tão apreciadas e úteis "Garantias" de "continuidades".
"Don’t worry, be happy". O poeta é marinheiro de fundos secos.
Aliás, tal como ocorre com frequência no nosso panorama político, sem o chapéu-de-chuva PS ou PSD quase todos os políticos que o Abril nos deu nem conseguiriam ser eleitos para vogais de um quartel de bombeiros. Morreriam de pneumonia política no maior anonimato.
É só fumaça. Alegre, mas fumaça, como diria um ilustre Almirante.
Com peso político próprio “apesar” das elites partidárias, e com expressão de significado no país, apenas tivemos Sá Carneiro, Ramalho Eanes, e Cavaco Silva.
É muito pouco para 35 anos.
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… Tejo que levas as águas, abertas de par em par,
Não perturbeis o poeta, não vá ele desanimar…
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Saturday, December 13, 2008
Chove chuva, chove sem parar
Chove chuva, chove sem parar
Pois eu vou fazer uma prece
Pra Deus, Nosso Senhor
Pra chuva parar de molhar
O meu divino amor
Que é muito lindo
É mais que o infinito
É puro e é belo
Inocente como a flor
Por favor, chuva ruim
Não molhe mais o meu amor assim
Por favor, chuva ruim
Não molhe mais o meu amor assim
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Friday, December 12, 2008
Das Mónicas a Pinheiro da Cruz,
qual o nosso melhor Resort?
Como os presos continuam em Guantánamo, é de supor existirem razões para que continuem presos.
O que não parece sensato, por não ser humanitário e carecer de qualquer lógica é a curiosa proposta de trasladação.
Partindo do princípio que os presos devem continuar presos, e excluindo as maiores facilidades de fuga e o livre acesso a circuitos organizados para consumo de drogas, ninguém imaginará que a oferta nacional em hotelaria de reclusão possa, sob qualquer aspecto, aproximar-se das condições em que os referidos presos se encontram em Guantánamo.
Já quanto à segurança geral é fácil perceber a total exposição em que ficaría o país, com maior probabilidade de sofrer ataques e outras chantagens, se o governo pudesse consumar este absurdo.
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Thursday, December 11, 2008
Manoel de Oliveira é reconhecidamente - um dos maiores artistas do Mundo.
Confesso que a filmografia de Manoel de Oliveira me impressiona pela estética e pela beleza da imagem, mas tende a adormecer-me pela melancolia dos ritmos.
Com mais sentido de oportunidade, digo-o sem ser jocoso, a Nespresso teria convidado o distinto Manoel para o lugar do Clooney. Estaria lá com muito mais propriedade.
Segundo dizia Cícero, "para se ter vida longa é preciso viver devagar".
Manuel de Oliveira vive como filma.
Wednesday, December 10, 2008
Avé Maria, Santa Maria
Sentires: De repente, por uma biologia favorável, nascemos. Depois, por aqui deambulamos à procura de sentidos. Nos deuses, nas filosofias, muitos crêem encontrá-los. Calha por vezes encontrar o amor. Há sempre dor. Nossa, de outros em nós e de outros noutros. Antes de nós muitos pisaram este mesmo chão. Já não estão. O universo prossegue indiferente. E prosseguirá depois de nós. E nós? Aos mais afortunados calha-lhes viverem entre gente inteligente. Para outros não é coisa que a alguém apoquente. Felizmente há o belo. Apenas no amor e no belo, que é a outra face do amor, há sentido.
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Quem sabe…?
O dossier educação já tomou proporções que largamente influenciarão o futuro deste governo. Pode dizer-se, sem errar muito, que a vitória ou derrota do governo, e do PS nas próximas eleições, estão em larga medida ligadas ao que vier a acontecer com a educação.
O governo, inexplicavelmente, persiste na ideia de impor aos professores o modelo de avaliação que eles contestam.
Aparentemente, e aqui reside o absurdo político, o governo parece não ter um plano B.
Sócrates, ao mesmo tempo que investe tudo no modelo de avaliação, vai cada dia mais adiante - em direcção ao cantinho em que se está voluntariamente a entalar.
Sem porta de saída visível, e sem plano B, Santana Lopes pode vir ter razão.
De facto, o amorfismo a que o PSD se votou é o melhor caldo para o PS confeccionar uma nova maioria absoluta.
De facto, Santana Lopes pode vir a ter razão.
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Nem Keynes era sempre Keynesiano…
Nada como uma crise grave para lançar luz sobre certas coisas.
- Seria lógico, e sensato sob qualquer ponto de vista, realizarem-se os investimentos previstos no TGV, apenas para aproximar Porto e Lisboa em cerca de 15 minutos?
- E o aeroporto de Lisboa, cuja capacidade estaria a esgotar-se rapidamente, afinal poderá sobrar mais uns anitos se vierem a confirmar-se os cenários anunciados.
Só falta mesmo saber – claramente sabido – qual a opinião do PSD a este respeito, se por acaso tiver alguma.
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Tuesday, December 9, 2008
Virgens ofendidas
Por não terem estado presentes a determinada cerimónia, há deputados que estão a ser alvo da censura de alguns sectores do público.
Esta síndrome tarda em abandonar-nos.
Sendo certo que os que mais criticam os faltosos faltam igualmente eles próprios às suas obrigações, também acontece ao país, bem ponderados todos os pontos, atrasar-se tanto nas faltas dos deputados como adiantar-se com as suas presenças.
É essa uma verdade ao abrigo de qualquer sofisma, pois o país sobreviveu sem o amparo de S. Bento, e lá foi avançando, desde a batalha de S. Mamede até há poucas dezenas de anos.
Ainda há poucos campeonatos, uma comitiva da AR, com o dr. Alberto Martins e o dr. Menezes à testa, suava as estopinhas para realizar denodado trabalho político no forno de Sevilha e ninguém reparou na situação, aliás normal, de não ser possível a alguém trabalhar em S. Bento quando, manifestamente, se encontra a trabalhar noutro local.
Não fora o facto de a dita comitiva - inesperadamente e enquanto se aplicava no exercício da acção política - ter sido surpreendida por um desfile engalanado da equipa do Futebol Clube do Porto, e ninguém até hoje teria reparado que os deputados da AR também trabalham, e bem, fora de portas.
Aliás, terão sido os jornalistas a alertarem a Direcção do FCP para a presença dos deputados. Dada a coincidência dos srs. deputados também estarem naquele momento em Sevilha, não seria simpático convidá-los a assistir ao jogo? Ao que sr. Pinto da Costa, gentilmente, logo pediu que os fossem convidar.
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Mistérios engraçados.
Para emprestarem a salvação da falência ao BPP, os Bancos exigem do Estado a garantia desses financiamentos.
Assim, é o Estado, e apenas o Estado, a correr todo o risco da operação.
O ministro diz que o Estado não tem quaisquer custos e que o risco fica coberto pelas obras de arte e pelos demais bens patrimoniais do BPP.
Parece uma argumentação pouco consistente, pois se o valor real do património fosse suficiente para cobrir os financiamentos, para que exigiriam os Bancos a garantia do Estado?
E por que teria o Estado que ir garantir a coisa?
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Monday, December 8, 2008
Desatenções
Na Grécia, um jovem que atirou uma bomba incendiária sem saber que tal não era permitido, foi atingido por um polícia que sabendo não ser permitido atirar bombas, não sabia ser ainda menos permitido disparar sobre quem esteja a incendiar a propriedade.
Lá está: culpa dos governos não informarem convenientemente as populações.
Depois queixem-se.
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Sunday, December 7, 2008
Saturday, December 6, 2008
O termo “chá” provém dos vocábulos chineses – tchai, cha e tay - que designavam a bebida e as folhas da “Camellia Sinensis”.
Curiosamente, as mais de 3.000 variedades de Chá, distintas no sabor, no perfume, na acidez, nas tonalidades e matizes de cada infusão e ainda nas suas características mais calmantes ou revigorantes, têm origem numa única espécie botânica: o arbusto conhecido como a planta do Chá, a “Camellia Sinensis”.
O clima, o tipo de solo, a altitude, a época e o modo de colheita, resultam em folhas de diferentes comprimentos e tonalidades e com diversas características de sabores e aromas.
Os processos de secagem e armazenamento e as misturas de diferentes tipos de folhas, são factores que condicionam as características do sabor e da qualidade do Chá, resultando numa extensa variedade de opções finais.
As melhores folhas, de que resultam as infusões mais finas e delicadas, provêm dos jardins de Chá situados entre os 1.000 m e os 2.500 m de altitude, e consoante as suas características classificam-se genericamente em três grandes grupos :

O Chá Preto
Depois de colhidas, as folhas secam à sombra e ao ar, durante um período que vai de 16 a 24h.
É esta oxidação natural que confere às folhas a sua cor castanha escura ou avermelhada e o sabor característico.
Seguidamente são enroladas num período de tempo que deverá durar menos de meia hora para que as folhas terminem a sua fermentação em repouso, nas duas a três horas seguintes.
O Chá Verde
Uma vez colhidas, as folhas são rapidamente secas, normalmente a vapor, para impedir que se dê o processo de fermentação, mantendo assim a sua tonalidade verde original.
Desde sempre muito popular na China e no Japão, o interesse por este Chá tem vindo a crescer no Ocidente devido à sua riqueza em antioxidantes naturais, nomeadamente os polifenóis, que actuam sobre o excesso de radicais livres, principais responsáveis pelo envelhecimento.

O Chá “Oolong”
O Chá “Oolong” é um Chá geralmente de folhas grandes, e resulta de um processo intermédio no que respeita ao período de fermentação, que é interrompido de modo a que as folhas fermentem apenas entre 4 a 14 horas.
É portanto um Chá semi fermentado.
O Chá “Oolong” nasceu na ilha Formosa, onde teve início esta forma de tratamento das folhas e que resulta num Chá de sabor muito agradável. O “Oolong” é um chá fraco em teína.
Existe ainda o Chá Branco, um Chá pouco conhecido no Ocidente e que é obtido pela infusão dos botões das flores da planta do Chá que uma vez colhidos, são secos por vaporização.
As Infusões
São infusões de plantas, botões de flores ou ervas reconhecidas pela medicina tradicional como possuindo propriedades terapêuticas diversas. Não são realmente Chá, pois não derivam da “Camellia Sinensis”.

O Chá da tarde, o famoso 5 O’Clock tea, é uma tradição introduzida na Corte Inglesa pela Rainha Catarina de Bragança de Portugal. A expansão marítima e colonial britânica viria a popularizar o consumo do Chá tornando-o, a seguir à água, o líquido mais bebido em todo o Mundo.
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Interrogações:
Haverá alguém que possa salvar o PSD?
Alguém capaz de salvá-lo dele próprio?
Parece-me que nenhum dos nomes já ventilados poderá servir essa missão.
Uns por já terem sido experimentados, outros, como Passos Coelho, por chegarem despontando de sombras também elas já requentadas.
A coisa, parece-me, precisaria de alguém mesmo novo. Alguém com menos ribalta e com mais clareza de objectivos. Alguém como Alexandre Relvas.
Not less.
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Parabéns ao TOMARPARTIDO, pelos seus 5 anos.
E parabéns ao Jorge pela sua excelente e incansável caminhada a blogar.
O TOMARPARTIDO é uma referência a ler sempre. E está cada dia melhor...
Aquele abraço.
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Thursday, December 4, 2008
Poissss,
Também me parece que este seria o caminho mais rápido, mais simples e mais seguro.
Obrigado Jorge.
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Relação causal
É o país sistémico que gera o país anémico.
Tem sido assim, e não há boas notícias.
"amigos, amigos, negócios à la carte..."
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Wednesday, December 3, 2008
Tuesday, December 2, 2008
Sugestão quase desnecessária
Atendendo ao leque accionista e à clientela do Banco Privado - aquele onde apenas com €100.000,00 se podia entrar e abrir conta - não convirá comentar a ajuda do Estado nem os custos em que o Estado incorre ou os riscos que corre por acorrer a salvá-lo do estado de falência a que chegou.
Não convém comentar, nem sequer ir mais longe.
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