Tuesday, March 31, 2009

O Estado de Torto

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Nas situações em que se esperaria rapidez, sigilo e clareza, sucede exactamente o contrário: demoras para lá das prescrições, trombetas nos jornais e muita confusão.
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Nada melhor para, mais uma vez, nada se aclarar e nada se resolver.
Os problemas ver-se-ão depois. Nas sequelas cavadas na ordem institucional.
Cabe perguntar - a quem interessará este estado de coisas?
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Novelos de novelas

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Lopes da Scooter e a alta pressão no caso Frufru.
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Pressões, impressões, e excitações de milhões

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A política para consumo indígena parece um divertimento de sexo em grupo.
Porém, mesmo sem olhar a tabus, acaba por ser aborrecido ver o indígena ficar sempre por baixo, enquanto "o grupo" fica sempre por cima.
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Sunday, March 29, 2009

TESTE

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Fiz um teste para saber qual o meu - "tipo tecnológico".
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entre outras coisas, um geek define-se por gostar de Lara Croft (uhauuu) e de pizza (verdade), e detestar actividade física (verdade), correio tradicional (o que é isso?) e luz do sol (duplamente errado, pois gosto de luz e sol. Sobretudo "sol", que é muito importante para mim).
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- segundo entendidos, "geeks make things happen".
(soa a elogio, mas essas partes são sempre aquelas com que mais gostamos de concordar. Não é?)
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Saturday, March 28, 2009

Selecção

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Visto o jogo, fica uma conclusão: percebe-se por que razão o “fêcêpê” está em primeiro no campeonato.
Não há omeletes sem ovos. Porém, com melhores ovos fazem-se melhores omeletes.
Quem não for faccioso sabe que tenho razão.
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“Are you talking to me?”

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O caso Freeport parece o famoso filme do homem que se fazia passar por uma mulher que pretendia passar por homem.
Recorrentemente, quando parece haver já um quadro quase definitivo, estoiram novas revelações a baralhar tudo o que se julgava saber.
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A história mais recente é a da carta anónima que não era anónima e foi encomendada - à la carte - por um certo PSD.
No final vai concluir-se haver uma PJ que fez de barriga de aluguer para que alguns políticos lá depositassem as sementes de mais uma história sórdida da democracia a que temos direito.
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No final o anjo sai em ombros, depois de uma volta à arena e de ter cortado as regulamentares orelhas.
A dra. Ferreira Leite que vá tomando conta das suas, e pondo as barbas de molho.
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Friday, March 27, 2009

Parabéns

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O meu amigo João Carvalho Fernandes anda há seis anos a publicar sobre várias coisas.
Desde poesia das mais variadas origens, à luta política contra a corrupção e os desmandos em geral, os cá de dentro e lá de fora. Frequentemente também passa pelos charutos e pelas fotografias, sobretudo da Madeira.
O apoio quase diário a quantos resistem em Cuba, e à luta contra a ditadura comunista e os seus algozes Jurássicos será talvez o ponto que mais distingue o Fumaças.
O João foi essencial à minha iniciação nos blogues.
Aquele abraço.
"Never, never, never give up"...
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Thursday, March 26, 2009

O que faz falta, é ridicularizar a malta

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Você tem-me cavalgado
seu safado!
Você tem-me cavalgado,
mas nem por isso me pôs
a pensar como você.
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Que uma coisa pensa o cavalo;
outra quem está a montá-lo.
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O'Neill
(a história da moral)
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Pergunta politicamente correcta:

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Por que razão há freelancers para cabeça de lista, e não há, nem freelancers nem regulares, para rabo de lista?
Ou será alguma imparidade?
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Destratados

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Está a ser difícil fazer andar o tratado chamado de Lisboa. Ainda bem.
Sendo obrigatório aceitar essa injecção para ser pró europeu, então também prefiro ser anti-europeu. Ou seja, partilho da opinião do Jorge Ferreira quanto à aversão a uma Europa do formato - “os europeus de primeira categoria mandam nos que não têm categoria”.
Como se sabe, este tratado tem por finalidade proteger os interesses dos países mais poderosos da Europa, submetendo os países pequenos, sempre que seja útil.
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Nestas coisas é sempre preferível que se vote livremente na escolha dos suseranos, do que fazer os cidadãos engolir acordos negociados no obscuro das burocracias. Mais cedo ou mais tarde é inevitável a coisa dar para o torto.
Aliás, em termos lógicos e práticos, Portugal ficaria sempre melhor servido se integrado na Ibéria, do que submetido à França e à Alemanha. Ou então, ainda melhor, ofereciam-se os Açores aos USA, desde que ficassem também com o resto...
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Wednesday, March 25, 2009

Provedor de ideias, onde está?

Espera-se que o desastre eleitoral conduza à refundação, ou à fundação de algo novo para o espectro partidário. Seria essa a única utilidade da dra. Ferreira Leite.
É tempo do dr. Paulo Rangel sair de cena, para não ficar associado a tanta desorientação.
Quando resolverá Alexandre Relvas sair do camarote, e subir à ponte?
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Romancing the Job

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A Justiça do Provador.
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Tuesday, March 24, 2009

Assim se faz um país desconforme

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Como muito bem observou uma amiga minha:
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- “não são os mais empreendedores que percorrem os caminhos até ao topo da carreira... São os mais conformes...”
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Por isso, todos os Mourinhos asfixiam se não conseguem ir respirar lá para fora.
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Um Ás chamado Mourinho

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O importante não é ganhar, mas sim participar.
Quantas vezes se ouve esta afirmação obtusa?
Claro que é importante participar, mas por uma única razão: porque só participando se pode ganhar.
É nisto que o Mourinho acredita, e é por isso que o Mourinho ganha. Porque, simplesmente, arrasta as suas equipas a acreditarem nisso.
E é por isso que o Mourinho não é bem aceite em muitos meios, nomeadamente em muitos meios catedráticos e doutos nas mais diversas áreas.
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Em Portugal, sobretudo entre a classe dirigente, prevalece a doença dos coitadinhos e dos desgraçados e desamparados de espírito.
- O óptimo não é inimigo do bom, como costumam dizer. Nunca foi.
O terrível inimigo do bom sempre foi - o sofrível e o medíocre.
O país precisa expurgar a mentalidade bolorenta que sempre se contenta com o - “podia ser pior”.
O povo simples e não contaminado das sensibilidades burguesas, vê no Mourinho o que ele realmente é: um Ás.
E para um Ás, só importa o “podia ser melhor”.
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Monday, March 23, 2009

Apelo patriótico

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Para vencer a crise e salvar empregos, vamos todos comprar painéis solares, carros da Autoeuropa e chips da Quimonda para pendurar ao pescoço.
Já agora, compremos também o barco dos Açores e enviemos o governo num cruzeiro ao mar dos sargaços.
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Era uma vez...

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Os edificantes contos da Mosquinha Manchada.
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Essa é que é essa...

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... Não limita só um bocadinho ... - limita totalmente.
Quem não gosta, como se diz no Norte... "bota na beirinha do prato".
Quem encomenda o menu, depois deve comê-lo.
Ou não será sssim?
Trinta anos passados a comer do mesmo, só pode ser por gosto. O sistema foi desenhado por eles, e para eles. É por isso que muito dificilmente se sacudirá esta ditadura partidocrática.
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Sunday, March 22, 2009

Agora eles, agora nós

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Outro fruto amargo deste regime é ter amadurecido no país esta estranha maneira de pensar:
O facto de (alegadamente) “eles comerem tudo” é mau, não por arredar da finalidade da acção política o serviço ao cidadão e ao país, mas tão só, e simplesmente, por não permitir que “os outros”“comam também, e se possível mais".
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A infecção do sexo seguro.

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Soube-se pelo Expresso que um grupo de (senhoras deputadas e senhores deputados), perdão, um grupo de pessoas representantes dos respectivos países no parlamento europeu, veio propor um conjunto de orientações avançadas, e como tal - essenciais à felicidade dos europeus.
A saber: doravante, tratar uma mulher por senhora, ou um homem por senhor, é linguagem sexista, e, como tal, recriminada.
As “orientações” descem aos mais ínfimos pormenores. Por exemplo, acaba-se o "Médicos" e "Médicas", passando a haver – pessoas que exercem medicina, "Trabalhadores" passa a ser - pessoas que trabalham, etc.
Ou seja, terminam as regras normais de cortesia e as pessoas passam a ser referidas a seco. Hoje apenas o nome, amanhã, possivelmente, o número de matrícula. Não se sabe bem.
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É fácil perceber que ideias desta natureza só podem ter origem em mentes frustradas e inseguras acerca da sua própria sexualidade.
Ninguém com um mínimo de bom senso perderia tempo com coisas destas. É também nestas idiotices que Bruxelas dissolve dinheiro dos europeus.
Esta brincadeira durou os últimos 5-anos-5.
Agora vão iniciar-se intensos programas de formação dos exércitos de funcionários administrativos, tradutores, etc., e rever-se toda a burocracia, para expurgar dos documentos todas as nódoas sexistas.
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Parabéns ao José Mourinho

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Há catedráticos da Faculdade de Motricidade Humana, o nome abstruso e pomposo com que rebaptizaram o antigo Instituto Superior de Educação Física, que não compreendem a atribuição do doutoramento Honoris Causa a José Mourinho.
É natural.
Em Portugal raramente se incentivam os potenciais valores para que floresçam. Em Portugal a regra é criticar quem se distingue, rebaixar quem sobressai, e criar dificuldades a quem pode brilhar.
Não estamos habituados a casos assim. A nossa mediocridade sente-se contentinha com a mediania e invejosa com os casos de sucesso como José Mourinho.
A princípio zomba-se, depois tenta-se denegrir, e mesmo quando os triunfos evidentes e incontestados atordoam as cátedras, mesmo aí, quando lá fora já se brilha muito alto, é praticamente impossível ao santo indígena ser santo nesta santa terrinha.
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José Mourinho é um caso raro de qualidade, vontade e carisma. Merece muito bem a honraria. E qualquer catedrático devia sentir-se orgulhoso sempre que, como é o caso, o aluno excede o mestre.
No desporto como na música, nas artes ou nas letras, continuamos (como disse o Sttau Monteiro) a cortar árvores para que não façam sombra a arbustos.
Parabéns José Mourinho.
Queiram ou não queiram catedráticos, és mesmo um - Special One.
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