Sunday, April 12, 2009

Pedofilia legal

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Já agora, alianças com que finalidades?
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O mar que tingue

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O Zé, afinal, está a fazer falta ao marketing do PSD.
É um favor ao PSD não afixar este cartaz funerário da dra. Ferreira Leite. Nem no Marquês, nem em lado nenhum.
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De verdade - escondam bem o cartaz.
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Também gostava de me salvar

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Que fazer de uma alma, se não há Deus nem Cristo?
A crença na existência da alma conduzirá a responder axiomaticamente a esta pergunta.
Porém, apesar de já me ter esforçado seriamente por compreender, as inúmeras vantagens de acreditar ainda não me fizeram crente. Desde logo, o facto de os crentes adormecerem tranquilamente, e os outros nem sempre.
A verdadeira Fé parece não estar no alcance da compreensão de qualquer um. Nisso reside um obstáculo à sua expansão. Um obstáculo com dois mil anos.
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Saturday, April 11, 2009

as lógicas e as ilógicas

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O Expresso de ontem explica bem o que está em causa na discussão entre as farmácias e a ministra da saúde.
As Farmácias querem substituir por medicamentos genéricos as Marcas prescritas pelos médicos, pela simples e lógica razão de obterem muito melhores margens nessa troca. Ou seja, as farmácias ganham mais, vendendo mais barato.
Como o utente também paga menos e o Estado suporta menores encargos com essa troca, trata-se de uma situação em toda a gente beneficia.
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Entretanto, a mesquinhez avulsa que protesta pelos lucros das Farmácias, mostra preferir pagar mais, apenas para que as farmácias lucrem menos.
Por outro lado, o ministério da Saúde, não se percebe por que razão mas pode adivinhar-se, também mostra preferir que o Estado suporte maiores encargos do que suportaria com a vulgarização dos genéricos.

Ou seja, como habitualmente, em vez de se perguntar por que razão o governo impede a liberalização do negócio das Farmácias, ouvem-se indignações contra os seus lucros, mesmo que essa situação também beneficie quem se indigna.

O público em geral, que devia exigir os genéricos e a liberalização do negócio das farmácias, prefere pagar mais caro e pagar mais impostos, apenas para que as farmácias tenham menos lucros.
Vá-se lá entender esta gente.
A posição do governo e dos partidos compreende-se perfeitamente. Afinal, estamos à porta de eleições, e as campanhas eleitorais custam muito e custam a todos. E as empresas Farmacêuticas não têm que ser sectárias em apoios.
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Friday, April 10, 2009

Cadeiras de fé

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"A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais. Quando for invocado o motivo de doença, poderá, porém, ser exigido atestado médico caso a situação se prolongue por mais de uma semana." (via Blasfémias)
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Um caminho inaudito e que será mesmo o mais curto para aperfeiçoar o mundo, passa por S. Bento.
Veja-se como o simples aconchegar das nádegas nas cadeirinhas do hemiciclo é capaz de transmutar em credíveis e fidedignas, pessoas anteriormente tidas por usarem faltar à verdade.
É um notável Milagre. Uma admirável vacina.
Porém, há aqui uma limitação, a saber: A doença pode levar a palavra do Deputado a não fazer fé. Ou seja, a doença pode induzir nas pessoas, mesmo sendo Deputados, o hábito de mentir. Esta declaração faz fé, como o comprova o facto de todos já termos mentido, e todos já termos estado doentes.
Daí, vir agora o regulamento fixar definitivamente que em matéria de fé, é o estado de boa saúde que garante indubitavelmente – a verdade.
Ficamos sossegados.
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É pois de crer que a doença, prolongando-se por mais de uma semana, possa causar insensibilidade nas nádegas, razão pela qual o Deputado ficaria privado da capacidade de absorver através delas, por osmose entre coiros - o soro da verdade.
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Thursday, April 9, 2009

Genérica mente?

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De um lado, a ministra parece estar a proteger as farmacêuticas por se opor à substituição das Marcas prescritas, por produtos genéricos de terapêutica equivalente.
Do outro lado, a ANF – Associação Nacional de Farmácias luta por reduzir o volume de facturação dos associados, preferindo que os doentes gastem menos dinheiro nas Farmácias.
Ora, se é estranho o discurso da ministra, pois vai contra toda a lógica, o ímpeto de generosidade do dr. Cordeiro lança as mais enigmáticas nuvens sobre este assunto.
Era útil perceber-se aquilo que na realidade está em discussão.
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Entretanto, a Ordem dos médicos parece estar a meter bolas fora, pois o que deve pedir-se ao médico não é que receite a “Marca”, mas o “princípio ou ingrediente activo”. Naturalmente, provindo este de origem fidedigna que cabe ao governo controlar. O resto é ruído.
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happy birthday, Marisa.

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happy birthday, 2 U...
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Where there's a Will, there's a way

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Frederico Gil qualificou-se hoje para os quartos-de-final do Torneio de Casablanca, ao derrotar o croata Ivan Ljubicic, 68.º do ranking mundial, em três “sets”.

Este croata chegou a número 3 mundial há apenas 3 anos. Não era pêra doce!
Mas, como querer é poder, o Frederico levou-o, brilhantemente, ao tapete. O jogo foi emocionante.
Parabéns Frederico.
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Tuesday, April 7, 2009

As facas nos dentes

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Não devemos iludir-nos com as manobras à volta da reeleição de Durão Barroso, pois elas são apenas a frente de combate entre as várias alas anti Sócrates.
Ou seja, a questão Durão Barroso é apenas o visível. No horizonte invisível, o Soarismo, o Guterrismo e o Ferrismo iniciaram acções apontadas a flanquear o actual líder.
Dado o tiro de partida pelo famoso Vital freelancer, todos os outros também arrancaram imediatamente. E note-se a subtileza pacóvia com que Ana Gomes tentou disfarçar falando em Guterres, quando toda a gente percebeu que ela queria dizer Ferro. Também é curioso e ilustrativo, vê-la como morde a mão do querido líder.
Transparece aqui esta “união de interesses pontuais” que tem suportado o governo. Tocando a rebate, vem nos livros, os ratos (curiosa coincidência toponímica), abandonarão o barco e o líder ficará só.
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Entretanto, marcam-se posições para o assalto no período - após Sócrates - que parece poder chegar mais depressa do que se suporia.
Para lá da entourage do menino de ouro, já estão todos a trabalhar nos novos cenários. Intimamente já perceberam que o caso Freeport veio para ficar, e só se irá embora levado pelo próprio Sócrates.
O governo anterior foi derrubado por muito menos do que se tem visto, e embora Cavaco não seja Sampaio, a cooperação estratégica parece estar por um fio.

O triste é a pobreza confrangedora do país político, que se vê exactamente nestas alas em confronto. Ou seja, no facto deste regime não permitir verdadeiras alternativas e continuarmos confinados ao mostruário do costume, já mais que gasto e coçado.
Benza-os Deus, como diria a minha Avó.
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Bibó Porto

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Monday, April 6, 2009

Pergunta à pressão:

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Qual é a cilindrada da Mota do Lopes?
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Por favor, não pressionar

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Botão Anti Campanhas.
Pressionar, "só" em caso de pânico.
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Sunday, April 5, 2009

Um sistema, dois países

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Não já pelas novidades de alegadas corrupções, mas pela generalidade de protagonistas das ditas e pela amplitude e abundância de casos, lêem-se os jornais e fica-se desorientado. Estaremos na Europa, no Paraguai, ou no Zimbabwe?
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O SOL de ontem é exemplo de como o regime já perdeu irremediavelmente o que lhe restasse de crédito de seriedade.
Atrás do caso Freeport abrem-se rosários de capítulos duvidosos ou, segundo dizem os jornais, alegadas suspeitas de um sem número de patifarias.
Amadora “connection”, as pressões do ministro, as empresas… etc., são títulos cujos conteúdos poderiam sugerir práticas recorrentes de actividades de saque.
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Nuns casos parecendo provirem de grupos organizados, noutros casos parecendo iniciativas em regime de freelancer, o sistema político-partidário a que temos direito vem gerando casos cada vez mais imaginativos e em maior número, que facilmente poderiam rivalizar com os mais férteis argumentistas de Hollywood.
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Estamos em presença de dois países coabitando mansamente sob o mesmo regime. Aquele onde habita o cidadão comum é o país real. É o mais numeroso e vive de esgravatar no dia-a-dia nos empregos e nas empresas. O outro, o país da realeza, é o país político-partidário. Habita o éter, é rei e senhor, e faz a Lei destinada a conter e enquadrar o primeiro.
A meio dos dois está a Presidência da República, de onde o país real espera, entre várias coisas, que seja posto termo à cooperação estratégica.
Os escândalos sucedem-se em ritmos e graus a exigirem acção urgente, antes que os silêncios possam, do ponto de vista político, levar a ver a cooperação como cumplicidade ou como incúria.
Porém, há duas coisas absolutamente estabelecidas: nem o presidente poderia alguma vez ser cúmplice de que quer que fosse, nem a inacção é roupagem onde ele se sinta à vontade.
Por isso, espera-se.
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O próximo dia 25, agora necessariamente de cravos brancos, teria como expoente máximo de celebração um decreto a varrer e a desinfectar a casa.
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madrugada de domingo

música para dançar ( XI )
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Saturday, April 4, 2009

Mota com impressão

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O sr. está pressionado
Pressionou-se de repente
Porque não teve cuidado
Porque foi imprevidente

Quando a pressa é por motivo
De atrasar a má sorte
Qual o melhor lenitivo?
- Ir de mota ao Freeport!!!

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Thursday, April 2, 2009

Ele sabe que eu sei

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que ele sabe que eu sei que ele sabia muito bem que ontem foi dia 1.
O copy paste do primeiro parágrafo do post dele, propositadamente assim feito para levantar a lebre, não podia passar despercebido ao meu amigo Jorge Ferreira.
Como habitualmente, ele escolheu o humor fino dando esta notícia como que fingindo acreditar nela.
Só há aqui um problema: a divulgação da notícia feita desta forma pelo TOMARPARTIDO vai ser vista como uma forma de pressão sobre o Público, feita a favor do Faccioso, e cai sob a alçada da ERC.
O Jorge Ferreira que se prepare para as consequências. Eu, se estivesse no lugar dele, ia já aprender a andar de Mota.
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Wednesday, April 1, 2009

Uma boa pressão é capaz do melhor

Faça-se justiça...
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ELEIÇÕES 2009

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A partir de hoje também colaboro no blogue que o Público criou para debater a enxurrada eleitoral deste ano. Quem quiser saber quem são os escribas todos é ler ali.
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Slogans para hoje

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José Free Port Platão
(OMO lava mais Negras)

Vital Free Lancer Causal
(mais buracos que Gruyère, numa Europa perto de si)

Ana Free Gorífico Gomes
(os comboios secretos de Cool Ares à Praia Grande)

Jerónimo Free Dancer de Salão
(com danças e bolos…)

Francisca Free Charras Loucas
(O mar enrola na areia, nem ele sabe bem o que diz)
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