Wednesday, April 29, 2009

Campanhas cinzentas

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Já não bastava a magreza de recursos para o Aeroporto e para o TGV, e vem agora esta antipática gripe porcina cair em cima do governo...
Daqui a uns meses, quem vai querer viajar em grupo?
Dinheiro a menos e vírus a mais - é mesmo azar.
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Vale-nos a missão consoladora do primeiro ministro na sua distribuição diária de benefícios à população.
Depois do sucesso dos Cheques Dentista, o país espera ver anunciados os Vales Pingo Doce, as Senhas Repsol e os Cupões Zara, entre outras ideias.
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Como funciona a Célula de Combustível

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Tuesday, April 28, 2009

Desperte o vírus que há em si

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O candidato Vital Moreira mostra a sua estirpe:
… “O surpreendente conservadorismo e reaccionarismo do PSD mostra bem que ele entrou em ruptura com o seu passado”…
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Ao desenterrar e reanimar um discurso de timbre completamente datado e que não se esperava, Vital Moreira mostra duas coisas:
- A primeira, é uma pobreza de argumentos a confirmar que ele falava exactamente em sentido literal quando anunciou a sua qualidade Freelancer,
- A outra, é mostrar que o seu presente ainda não concluiu a ruptura com o passado que se julgava definitivamente – passado.
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Monday, April 27, 2009

A máscara contra os nervos

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Se pensarmos que uma bactéria é um organismo unicelular, e que dentro dela cabem várias centenas de vírus, ficamos a perceber que as máscaras pouco mais são que uma panaceia.
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Ou seja, se entre o tamanho de um vírus e o objecto mais pequeno que a nossa visão é capaz de separar, temos a mesma proporção que entre uma laranja e o planeta Terra, parece absolutamente impossível que um pedaço de papel poroso possa filtrar ou servir de barreira a um vírus.
Parece evidente que, ou fazem uma vacina depressa, ou poderemos ter um problema sério.
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Prática monopolista

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Ainda há quem tema a ideia do mercado livre...
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Sunday, April 26, 2009

Abril revolucionariamente incorrecto…

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A fase final do antigo regime foi marcada pela guerra colonial. As três guerras de África em que os oficiais milicianos combatiam na mata enquanto os oficiais do quadro permanente frequentavam as secretarias e os quartéis, onde aqueciam as cadeiras e arrefeciam as costas ao sopro do ar condicionado.
Alguns desses permanentes, insatisfeitos quanto ao programa das suas promoções, revoltaram-se e promoveram o golpe de 25 de Abril.
Depois chegaram os muitos políticos que não quiseram ir sofrer nas guerras das selvas e estiveram a combater o regime sofrendo em Paris, na Argélia e noutros locais inóspitos no estrangeiro.
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O novo regime, directa ou indirectamente, desde há 35 anos que tem estado ao serviço destes dois grupos.
Basta olhar para os outros “quadros permanentes” - o das oligarquias partidárias e o da Assembleia da República, para ver que assim é.
Depois há quem se admire pelo facto de ninguém se importar muito com o que eles dizem.
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De quem será a culpa do desprestígio da maior parte da classe política? De quem será a culpa que levou as pessoas, apenas para castigar e ridicularizar o regime, a eleger Salazar como o maior português de sempre?
Quem pode dar crédito a estes revolucionários de pacote, como o Vasco Lourenço, o Otelo, o dr. Soares ou o poeta Alegre, todos igualmente aburguesados, quando se ouvem a expelir a verborreia de circunstância a partir dos sofás de peles dos seus reluzentes Mercedes?
Cuidado. Os apertos das crises podem aclarar as mentes e fazer estoirar paciências.
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Saturday, April 25, 2009

Na linha do frete

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Enquanto há quem tenha em "Bo" um first dog, nós temos na circunscância - uma "first girlfriend".
Em matéria de lealdade ao dono e raivas potenciais, o extrovertido parece mostrar estarmos mesmo à frente.
O pior é o frete.
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A democracia encalhada ?

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“Preocupa-me estarmos a construir a perfeita sociedade totalitária em plena democracia"
(Pacheco Pereira, no Público)
O facto é que andamos há 35 anos a eleger os que preferimos para passarem a decidir o que querem e como querem.
Em muitíssimos aspectos, e para além das aberrações censórias e pidescas, o homem também estava lá a decidir da mesma forma. O que queria e como queria.
Só não era eleito.
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Friday, April 24, 2009

Um bailarico

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Foi um Vital Moreira infeliz que saiu há pouco de um debate com Paulo Rangel na SIC Notícias.
Vital Moreira foi, literalmente, cilindrado de cima a baixo. A sua sobranceria arrogante viu-se pulverizada por um Paulo Rangel calmo, seguro e com o trabalho de casa muito bem preparado.
Foi, dito de maneira simples, o choque entre dois mundos.
Um mundo moderno e competitivo, que sabe ser necessário trabalhar muito e estudar bem a matéria, contra o mundo já anquilosado, acomodado e instalado, que se habituou à preguiça de ser sempre intelectualmente bajulado, e ganhar a plateia por simples critérios de inerências excelentíssimas.
Esse tempo, - já era.
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O resultado foi aquilo que se costuma designar – um bailarico.
Paulo Rangel é um político de mão cheia. É um erro enviá-lo para tão longe a desperdiçar-se. Cá é que faz falta.
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Claro que sim. Mas brancos.

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A RIÁSSAO
não
PAÇARÁ
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Thursday, April 23, 2009

O tolo otelo

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Por lamentável desatenção, houve um momento em que pensei estar a Associação Animal a regozijar-se com a promoção de Otelo a chefe de curros.
Não sendo esse o caso, a alegria, porém, tinha duas razões próximas.
Primeiro, um presidente de Câmara comprara a praça de touros para erradicar as touradas da localidade, coisa com a qual a Associação Animal rejubilava. Depois, essa acção privava Otelo, definitivamente, de poder aspirar àquela função, para a qual, aliás, a sua manifesta debilidade mental nunca o recomendaria.
A Associação Animal lembrava-se bem do antigo amor de Otelo a praças de touros.
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Otelo é um paradigma da boçalidade. Um palonço que em determinado momento, no período de exaltação colectiva do prec, quis acreditar na sobreavaliação que fez da sua parca inteligência e, talvez para se sentir em casa, pretendia tornar esta terra num imenso manicómio.
Uma vez falhada a intenção de partir os dentes ao país, o tolo otelo conluiou-se com outros alienados e chefiou um grupo terrorista mais tarde condenado em Tribunal pelo assassínio, à bomba, de diversas pessoas.
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Que retribuição obtiveram, ele e aos seus amigos, desde essa altura?
Um presidente abriu-lhe a prisão com a misericórdia de um indulto. Outro presidente condecorou como heróis membros emblemáticos da associação criminosa das bombas.
Agora o governo promoveu o traste a coronel, certamente de tropa fandanga, e toma lá 50 mil euros para beberes umas cervejolas.
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Contrariamente ao que quer a Associação Animal, o povo gosta de touradas. Deve ser por isso que continua a aceitar estas coisas.
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Wednesday, April 22, 2009

Afinal, a solução era simples

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O governo desenvolveu um algoritmo que permitiu achar a solução ontem revelada pelo primeiro-ministro, a saber:
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Assim, não admira que a crise vá passar depressa.
Ainda bem. O público agradece.
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dúvida persistente:

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O segredo de justiça serve para proteger o segredo, ou a justiça?
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Tuesday, April 21, 2009

Vencedor, diz a sondagem

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Nós, cantores Europeus.
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Ditos famosos de Notários & Escrituras

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Apanha-se mais depressa um mentiroso, que uma Escritura Pública.
Enquanto a Escritura vai e vem, folgam as públicas.
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Não, à discriminação

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Por que razões se afastam os outros sexos?
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Sunday, April 19, 2009

Verdade revelada há 2000 anos

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Mateus 9:10
Ora, estando ele à mesa em casa, eis que chegaram muitos cobradores de impostos e outros pecadores, e se reclinaram à mesa juntamente com Jesus
e seus discípulos.
Mateus 9:11
E os fariseus, vendo isso, perguntavam aos discípulos: Por que come o vosso Mestre com cobradores de impostos e pecadores?
Mateus 9:12
Jesus, porém, ouvindo isso, respondeu: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos.

No comments…
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Saturday, April 18, 2009

Uma campanha inovadora

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A campanha vai ser muito interessante.
De um lado, a Vital Mordaça. Do outro, a Vitalícia Morenaça.
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Friday, April 17, 2009

Post para aplaudir de pé.

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Aqui.
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Eu, ao contrário do Jorge Ferreira, estou disponível para ser candidato desde que em lugar elegível.
Aquilo é bom. É quentinho e é uma boa pré-reforma.
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O mar que tim ( II )

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O facto de não haver alternativa não faz da dra. Ferreira Leite, necessariamente uma boa candidatura do PSD, como parece dizer o Portugal dos Pequeninos.
A dra. Ferreira Leite está politicamente morta. Não era necessário gritá-lo assim nas paredes, mas isso, dada a dimensão do erro, foram opções talvez motivadas por algum submarino socialista ou aparentado. Não se sabe.
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Mas o problema de fundo, é outro.
O problema, é que, começando na dra. Ferreira Leite, e terminando no Avô Vital Cantigas Moreira, o regime está politicamente decrépito, ideologicamente desbotado e esgotado de esperança, e prossegue a gravitar à volta de um casting mais que datado.
Assim não se vai lá. Já ninguém acredita.
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Este ano vão ser batidos todos os recordes da abstenção. Antigamente, noutras geografias, estes apodrecimentos costumavam fermentar em revoluções. Aqui, onde o Euro as pôs fora de moda, não sei como se porá fim a este despiste e se reconduzirá o país à estrada do equilíbrio e do bom senso.
Até lá, continuaremos nas anedotas, infelizmente aterrorizantes.
- Foi você que pediu um TGV?
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Outros ilícitos:

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Quem se opõe ao empobrecimento ilícito, proveniente da falcoaria do Estado?
O país está a escanzelar e ninguém se mexe.
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Thursday, April 16, 2009

Um orgulho nacional

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Portugal passa a estar representado nos USA, - a nível de cão.
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Casos raros

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A minha madrinha fez hoje 95 anos. Está linda. O meu padrinho fará 100 anos em Dezembro.
Está no hospital há quatro dias e o prognóstico não parece optimista, coisa que aflige a minha madrinha e nos tem perturbado os últimos dias.
São casados há 73 anos, o que é mais tempo do que muitas pessoas vivem. Continuam a adorar-se. Não conheço mais ninguém assim.
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Wednesday, April 15, 2009

O hábito secular das perguntas néscias

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Numa suposta mercearia do tempo de Eça:
“Não há ninguém que, entrando numa mercearia a comprar um quilo de queijo, não tivesse já papalvamente perguntado ao merceeiro:
- É bom o seu queijo?
Como se jamais, desde que há homens e queijos, um merceeiro tivesse respondido com asco:
- Não senhor, não presta!

No sítio do costume, numa loja perto de si:
“- Terá o senhor, mesmo involuntariamente, cometido acção susceptível de poder ser interpretada como - pressão sobre uma barra de queijo?
- Sim senhor, pressionei muitíssimo!”
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… E se alguém desse estas respostas, por espírito sublime de veracidade intransigente, então é que nós começaríamos a desconfiar dos lojistas, como de seres anormais, extravagantes e perigosos… (Eça de Queiróz)
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Cuba Libre

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As propostas do presidente Obama já não interessam aos cubanos.
Só agora? Agora, que estão em recessão, é que os USA querem beneficiar do potencial do mercado cubano? Vê-se logo que há nas propostas um interesse puramente egoísta do imperialismo.
Agora, não. Agora é tarde demais. Fidel já disse que não aceita esmolas. Recordem-se as extraordinárias aberturas já feitas pelo regime, que deixam os USA envergonhados:
- Os cubanos já podem ter computador, telemóvel e electrodomésticos.
Não é admirável?
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Tuesday, April 14, 2009

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Anaton Tago Mes.
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Erro de táctica = bola fora.

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Tenho gostado de ouvir o dr. Paulo Rangel na Assembleia da República. Depois, conforme disse a dra. Ferreira Leite, a qualidade do seu trabalho é um dado consensual no interior do PSD.
Por essa razão não se compreende que o despachem para Bruxelas, onde os resultados práticos do seu trabalho, por mais qualidade que tenham, e terão, serão desperdiçados em irrelevâncias para o dia-a-dia do país.
Nada adianta ao país, ou a Bruxelas, a qualidade de quem para lá enviamos. De uma forma ou de outra, cedo ficam reduzidos a mandaretes, pois isto é um país que nada risca quando quer e risca nada quando o mandam. Os competentes não deviam ser assim desperdiçados. Os competentes fazem cá falta.
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A democracia a que temos direito.

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Num tempo em que muitos procuram esconder em argumentações barrocas os objectivos de adiar a decência e manter este - “por aqui me sirvo”, lembremo-nos de Séneca:
- “Quem, podendo, não impede que o crime se faça, manda que se faça”.
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Monday, April 13, 2009

Sunday, April 12, 2009

Pedofilia legal

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Já agora, alianças com que finalidades?
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O mar que tingue

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O Zé, afinal, está a fazer falta ao marketing do PSD.
É um favor ao PSD não afixar este cartaz funerário da dra. Ferreira Leite. Nem no Marquês, nem em lado nenhum.
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De verdade - escondam bem o cartaz.
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Também gostava de me salvar

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Que fazer de uma alma, se não há Deus nem Cristo?
A crença na existência da alma conduzirá a responder axiomaticamente a esta pergunta.
Porém, apesar de já me ter esforçado seriamente por compreender, as inúmeras vantagens de acreditar ainda não me fizeram crente. Desde logo, o facto de os crentes adormecerem tranquilamente, e os outros nem sempre.
A verdadeira Fé parece não estar no alcance da compreensão de qualquer um. Nisso reside um obstáculo à sua expansão. Um obstáculo com dois mil anos.
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Saturday, April 11, 2009

as lógicas e as ilógicas

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O Expresso de ontem explica bem o que está em causa na discussão entre as farmácias e a ministra da saúde.
As Farmácias querem substituir por medicamentos genéricos as Marcas prescritas pelos médicos, pela simples e lógica razão de obterem muito melhores margens nessa troca. Ou seja, as farmácias ganham mais, vendendo mais barato.
Como o utente também paga menos e o Estado suporta menores encargos com essa troca, trata-se de uma situação em toda a gente beneficia.
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Entretanto, a mesquinhez avulsa que protesta pelos lucros das Farmácias, mostra preferir pagar mais, apenas para que as farmácias lucrem menos.
Por outro lado, o ministério da Saúde, não se percebe por que razão mas pode adivinhar-se, também mostra preferir que o Estado suporte maiores encargos do que suportaria com a vulgarização dos genéricos.

Ou seja, como habitualmente, em vez de se perguntar por que razão o governo impede a liberalização do negócio das Farmácias, ouvem-se indignações contra os seus lucros, mesmo que essa situação também beneficie quem se indigna.

O público em geral, que devia exigir os genéricos e a liberalização do negócio das farmácias, prefere pagar mais caro e pagar mais impostos, apenas para que as farmácias tenham menos lucros.
Vá-se lá entender esta gente.
A posição do governo e dos partidos compreende-se perfeitamente. Afinal, estamos à porta de eleições, e as campanhas eleitorais custam muito e custam a todos. E as empresas Farmacêuticas não têm que ser sectárias em apoios.
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Friday, April 10, 2009

Cadeiras de fé

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"A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais. Quando for invocado o motivo de doença, poderá, porém, ser exigido atestado médico caso a situação se prolongue por mais de uma semana." (via Blasfémias)
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Um caminho inaudito e que será mesmo o mais curto para aperfeiçoar o mundo, passa por S. Bento.
Veja-se como o simples aconchegar das nádegas nas cadeirinhas do hemiciclo é capaz de transmutar em credíveis e fidedignas, pessoas anteriormente tidas por usarem faltar à verdade.
É um notável Milagre. Uma admirável vacina.
Porém, há aqui uma limitação, a saber: A doença pode levar a palavra do Deputado a não fazer fé. Ou seja, a doença pode induzir nas pessoas, mesmo sendo Deputados, o hábito de mentir. Esta declaração faz fé, como o comprova o facto de todos já termos mentido, e todos já termos estado doentes.
Daí, vir agora o regulamento fixar definitivamente que em matéria de fé, é o estado de boa saúde que garante indubitavelmente – a verdade.
Ficamos sossegados.
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É pois de crer que a doença, prolongando-se por mais de uma semana, possa causar insensibilidade nas nádegas, razão pela qual o Deputado ficaria privado da capacidade de absorver através delas, por osmose entre coiros - o soro da verdade.
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Thursday, April 9, 2009

Genérica mente?

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De um lado, a ministra parece estar a proteger as farmacêuticas por se opor à substituição das Marcas prescritas, por produtos genéricos de terapêutica equivalente.
Do outro lado, a ANF – Associação Nacional de Farmácias luta por reduzir o volume de facturação dos associados, preferindo que os doentes gastem menos dinheiro nas Farmácias.
Ora, se é estranho o discurso da ministra, pois vai contra toda a lógica, o ímpeto de generosidade do dr. Cordeiro lança as mais enigmáticas nuvens sobre este assunto.
Era útil perceber-se aquilo que na realidade está em discussão.
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Entretanto, a Ordem dos médicos parece estar a meter bolas fora, pois o que deve pedir-se ao médico não é que receite a “Marca”, mas o “princípio ou ingrediente activo”. Naturalmente, provindo este de origem fidedigna que cabe ao governo controlar. O resto é ruído.
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happy birthday, Marisa.

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happy birthday, 2 U...
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Where there's a Will, there's a way

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Frederico Gil qualificou-se hoje para os quartos-de-final do Torneio de Casablanca, ao derrotar o croata Ivan Ljubicic, 68.º do ranking mundial, em três “sets”.

Este croata chegou a número 3 mundial há apenas 3 anos. Não era pêra doce!
Mas, como querer é poder, o Frederico levou-o, brilhantemente, ao tapete. O jogo foi emocionante.
Parabéns Frederico.
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Tuesday, April 7, 2009

As facas nos dentes

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Não devemos iludir-nos com as manobras à volta da reeleição de Durão Barroso, pois elas são apenas a frente de combate entre as várias alas anti Sócrates.
Ou seja, a questão Durão Barroso é apenas o visível. No horizonte invisível, o Soarismo, o Guterrismo e o Ferrismo iniciaram acções apontadas a flanquear o actual líder.
Dado o tiro de partida pelo famoso Vital freelancer, todos os outros também arrancaram imediatamente. E note-se a subtileza pacóvia com que Ana Gomes tentou disfarçar falando em Guterres, quando toda a gente percebeu que ela queria dizer Ferro. Também é curioso e ilustrativo, vê-la como morde a mão do querido líder.
Transparece aqui esta “união de interesses pontuais” que tem suportado o governo. Tocando a rebate, vem nos livros, os ratos (curiosa coincidência toponímica), abandonarão o barco e o líder ficará só.
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Entretanto, marcam-se posições para o assalto no período - após Sócrates - que parece poder chegar mais depressa do que se suporia.
Para lá da entourage do menino de ouro, já estão todos a trabalhar nos novos cenários. Intimamente já perceberam que o caso Freeport veio para ficar, e só se irá embora levado pelo próprio Sócrates.
O governo anterior foi derrubado por muito menos do que se tem visto, e embora Cavaco não seja Sampaio, a cooperação estratégica parece estar por um fio.

O triste é a pobreza confrangedora do país político, que se vê exactamente nestas alas em confronto. Ou seja, no facto deste regime não permitir verdadeiras alternativas e continuarmos confinados ao mostruário do costume, já mais que gasto e coçado.
Benza-os Deus, como diria a minha Avó.
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Bibó Porto

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Monday, April 6, 2009

Pergunta à pressão:

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Qual é a cilindrada da Mota do Lopes?
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Por favor, não pressionar

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Botão Anti Campanhas.
Pressionar, "só" em caso de pânico.
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Sunday, April 5, 2009

Um sistema, dois países

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Não já pelas novidades de alegadas corrupções, mas pela generalidade de protagonistas das ditas e pela amplitude e abundância de casos, lêem-se os jornais e fica-se desorientado. Estaremos na Europa, no Paraguai, ou no Zimbabwe?
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O SOL de ontem é exemplo de como o regime já perdeu irremediavelmente o que lhe restasse de crédito de seriedade.
Atrás do caso Freeport abrem-se rosários de capítulos duvidosos ou, segundo dizem os jornais, alegadas suspeitas de um sem número de patifarias.
Amadora “connection”, as pressões do ministro, as empresas… etc., são títulos cujos conteúdos poderiam sugerir práticas recorrentes de actividades de saque.
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Nuns casos parecendo provirem de grupos organizados, noutros casos parecendo iniciativas em regime de freelancer, o sistema político-partidário a que temos direito vem gerando casos cada vez mais imaginativos e em maior número, que facilmente poderiam rivalizar com os mais férteis argumentistas de Hollywood.
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Estamos em presença de dois países coabitando mansamente sob o mesmo regime. Aquele onde habita o cidadão comum é o país real. É o mais numeroso e vive de esgravatar no dia-a-dia nos empregos e nas empresas. O outro, o país da realeza, é o país político-partidário. Habita o éter, é rei e senhor, e faz a Lei destinada a conter e enquadrar o primeiro.
A meio dos dois está a Presidência da República, de onde o país real espera, entre várias coisas, que seja posto termo à cooperação estratégica.
Os escândalos sucedem-se em ritmos e graus a exigirem acção urgente, antes que os silêncios possam, do ponto de vista político, levar a ver a cooperação como cumplicidade ou como incúria.
Porém, há duas coisas absolutamente estabelecidas: nem o presidente poderia alguma vez ser cúmplice de que quer que fosse, nem a inacção é roupagem onde ele se sinta à vontade.
Por isso, espera-se.
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O próximo dia 25, agora necessariamente de cravos brancos, teria como expoente máximo de celebração um decreto a varrer e a desinfectar a casa.
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madrugada de domingo

música para dançar ( XI )
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Saturday, April 4, 2009

Mota com impressão

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O sr. está pressionado
Pressionou-se de repente
Porque não teve cuidado
Porque foi imprevidente

Quando a pressa é por motivo
De atrasar a má sorte
Qual o melhor lenitivo?
- Ir de mota ao Freeport!!!

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Thursday, April 2, 2009

Ele sabe que eu sei

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que ele sabe que eu sei que ele sabia muito bem que ontem foi dia 1.
O copy paste do primeiro parágrafo do post dele, propositadamente assim feito para levantar a lebre, não podia passar despercebido ao meu amigo Jorge Ferreira.
Como habitualmente, ele escolheu o humor fino dando esta notícia como que fingindo acreditar nela.
Só há aqui um problema: a divulgação da notícia feita desta forma pelo TOMARPARTIDO vai ser vista como uma forma de pressão sobre o Público, feita a favor do Faccioso, e cai sob a alçada da ERC.
O Jorge Ferreira que se prepare para as consequências. Eu, se estivesse no lugar dele, ia já aprender a andar de Mota.
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Wednesday, April 1, 2009

Uma boa pressão é capaz do melhor

Faça-se justiça...
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ELEIÇÕES 2009

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A partir de hoje também colaboro no blogue que o Público criou para debater a enxurrada eleitoral deste ano. Quem quiser saber quem são os escribas todos é ler ali.
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Slogans para hoje

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José Free Port Platão
(OMO lava mais Negras)

Vital Free Lancer Causal
(mais buracos que Gruyère, numa Europa perto de si)

Ana Free Gorífico Gomes
(os comboios secretos de Cool Ares à Praia Grande)

Jerónimo Free Dancer de Salão
(com danças e bolos…)

Francisca Free Charras Loucas
(O mar enrola na areia, nem ele sabe bem o que diz)
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Tuesday, March 31, 2009

O Estado de Torto

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Nas situações em que se esperaria rapidez, sigilo e clareza, sucede exactamente o contrário: demoras para lá das prescrições, trombetas nos jornais e muita confusão.
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Nada melhor para, mais uma vez, nada se aclarar e nada se resolver.
Os problemas ver-se-ão depois. Nas sequelas cavadas na ordem institucional.
Cabe perguntar - a quem interessará este estado de coisas?
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Novelos de novelas

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Lopes da Scooter e a alta pressão no caso Frufru.
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Pressões, impressões, e excitações de milhões

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A política para consumo indígena parece um divertimento de sexo em grupo.
Porém, mesmo sem olhar a tabus, acaba por ser aborrecido ver o indígena ficar sempre por baixo, enquanto "o grupo" fica sempre por cima.
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Sunday, March 29, 2009

TESTE

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Fiz um teste para saber qual o meu - "tipo tecnológico".
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entre outras coisas, um geek define-se por gostar de Lara Croft (uhauuu) e de pizza (verdade), e detestar actividade física (verdade), correio tradicional (o que é isso?) e luz do sol (duplamente errado, pois gosto de luz e sol. Sobretudo "sol", que é muito importante para mim).
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- segundo entendidos, "geeks make things happen".
(soa a elogio, mas essas partes são sempre aquelas com que mais gostamos de concordar. Não é?)
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Saturday, March 28, 2009

Selecção

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Visto o jogo, fica uma conclusão: percebe-se por que razão o “fêcêpê” está em primeiro no campeonato.
Não há omeletes sem ovos. Porém, com melhores ovos fazem-se melhores omeletes.
Quem não for faccioso sabe que tenho razão.
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“Are you talking to me?”

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O caso Freeport parece o famoso filme do homem que se fazia passar por uma mulher que pretendia passar por homem.
Recorrentemente, quando parece haver já um quadro quase definitivo, estoiram novas revelações a baralhar tudo o que se julgava saber.
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A história mais recente é a da carta anónima que não era anónima e foi encomendada - à la carte - por um certo PSD.
No final vai concluir-se haver uma PJ que fez de barriga de aluguer para que alguns políticos lá depositassem as sementes de mais uma história sórdida da democracia a que temos direito.
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No final o anjo sai em ombros, depois de uma volta à arena e de ter cortado as regulamentares orelhas.
A dra. Ferreira Leite que vá tomando conta das suas, e pondo as barbas de molho.
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Friday, March 27, 2009

Parabéns

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O meu amigo João Carvalho Fernandes anda há seis anos a publicar sobre várias coisas.
Desde poesia das mais variadas origens, à luta política contra a corrupção e os desmandos em geral, os cá de dentro e lá de fora. Frequentemente também passa pelos charutos e pelas fotografias, sobretudo da Madeira.
O apoio quase diário a quantos resistem em Cuba, e à luta contra a ditadura comunista e os seus algozes Jurássicos será talvez o ponto que mais distingue o Fumaças.
O João foi essencial à minha iniciação nos blogues.
Aquele abraço.
"Never, never, never give up"...
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Thursday, March 26, 2009

O que faz falta, é ridicularizar a malta

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Você tem-me cavalgado
seu safado!
Você tem-me cavalgado,
mas nem por isso me pôs
a pensar como você.
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Que uma coisa pensa o cavalo;
outra quem está a montá-lo.
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O'Neill
(a história da moral)
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Pergunta politicamente correcta:

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Por que razão há freelancers para cabeça de lista, e não há, nem freelancers nem regulares, para rabo de lista?
Ou será alguma imparidade?
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Destratados

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Está a ser difícil fazer andar o tratado chamado de Lisboa. Ainda bem.
Sendo obrigatório aceitar essa injecção para ser pró europeu, então também prefiro ser anti-europeu. Ou seja, partilho da opinião do Jorge Ferreira quanto à aversão a uma Europa do formato - “os europeus de primeira categoria mandam nos que não têm categoria”.
Como se sabe, este tratado tem por finalidade proteger os interesses dos países mais poderosos da Europa, submetendo os países pequenos, sempre que seja útil.
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Nestas coisas é sempre preferível que se vote livremente na escolha dos suseranos, do que fazer os cidadãos engolir acordos negociados no obscuro das burocracias. Mais cedo ou mais tarde é inevitável a coisa dar para o torto.
Aliás, em termos lógicos e práticos, Portugal ficaria sempre melhor servido se integrado na Ibéria, do que submetido à França e à Alemanha. Ou então, ainda melhor, ofereciam-se os Açores aos USA, desde que ficassem também com o resto...
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Wednesday, March 25, 2009

Provedor de ideias, onde está?

Espera-se que o desastre eleitoral conduza à refundação, ou à fundação de algo novo para o espectro partidário. Seria essa a única utilidade da dra. Ferreira Leite.
É tempo do dr. Paulo Rangel sair de cena, para não ficar associado a tanta desorientação.
Quando resolverá Alexandre Relvas sair do camarote, e subir à ponte?
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Romancing the Job

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A Justiça do Provador.
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Tuesday, March 24, 2009

Assim se faz um país desconforme

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Como muito bem observou uma amiga minha:
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- “não são os mais empreendedores que percorrem os caminhos até ao topo da carreira... São os mais conformes...”
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Por isso, todos os Mourinhos asfixiam se não conseguem ir respirar lá para fora.
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Um Ás chamado Mourinho

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O importante não é ganhar, mas sim participar.
Quantas vezes se ouve esta afirmação obtusa?
Claro que é importante participar, mas por uma única razão: porque só participando se pode ganhar.
É nisto que o Mourinho acredita, e é por isso que o Mourinho ganha. Porque, simplesmente, arrasta as suas equipas a acreditarem nisso.
E é por isso que o Mourinho não é bem aceite em muitos meios, nomeadamente em muitos meios catedráticos e doutos nas mais diversas áreas.
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Em Portugal, sobretudo entre a classe dirigente, prevalece a doença dos coitadinhos e dos desgraçados e desamparados de espírito.
- O óptimo não é inimigo do bom, como costumam dizer. Nunca foi.
O terrível inimigo do bom sempre foi - o sofrível e o medíocre.
O país precisa expurgar a mentalidade bolorenta que sempre se contenta com o - “podia ser pior”.
O povo simples e não contaminado das sensibilidades burguesas, vê no Mourinho o que ele realmente é: um Ás.
E para um Ás, só importa o “podia ser melhor”.
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Monday, March 23, 2009

Apelo patriótico

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Para vencer a crise e salvar empregos, vamos todos comprar painéis solares, carros da Autoeuropa e chips da Quimonda para pendurar ao pescoço.
Já agora, compremos também o barco dos Açores e enviemos o governo num cruzeiro ao mar dos sargaços.
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Era uma vez...

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Os edificantes contos da Mosquinha Manchada.
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Essa é que é essa...

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... Não limita só um bocadinho ... - limita totalmente.
Quem não gosta, como se diz no Norte... "bota na beirinha do prato".
Quem encomenda o menu, depois deve comê-lo.
Ou não será sssim?
Trinta anos passados a comer do mesmo, só pode ser por gosto. O sistema foi desenhado por eles, e para eles. É por isso que muito dificilmente se sacudirá esta ditadura partidocrática.
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Sunday, March 22, 2009

Agora eles, agora nós

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Outro fruto amargo deste regime é ter amadurecido no país esta estranha maneira de pensar:
O facto de (alegadamente) “eles comerem tudo” é mau, não por arredar da finalidade da acção política o serviço ao cidadão e ao país, mas tão só, e simplesmente, por não permitir que “os outros”“comam também, e se possível mais".
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A infecção do sexo seguro.

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Soube-se pelo Expresso que um grupo de (senhoras deputadas e senhores deputados), perdão, um grupo de pessoas representantes dos respectivos países no parlamento europeu, veio propor um conjunto de orientações avançadas, e como tal - essenciais à felicidade dos europeus.
A saber: doravante, tratar uma mulher por senhora, ou um homem por senhor, é linguagem sexista, e, como tal, recriminada.
As “orientações” descem aos mais ínfimos pormenores. Por exemplo, acaba-se o "Médicos" e "Médicas", passando a haver – pessoas que exercem medicina, "Trabalhadores" passa a ser - pessoas que trabalham, etc.
Ou seja, terminam as regras normais de cortesia e as pessoas passam a ser referidas a seco. Hoje apenas o nome, amanhã, possivelmente, o número de matrícula. Não se sabe bem.
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É fácil perceber que ideias desta natureza só podem ter origem em mentes frustradas e inseguras acerca da sua própria sexualidade.
Ninguém com um mínimo de bom senso perderia tempo com coisas destas. É também nestas idiotices que Bruxelas dissolve dinheiro dos europeus.
Esta brincadeira durou os últimos 5-anos-5.
Agora vão iniciar-se intensos programas de formação dos exércitos de funcionários administrativos, tradutores, etc., e rever-se toda a burocracia, para expurgar dos documentos todas as nódoas sexistas.
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Parabéns ao José Mourinho

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Há catedráticos da Faculdade de Motricidade Humana, o nome abstruso e pomposo com que rebaptizaram o antigo Instituto Superior de Educação Física, que não compreendem a atribuição do doutoramento Honoris Causa a José Mourinho.
É natural.
Em Portugal raramente se incentivam os potenciais valores para que floresçam. Em Portugal a regra é criticar quem se distingue, rebaixar quem sobressai, e criar dificuldades a quem pode brilhar.
Não estamos habituados a casos assim. A nossa mediocridade sente-se contentinha com a mediania e invejosa com os casos de sucesso como José Mourinho.
A princípio zomba-se, depois tenta-se denegrir, e mesmo quando os triunfos evidentes e incontestados atordoam as cátedras, mesmo aí, quando lá fora já se brilha muito alto, é praticamente impossível ao santo indígena ser santo nesta santa terrinha.
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José Mourinho é um caso raro de qualidade, vontade e carisma. Merece muito bem a honraria. E qualquer catedrático devia sentir-se orgulhoso sempre que, como é o caso, o aluno excede o mestre.
No desporto como na música, nas artes ou nas letras, continuamos (como disse o Sttau Monteiro) a cortar árvores para que não façam sombra a arbustos.
Parabéns José Mourinho.
Queiram ou não queiram catedráticos, és mesmo um - Special One.
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Friday, March 20, 2009

Springs

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Na área que constitui o centro geométrico da Austrália ergue-se uma montanha estranhamente isolada, que se impõe na paisagem, a rasgar todo o panorama.
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Alice Springs é um sítio onde quero ir.
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Seria uma viagem fantástica ir de Melbourne a Darwin, fazendo a estrada que passa em Alice Springs.
São cerca de 4.000 Kms, sempre a direito de Sul para Norte.
Seria uma experiência inesquecível chegar aqui de mota, que é a maneira mais fantástica e excitante de viajar.
De mota viaja-se "dentro" da paisagem.
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Thursday, March 19, 2009

Efeitos & Causas

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Antigamente havia uma certa correspondência entre o nível salarial de uma função e o impacto dessa função no resultado global da empresa. Mesmo com a subjectividade inerente, essa noção estribava-se numa lógica que se estendia a todos os quadros.
Hoje, embora por vezes não pareça, continua a ser assim.
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Basta ver que existe pelo menos uma razão para à migração de Vara ter correspondido uma duplicação dos seus efeitos.
A razão é simples:
- O efeito Vara, antes de ser efeito é efeito de Causas. Ou seja, é duplamente efeito.
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Tuesday, March 17, 2009

Prémios desNorteados

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Não se vê a vantagem de atribuir por prémio um útil e necessário Norte, se imediatamente se oferece também - o Sul.
Porque uma coisa compensa a outra e lá fica tudo na mesma. Não adianta nem atrasa.
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Monday, March 16, 2009

Sunday, March 15, 2009

Notícias

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Dizem os jornais que o ministro Teixeira dos Santos tem já lugar assegurado no BP.
A confirmar-se, e tendo em conta as tabelas do Financial Times, esta seria a única má notícia para o rating do país. Não existe o risco de podermos levar com o sempre enfastiado Constâncio a ministro das Finanças.
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burlões & burlescos

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Saber se os sindicatos são, ou não, influenciados pelos partidos, é uma discussão ociosa. Os sindicatos são, como diria Bismarck, um outro meio da continuação da acção política dos partidos.
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Em Portugal não há sindicatos de direita porque o país partidário, pela frente ou por trás, não tem organizada essa expressão política.
O PS é socialista, o PC é estalinista, e o Bloco usa o pendurico “de esquerda” para tentar disfarçar a sua essência trotskista, maoísta e albanesa.
Na outra banda temos o PSD, que a par do PS mas talvez ainda mais que ele, é hoje sobretudo uma agência de prospecção de “New Business”, e o CDS, que nunca tendo sido de direita também flutua no prato da sopa socialista.
Ou seja, para lá das assumidas e variadas esquerdas, sobram apenas - burlas.
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Não há sindicatos de direita porque seria contra-natura criar organizações destinadas a lutar contra aquilo em que intimamente se acredita. O burlão nunca acredita na burla.
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madrugada de domingo

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música para dançar ( X )
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No futuro estaremos todos sózinhos.
Até lá, a solidão é mais um desperdício.

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Há gostos para tudo

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É um desconsolo, ver alguém não dançar Mornas nem Coladeras, enquanto, em termos praticos, dorme com o Magalhães.
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Saturday, March 14, 2009

Friday, March 13, 2009

Lógica de imparidades

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Abrandam as vendas de automóveis porque os compradores adiam a decisão de trocar de carro.
Os fabricantes tremem.
Ante o desemprego iminente, o governo decide baixar os impostos para que se vendam mais automóveis?
Não. Isso seria errado por prejudicar a receita fiscal.
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O governo prefere derramar milhões e milhões de euros sobre os fabricantes de automóveis, para que sobrevivam à crise.
É evidente que esta maneira de fazer, não mexendo na motivação dos compradores, apenas irá fazer aumentar os stocks de automóveis que aguardam comprador.
Os carros continuarão em stock, os fabricantes continuarão a desesperar, os operários verão aproximar-se o desemprego.
O governo não baixará ainda os impostos sobre os automóveis para não prejudicar a receita fiscal e irá mais tarde dar mais dinheiro às empresas para adiar o desemprego.
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Entretanto, prevendo o longo prazo, o governo resolve construir mais auto-estradas.
A crise há-de passar, os carros vender-se-ão, e as novas auto-estradas serão uma motivação adicional para que se vendam os carros.
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O quê? Os clientes não compram por não terem dinheiro? Não faz mal. É só preciso um pouco de paciência. A crise há-se passar.
Entretanto, não se pode prejudicar a receita fiscal…
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No ano seguinte a terem sido vendidos mais de 700 jipes, que pagavam o imposto dos veículos comerciais, o governo Guterres, movido pela inveja intestina que infecta o DNA do público em geral, aumentou drasticamente o imposto. Os jipes passaram a veículos de luxo, com o que iriam proporcionar benefícios astronómicos à receita fiscal.
Nesse ano venderam-se 14 jipes. A receita fiscal foi totalmente perdida.
Entretanto, os potenciais compradores de jipes viraram-se para as famosas pick-up, que pagavam imposto reduzido.
As carrinhas, sendo mais baratas que os jipes, geraram menor volume de impostos.
Que pena. Foi mesmo azar, porque a ideia era brilhante…
É sempre assim. Mas não aprendem nada.
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Wednesday, March 11, 2009

Fatal idade

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Nem Sócrates, nem a dra. Ferreira Leite, são fatalidades.
O país passa bem sem eles, como se verá.
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Nas próximas eleições a questão estará na escolha entre a não fatalidade que está, e se conhece, e a não fatalidade que quer estar, e que é sobejamente conhecida.
Entre as duas, venha o diabo e escolha.
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Contra a corrente

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Entre as manas Salgado e Pinto da Costa, não parece haver dúvidas sobre o lado credível.
Com todos os defeitos que terá, ninguém chegaria onde ele chegou se fosse como as manas o pintam.
Declaração de interesses:
- Não sou do norte, ligo pouco à bola e sou adepto do Sporting.
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receita 2 Mio.

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dos ridículos.

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A Europa dos ridículos também se vê nestas coisinhas. O IVA da ponte do Tejo veio mostrar a real dimensão das coisas. A imprescindível harmonização da taxa passou, de repente, a não incomodar ninguém em Bruxelas.
Afinal não podia acontecer nenhum problema grave ao equilíbrio europeu. Nem excesso de chuva, nem falta dela, nem mais activos tóxicos, nem aumento do desemprego, nem diminuição das exportações, etc. Nada, absolutamente nada aconteceria de mal, pelo facto de não mudar a taxa do IVA entre Lisboa e Cacilhas.
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Pasme-se. Cesse tudo o que a Musa antígua canta…
- Tudo ao contrário do que se supunha, e do cataclismo que se previa.

O mesmo está a acontecer com a ASAE.
Ante a inflexão de Bruxelas, o ideal asséptico reformula-se rapidamente em razoabilidade e normalidade, como, aliás, todo o país vinha pedindo desde o início.
É pena ver tantos acharem agora normal andar para trás, quando antes queriam ser mais papistas que o papa.

Porém, vive-se um sobressalto:
- Estará a Punheta de Bacalhau a incumprir alguma directiva comunitária, por ser habitualmente confeccionada sem protecções?
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Tuesday, March 10, 2009

Lhasa

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Já estive em Lhasa.
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(Via Tomarpartido).
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Era noite, e soprava um vento forte. O pó levantado pelo vento trazia um leve perfume, um pouco mais ácido que o do Nepal. Dizem por lá, que estes aromas se desprendem de certas escarpas do Anapurna quando os ventos dissolvem os primeiros gelos a cada nova primavera.
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Palanca Negra

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Monday, March 9, 2009

Reuniões a peso de ouro

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E os Milénios & Milénios, de luxo asiático
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É absolutamente escandaloso que tenha sido permitido a funcionários superiores de Bancos, decidirem pagar a si próprios montantes que excederiam a mais atrevida ficção.
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Em qualquer parte do mundo, pagar a uma pessoa 360 mil euros pela participação em 4 reuniões anuais, não pode ser apenas um escândalo. É um bocadinho mais que isso.
O “Almirante Reis”… uma vez mais, nada podia fazer.
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Sunday, March 8, 2009

Managing by Blaming Around.

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Como no cinema, após o ciclo das Campanhas Negras (dos cursos dominicais, dos projectos habitacionais, e dos centros comerciais) abre-se agora o pano para a Campanha Alegre.
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Nos intervalos, o catedrático Lello lá vai sendo incumbido de entreter o público - roendo as pipocas que caem ao chão.
Neste MBA para novas oportunidades governativas, as lamentações ainda agora começaram.
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madrugada de domingo

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música para dançar ( IX )
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...let's fly...
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Saturday, March 7, 2009

Ratices do Largo

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Abrem-se os jornais e lê-se o que menos se esperava na era democrática - a tentativa de um governo socialista de açaimar os meios de comunicação social, expressa numa insinuação sub-reptícia a que chamam: lei de defesa do pluralismo.
Uma ousadia a que o PR pôs, para já, um travão.
Demorado pelo veto presidencial, o governo já anunciou não desistir.
Veremos até que ponto sobra verticalidade aos jornalistas para se oporem a este abuso, ou se vão encarneirar para não fugir ao timbre que tem marcado o compasso da generalidade dos meios de comunicação.
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Com todas as catalogações em que o socialismo pós moderno quer encadernar o país – cartão único, base de dados do DNA, chip nas matrículas de tudo o que mexe, etc. – só faltava mesmo uma lei fascista para secar opiniões e domar desuniões.
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Espera-se que o país, na expectativa de dentro em breve ver começar a crescer ao Great Líder e seus comissários políticos aquele fino bigodinho que foi um ícone do século XX, resolva mostrar-lhes o fruto que para casos destes poderá ser um ícone do séc. XXI :
a banana.
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Um membro da casa da democracia já inaugurou a experimentação verbal do conceito.
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Cravos, Sim. Mas brancos.

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Ou seja, Abril sim mas Abril de Liberdade.
O Abril que os aniversariantes aqui de baixo tentaram impor ao país, não seria Abril. Seria vestir às consciências um colete-de-forças e cercar de arame farpado - a Liberdade.
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Friday, March 6, 2009

88 Aninhos

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Democracia Turbinada.

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Eis um dos CV que formam o eixo em torno do qual roda o nosso regime democrático.
Neste caso, são 63 funções de Presidente, Administrador, ou equiparado.
Notável.
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Sebastianismo financeiro.

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O investimento na produção de bens e serviços é a maneira mais rápida de gerar emprego.
Mas como só há investimento na produção se houver a expectativa de surgirem clientes para os produtos fabricados, é preciso gerar a predisposição ao consumo por parte das famílias.
E isso pode ser estimulado com a criação de um clima de confiança nos consumidores para poderem consumir, e, simultaneamente, desde que haja a capacidade monetária de poderem aumentar o consumo.

Ou seja, parece lógico ser preciso “pocket money” e confiança na manutenção do emprego, assente na expectativa de as empresas continuarem a produzir e até poderem incrementar a produção.
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Esta visão simplista tem apenas por objectivo apontar o absurdo que vem sendo seguido pelo BCE e pelos governos europeus.
Como facilmente se percebe, em termos práticos, o juro a 1,5% já é exactamente igual a zero.
Depois de baixar a taxa de juro dos actuais 1,5% para 1%, e depois de a baixar de 1% para 0,5% e, finalmente, depois de a colocar em 0% (ZERO %), que se vai fazer?
Qual vai ser a receita milagrosa do BCE?

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Esta situação impõe que, rapidamente, se ponha dinheiro nos bolsos dos consumidores e não nos Bancos.
Por exemplo, com uma redução drástica dos impostos. O Estado irá sofrer, mas pode estar aí uma maneira de o emagrecer, deslocando o emprego para o sector privado.

Solte-se pois a inflação, antes que o desemprego e a deflação nos afoguem.
E invente-se uma nova abordagem, pois este modelo está a mostrar que não responde ao que é preciso.
Não há manhãs de nevoeiro que devolvam a confiança aos mercados.
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Verdade? A sério?

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O PSD abriu uma tertúlia com o nome – “Portugal de Verdade”.
Se não incomodasse muito, talvez algum organizador pudesse explicar ao público qual tem sido, até agora, - o Portugal do PSD.
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O importante não é isso.
O que o publico apreciaria ver, era um “PSD de verdade”, e não este corpo flácido em que se tornou, desde que lhe começaram a faltar ideias e ajoelhou, rendido, às benesses do Bloco Central.
É esta a única verdade, infelizmente.
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Thursday, March 5, 2009

O Freelancer

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Freelancer, o nome que era dado aos mercenários medievais, significa hoje o seguinte:
- Pessoa que vende os seus serviços sem ter compromissos a longo prazo com quem lhos compra.
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É este, justamente, um problema dos socialismos. São lestos a ensarilhar as coisas, mas depois, no longo prazo, são os outros que têm que se desembaraçar dos problemas.
Por essa razão não parece que devamos louvar aqueles que, diletantemente, afirmam essa vocação.
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Ao que isto chegou...

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Em compensação…

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O time lag, hiato entre as descidas dos preços nos mercados e os correspondentes ajustamentos nos postos, ofereceu à GALP 105 Milhões de euros.
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O governo continua a impedir uma verdadeira concorrência e a promover a concentração na GALP. Após a compra da AGIP, a GALP absorveu a ESSO, eliminando as marcas que vendiam combustíveis significativamente mais baratos. Restam os postos da CIPOL e os dos Hipermercados.
É uma das compensações para os empregos concedidos aos filhos e familiares da nomenklatura residente.
Como se sabe, não há almoços grátis. E este povo, por definição, aguenta tudo.
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