Sunday, September 20, 2009

politicamente feios porcos e maus

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Entre um governo “release Beta” a prometer um - “agora é que vai ser”, e uma oposição "descafeinada", que – “se soubesse o que sabe hoje nem sequer tinha descalçado as pantufas”, a turma do democrata Louçã ameaça conseguir um feito: suplantar em esperteza saloia, os saloios que lhe vão entregar o voto por se acharem os mais espertos desta terrinha de cegos.
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Acontecer daqui a uma semana o que algumas sondagens atribuem àquela idiotice barroca animada pelo Louçã, é ver-se confirmada a persistente demência que habita essa coisa a que chamam eleitorado: a inclinação doentia para frequentar os abismos mais estúpidos e miseráveis da política.
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Se não andarem muitos inquiridos a enganar as sondagens, e não é provável que andem, vamos assistir à confirmação da doença.
Um país que escolhe isto, merece o pior.
Dizem querer a Liberdade, mas depois têm medo de ser verdadeiramente livres.
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Saturday, September 19, 2009

Sunday, September 13, 2009

Os factos são obstinados

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Não estão em causa a seriedade pessoal da drª. Ferreira Leite, as suas qualidades de carácter, ou a suas capacidades técnicas. Nenhum destes aspectos alguma vez esteve em dúvida.
O que está em causa são qualidades que pertencem a outro plano: a “Liderança”, e o “Carisma”, qualidades essenciais a um perfil político vitorioso.
Enquanto a qualidade de Liderança é inata, o carisma é uma qualidade que, em certa medida, pode ser construída ou ajudada a construir.
No caso da dra. Ferreira Leite, nem existe ali uma gota de “Carisma”, nem é possível achar-se nela uma centelha de “Liderança”.
A dra. Ferreira Leite nunca conquistou o partido. Foi empurrada para a liderança por falta de comparência de alternativas sérias, e porque, como noutros campos, também em política existe o horror ao vazio.
Desde o primeiro dia que intimamente se sabe que é uma líder frágil e de transição. Um perfil tipicamente “follower” não é, nem podia ser, portador de qualquer futuro.
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Desgraçadamente, para o país e para o PSD, não houve mais ninguém, das hipóteses que serviam, que quisesse chegar-se à frente.
O candidato Passos, em termos de liderança e carisma é como a dra. Ferreira Leite, mas sem a sua imagem de credibilidade. Nem ao mais experimental jamboree seria capaz de levar um agrupamento de escuteiros.
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A mudança só pode chegar com alguém que venha de fora do carreirismo. Eu acreditaria nas hipóteses de um empresário como Alexandre Relvas, assim ele estivesse para aí virado.
Como isso não parece poder acontecer tão cedo, o país que se prepare para mais um ciclo de Sócrates e do PS.
Daqui até ao final ainda podem haver surpresas. Até mesmo uma emergência que accione o “voto de condolências”, caso em que a hipótese de uma nova maioria absoluta não seria de descartar.
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Saturday, September 12, 2009

A intercessão de Rosas

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Esta manhã, ao passar por Azeitão, dei com 9 espécimes políticos que se passeavam na estrada principal dos Brejos.
No grupo, agitavam-se militantemente cinco bandeirolas do Bloco, sendo 4 no tradicional encarnado e uma num inaudito - azul cueca. O logótipo era em preto nos dois casos.
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De repente, dei com um os olhos num dos ases que, circulando desprovido de bandeirinha, agitava os braços desenhando gestos no ar.
Mesmo assim de longe, e sem que fosse preciso ouvir o que dizia, percebia-se pelos gestos que estava como que dando uma aula aos dois militantes mais próximos.
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A certa altura, os braços levantados no ar e as mãos abertas com os dedinhos esticados apontando o chão, formavam dois feixes de luz. O gesto, eloquente, mostrava com simplicidade como, em tempos que já lá vão, o materialismo dialéctico despira e iluminara o materialismo histórico e trouxera as suas curvas à nitidez cognitiva das massas, particularmente da sua vanguarda esclarecida e politicamente mais libidinosa pela substância da coisa.

Curvado ao peso da história, atirando os pés para diante como que a amparar a barriga, a face macilenta a indiciar uma possível osmose de nicotinas e condensados através das bochechas, ainda sem bandeirinha mas fazendo sempre gestos, - ali seguia ele.
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Os Brejos praticamente tremiam à sua passagem. Um semáforo, até mudou de cor.
Quando vão muitos no rebanho, deve ser àquilo que chamam arruada.
Com aquela idade, que infelicidade fará mexer o professor Rosas?
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Friday, September 11, 2009

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FREEDOM WILL PREVAIL
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Thursday, September 10, 2009

Maná em blocos

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Louça e o Bloco estão para a política como o apóstolo Jorge e a sua congregação estão para a entrada no paraíso.
De apóstolos com tão abundantes sucessos curriculares, como é o caso de ambos, só discorda quem quer, e quem, imprudente e atrevidamente, ceda à ousadia de não temer o Fogo dos Céus, que no caso do Bloco, imagino, será simbolicamente aspergido por uma pira mágica secretamente guardada por essa sumidade missionária que dá pelo nome de – professor Rosas, cujo cachimbo será como um link icónico para aceder à tal magia.
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Muito prega Louçã, e com denodo. Só é pena que no final das homilias não haja uma alma que se levante, tendo compreendido realmente o que ele repetidamente diz, e o alcance final onde isso nos levaria.
Se assim acontecesse, há muito que Louçã estaria a pregar no deserto.
Mas não. Neste, como noutros casos, é um género de síndrome de Estocolmo que se instala no subconsciente de cada crente, e cuja prova está sintetizada na famosa conclusão - “não percebi nada do que ele disse, mas gostei muito de o ouvir falar”.
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Anacletando Robin Hood

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Uns têm uma concepção de vida que assenta na luta pelos seus próprios objectivos.
Por exemplo: Eu quero ter uma gravata igual à tua.
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Outros, por se verem sempre como vítimas, procuram consolo no ataque à liberdade individual de cada um.
Por exemplo: Eu quero a tua gravata.
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Tudo resumido, a convocação dos ódios pela propriedade alheia mostram que a coisa, simplificando, não foge muito desta realidade.
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Basta pensar no que quererá dizer o Louçã quando fala nas “grandes fortunas”, nas “grandes empresas”, nos “administradores e gestores”, etc.
Qual será a medida, a medida rrrrrigorosa, que define a “Grande Fortuna”, a “Média Fortuna”, a “Pequena Fortuna”, e assim sucessivamente até ao “Pocket Money”?
É um desafortunado, este Louçã. Um infeliz.
A burguesia a saracotear-se em Robin Hood, é a imagem redonda do maior ridículo.
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Tuesday, September 8, 2009

Coisas que se vêem

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Em política, já se sabia que o que parece - é.
Ouvindo o dr. Anacleto pode concluir-se que o inverso também pode ser verdade.
Quer dizer, o carácter essencialmente tirânico, a mesquinhez básica alavancada na inveja e nos instintos mais primários e acéfalos, a mentira desonesta e sem pudor, a argumentação imbecil e o resultante mau cheiro da dialéctica falaciosa, sendo de facto tudo isso, coincidem exactamente com tudo o que parecem ser.
O famoso conto do vigário é livremente permitido em política. E, pasme-se, há quem o aplauda.
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Coisas que se aprendem

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Já se sabia que a Justiça tinha o seu segredo.
Ainda não se sabia é que pudesse ser assim "confidencial".
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Serviço Público Musical - (III)

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discos pedidos
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- do sr. Paulo Portas para o Bloco Central,
com simpatia, e seja lá qual for o senhor que calhar:

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Monday, September 7, 2009

Serviço Público Musical - (II)

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discos pedidos
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- do sr. Anacleto Louçã para o sra. D. Ferreira Leite,
com simpatia, este aviso à navegação:

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Serviço Público Musical

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discos pedidos
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- do sr. Anacleto Louçã para o sr. Jerónimo,
com simpatia e votos de uma noite descansada:
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Put your head on my shoulder
Whisper in my ear, baby
Words I want to hear
Tell me, tell me that you love me too
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Put your head on my shoulder
Whisper in my ear, baby
Words I want to hear, baby
Put your head on my shoulder
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Sunday, September 6, 2009

Farrrrdos da democrrrracia

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Ter um caramelo como Anacleto Louçã a poluir o éter.
Felizmente, como há Liberrrrdade, não somos obrrrrigados a darrrr-lhe atenção.
Rrrrigorosamente...
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Dress Code

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Não há ninguém que recomende um cabeleireiro à dra. Ferreira Leite?
Assim, corre-se o risco de as audiências, em vez de ouvirem as propostas, só comentarem as poupas da oposição.
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Saturday, September 5, 2009

O mainstream falha muitas vezes

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A oposição tem sido tão ténue e tão errática, que o PS pode achar-se na situação de ser reconduzido.
Olhando ao fado e à alma lusa sempre propensa a amercear-se dos desvalidos da sorte, e neste caso, dos perseguidos por “cabalas” e “maledicências”, a ocorrência de uma chispa - Marinha Grande pode bastar para acender o voto de condolências.
É um cenário que está longe de dever ser descartado.
Em poucos lugares se passa tão rapidamente de bestial a besta, e vice-versa.
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O Princípio de azar

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O patamar ao qual “o Peter” desejaria nunca ter sido promovido.
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uma criança precoce

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Comunica-me a minha filha Luísa:
- Quando for grande, vou viver em Nova York.
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É bom sentir nos filhos a sensibilidade que os leva a querer estar longe de locais insalubres.
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Era uma vez no oeste… “a bernarda”

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Indiferente ao risco de atrair insultos como os que caíram sobre João Gonçalves, e que, em certos meios, conferiram ao autor dos mesmos qualidade e mérito para ser candidato a representar condignamente o indigenato na chamada casa da democracia, também aqui constato o seguinte facto:
- ”Afinal havia outro...”.
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Friday, September 4, 2009

Alívios misteriosos

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A tentação da mordaça, sendo sempre dificilmente contrariada, só é mais auto-reprimida nas democracias mais antigas.
Desde que se inventaram os sapatos, alguém a quem aconteça sentir lá dentro uma pedrinha, irá aliviar-se desse desconforto logo que possa. O desconforto que o jornalismo possa causar ao poder, induz respostas com a mesma finalidade.
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A única coisa que importa aclarar é se o poder, como parece, procurou alívio forçando a mão da TVI, pois apenas isso é que seria ilegítimo.
A dificuldade em se verem as coisas de forma diferente do que parecem ter sido, é que toda a lógica empresarial vai no sentido de acarinhar, e não matar - galinhas de ovos de ouro.
Quando o grupo proprietário da TVI está em fase de vacas magras e a ponderar vender activos, também não se percebe como podem subir as cotações nas bolsas de valores, quando se cancelam os programas de maiores audiências.
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