Friday, July 31, 2009

Fez bem em negar

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"Joana Amaral Dias, militante bloquista, desmente que tenha tido "contactos privados e íntimos" com Paulo Campos, tal como o secretário de Estado tinha afirmado."
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Ó querida, isso é lá consigo. Você é que sabe das suas intimidades.
Mas as coisas, ditas assim, fazem desse Paulo um pequenino, e reles, gabarola.
Gente que se gaba de ter tido intimidades privadas, seja lá com quem for, não merece confiança.
Fez bem em negar.
Em qualquer caso, essas coisas negam-se sempre.
E ainda mais agora, depois dos chifres terem ganho lugar na política.
Nunca se sabe, nunca se sabe.
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Força, Margarida

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É a hora dos independentes. Basta de eleger correias de transmissão idiotas que, partindo de Directórios partidários amorfos, conduzem as coisas ao mais indigente marasmo.
E por que acontecem as coisas assim?
- Porque essas Direcções apenas procuram, e aceitam, o Compromisso entre os seus particulares interesses, e os interesses das suas particulares pessoas.
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Bem, esta prosa inflamada serve apenas para chamar a tua atenção para um cuidado essencial nesta época eleitoral, tanto Além, como Aquém-Mar:
- Olho na sacanagem, e atenção ás caçadeiras.
Capice?

A melhor sorte de todas.
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Thursday, July 30, 2009

Os chatos da parte oposta.

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António de Sousa era governador do Banco de Portugal quando o banco foi autorizado. Mas assegurou que foi "contrariado" que concedeu a licença ao banco fundado por João Rendeiro e só por imposição dos advogados da parte oposta.
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Traduzindo:
- Ou o ex-governador do Banco de Portugal tinha o poder legal para não “dar licença”, mas teve receio dos advogados,
- Ou, não tendo esse poder legal, era forçado a “dar licença”, mas pretendia “negar licença” com base no seu estimável – achismo, e teve receio dos advogados.
Concluindo:
É fácil ver que as responsabilidades cabem aos senhores advogados da parte oposta.
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O estado do país espelha a baixa qualidade geral dos seus dirigentes. E o Banco de Portugal, em certos casos, tem sido um Primus inter pares.

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Sinfonia da absolvição

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Na terrinha lusitana
A justiça, que é bacana,
Por razões hiperactivas
Ou apenas recreativas
Primeiro manda prender
Para depois absolver
Vários dos incriminados
Em crimes imaginados
Que aconteceu ocorrerem
Sem contudo sucederem.
Tal como, sendo ao contrário,
São contas de igual rosário.
Quer Fátima seja ou não santa,
Quer Valentim pinte a manta,
- O que importa é no final
Haver sempre carnaval
E a justiça ser banana,
Num país que é bué sacana.
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Banda Amarga

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No tempo em que só havia banda estreita, o computador Salazalhães para pouco mais servia que para aprender a tabuada e a aritmética.
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A tabuada na ponta da língua, como se dizia, era conditio sine qua non para chegar à Álgebra. E assim por diante, passando pelo Cálculo Infinitesimal, Integral, etc.
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Agora, a Banda Larga tudo mudou.
A tabuada, por ser de parca utilidade, deixou de ser enfiada nas cabecinhas das crianças. E é tudo muito mais rápido.
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Basta ir há tecla de funsoes… e o resto vossês já çabem.
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(o salazalhães é uma ideia que anda a circular na net, nem sempre com o enquadramento correcto da coisa)
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Muito bem, Inês

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Wednesday, July 29, 2009

Câmaras... de ar deprimido

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for you to choose:
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Em versão amaneirada,
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ou em versão sport.
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É toda uma política ancorada no que já lá vai,
e protagonizada pelos que teimam em cá continuar.
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O sistema é uma força de bloqueio à sua própria renovação.
Também não é novidade.
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Monday, July 27, 2009

A dúvida é de quem a baralha…

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Ou a Joana cria ser Zita, ou não, ou algum Ratinho queria mesmo que ela o fosse, ou também não.
Ou jogada do Komintern, ou Ratice do Largo.
We’ll never know.
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Thursday, July 23, 2009

Descon quê?

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Não há o mínimo descontrole nas contas públicas.
Quem o afirma é o ministro Aki, lembrado com muito humor, pelo Jorge Ferreira.
Este ministro Aki faz lembrar o famoso Ali Comic. Devem ser primos, pois têm o mesmo apelido.
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Regularmente tem o governo anunciado retomas, fins de crises e outras coisas boas, para logo depois, passados poucos momentos, ser contrariado pelos factos ou por notícias de fontes habitualmente melhor informadas.
Desce o desemprego ao meio-dia, para recrudescer ao fim da tarde. Sinais de recuperação ao amanhecer, esfumam-se dissolvidos na neblina logo após o almoço. Adormece o país docemente, sossegado por a crise - aleluia! - já ter batido no fundo, para acordar sobressaltado umas horas depois, arrepiado com mais desemprego, horrorizado com mais empresas na falência, e até, ocasionalmente, habituado à possibilidade de aparecer mais um ou outro Banco-roto. É como se o governo oscilasse permanentemente, e sem sequer dar por isso, entre a ejaculação precoce e o não conseguir chegar lá.
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Felizmente não há descontrole das contas públicas. Valha-nos isso.
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Tuesday, July 21, 2009

Back to Basics

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... Solidarité, Fraternité,... Jet Privé !
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Voilá !!!
Um "meaningful reading" da realidade soixante-huitard.
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Que tal, ganhar € 5,000 ?

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Como retribuição pode depois oferecer uma cadeira electrica "a ele", como se diz agora na escola.
Já houve quem nelas se sentasse tendo menos pecados.
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Monday, July 20, 2009

384.000 km de fascínio.

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Há 40 anos, o género humano chegava ao Mar da Tranquilidade. Avaliar exactamente a grandeza deste feito está para além da nossa capacidade real. A imaginação mais fértil só permite compreender esta marca numa pequena escala.
Basta pensarmos que uma vulgar calculadora de bolso tem capacidade para tratar mais informação, e mais depressa, do que tinha
o processador a 2.048 MHz, e os 2K de memória RAM e 36K de ROM do - Apollo Guidance Computer.
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(Apollo Guidance Computer)
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O programador de qualquer máquina de lavar roupa é mais potente do que a pérola da tecnologia que em 1969 levou, e trouxe de volta, os 3 heróis da Apollo 11.
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O nosso tempo tem-nos permitido assistir às mais fantásticas realizações da capacidade Humana.
Depois da missão Apollo 11, um acontecimento que fez avançar mais o conhecimento do que a descoberta da América, tivemos a internet, - sem dúvida a maior realização do Homem desde a invenção da escrita.
Depois da internet, a compreensão do Genoma já empurrou as fronteiras do conhecimento para novos e distantes horizontes.
Que virá a seguir? Não sabemos, mas será cada vez mais maravilhoso.
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Cabe aqui salientar uma evidência:
Sendo estas realizações um tributo à inteligência e à capacidade Humana, fica demonstrada a superioridade da democracia e do capitalismo como o ambiente mais favorável ao florescimento das capacidades criadoras do Homem. E dos USA como o expoente desse sistema.
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Compreende-se o desânimo que é, um país viver permanentemente no limiar de tudo, e não ser capaz de passar de coisa nenhuma.
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Sunday, July 19, 2009

Opções gripais

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Não haverá vacinas para toda a população. As que vierem vão ser para vacinar as crianças e os grupos de risco. Depois, as que sobrarem irão vacinar os outros. À escolha? Por sorteio? Não se sabe.
Mas parece bizarro alguém ir tomar a responsabilidade de escolher, numa situação que se pode imaginar, e que em última análise se resume num – tu vives, mas tu, tem paciência, não.
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unforgettable Supernova

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Friday, July 17, 2009

Em busca do cagagésimo

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A rarefacção de sentido lógico e em muitos casos mesmo de inteligência, tem sido o máximo divisor comum dos dirigentes que, salvo raras excepções e usando uma expressão frequente e rigorosa de JG - nos têm pastoreado.
Agora vai ser possível acharem-se mais desses átomos perdidos. Não que a coisa até agora escassa tenha, repentinamente, passado a abundar, pois o espírito dirigente, no que respeita a exercitar as “grey cells”, dá mostras de se manter fiel ao que nos tem habituado.
Aconteceu apenas, e não terá sido por acaso, ter sido este o lugar escolhido para se implantar o embrião onde germinará uma ciência recente chamada “nanotecnologia”.
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Nem terá sido necessário oferecer incentivos à fixação desta capacidade tecnológica. Bastou ter-se reparado nas vantagens da ciência dispor da abundância de matéria-prima que neste caso se traduz exactamente pela condição de raridade.
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Poucos lugares oferecem possibilidades infinitamente grandes a uma ciência que tem por objecto encontrar o infinitamente pequeno: aquele cagagésimo que medeia entre a burrice pura e dura, e a esperteza saloia.
O Tribunal de Contas tem muito para contar. Olá se tem.
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Thursday, July 16, 2009

“ismos” a evitar

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Como hiperbolicamente se poderia dizer: estou 200% de acordo. Acabem-se os tiques e os trejeitos pseudo protectores e garantistas que, visando apenas um lado, não nos livram de vivermos diariamente sob a ameaça de outros.
Não se vendo razão lógica que impeça o social-fascismo (vulgo comunismo) de ir sentar-se ao lado dos seus iguais fascismo, nazismo e terrorismo, no índex dos maus comportamentos, nem esse facto justificaria a "prohibition". O Estado que seja mais factor facilitador de acesso dos cidadãos ao conhecimento e à cultura, e eles logo saberão escolher no seu interesse.
Até lá, sobram ainda outros “ismos” que a higiéne recomenda evitar:
São eles - o idiotismo, o anacletismo e o lambebotismo, bem como as suas versões "hard", respectivamente, o alarvismo, o asinismo, e o lambecusismo. Entre outros.
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Yes-ó-glifos

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A semelhança entre o sr. Champollion e o dr. Costa - é ambos terem decifrado uma Roseta.
Só que no segundo caso não se aprende nada com isso.
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Wednesday, July 15, 2009

Ecológico e Antiviral

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na ocidental praia olissipiana...
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Não entra nada mas perde o Sex Appeal, quem o tiver.
Não sendo esse o caso, sempre haveria utilidade em saber se é o dr. Costa, a arquitecta Roseta ou o famoso Zé Essencial, quem assim procura poesia na fíbria do mar.
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Quem sabe, será mesmo um poeta em busca do "little fellow".
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Vitória, vitória, acabou-se a história...
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Sunday, July 12, 2009

O ai Jesus

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O Benfica não tem apenas o melhor treinador do país, incluindo o Mourinho. Tem também o presidente com mais imaginação.
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“There is no confusion like the confusion of a simple mind”
(Scott Fitzgerald, The Great Gatsby)
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Saturday, July 11, 2009

Alegre fetiche

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Esquerda com sobre salto é exactamente o que temos. É a esquerda elegante pós moderna e bem-falante, que veste por medida e só viaja em executiva, e que sente ser esquerda a margem direita de um centro redondo que não tem ponta por onde se pegue.
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Alegre no essencial, partilha com os “amigos do arco” a frequência dos lugares comuns e repetidamente experimentados do menu político do regime. Frequentemente, e para se manter nos questionários das sondagens, sente-se forçada a vir fazer prova de vida. No que verdadeiramente conta integra-se bem na ficção que o país vive, e vai fazendo por acreditar que continua de boa saúde.
Gostava de ser outra coisa mas falta-lhe salto para tal.
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A chinela no pé é moda que já lá vai. Só se mantém na extrema-esquerda e nos seus primos revisionistas, por ser inerente à sua maneira de ser.
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