Segunda-feira, Maio 19, 2008

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Tristes jornalistas
de um jornalismo imensamente triste.


Na recente visita á Venezuela, a rádio noticiou, apenas uma (única) vez, a deslocação da comitiva oficial numa visita ao Orinoco, naquilo que foi um muitíssimo original – voo de helicóptero.

Acontece que no origial helicóptero, cuja lotação seria de 14 passageiros, se tinham instalado, crê-se que pelo método de sanduíche, e á força de ninguém querer ficar em terra, 34 ilustres viajantes, incluindo o primeiro-ministro e os ministros da comitiva, entre outros.

Não se conhecendo as secretas razões que levam tanta gente a alegremente gostar de querer sentar-se ao colo de outra gente, fica-se na dúvida se aquilo que parece ter sido uma completa falta de senso tenha antes sido excesso de confiança nas capacidades da aeronave, não se poder perder o eventualmente raro espectáculo oferecido por Chavez, ou qualquer outra razão desconhecida até este momento.

Em todo o caso, e recusando desde já pensamentos eventualmente menos pudicos, parece poder afastar-se a possibilidade do aconchego ministerial se ter ficado a dever a uma súbita baixa de temperatura, pois a Venezuela é sempre um lugar bastante quente, onde não há frio que alguém necessite de contrariar, mesmo sendo ministro de Portugal, e muito menos tendo que fazê-lo sentando-se no colo de outrem, mormente, presume-se, dentro do mesmo género na biodiversidade.

Isso é que persiste em não se compreender.
A não ser que aquele quentinho improvável tenha nascido da necessidade compensatória para a proibição do uso do fumo – a bordo de aeronaves.
Neste caso, os fumadores devem temer as consequências sociais de se vir a descobrir que um certo calor nas costas poderá equivaler, por exemplo, a três ou quatro Marlboros. Com tanto local onde não se permite fumar, era só o que faltava acontecer.

Depois de tudo, continua a não se saber por que razão se calaram os jornalistas, sobre esta viagem tão especial.
As mordaças continuam a existir. As mordaças e, obviamente, a falta de hortaliça.
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Quarta-feira, Maio 14, 2008

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Em cartaz,
no Cine-Teatro da S. Caetano, à Lapa.
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" A Fuga das Galinhas "
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Como safar-me de multas:


- Eu ia a 200, sr. Guarda?

- Peço desculpa, mas fi-lo na convicção de que não era proibido.
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Sexta-feira, Abril 25, 2008

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Pontos de vista…

Santana diz que os portugueses não querem Ferreira Leite, por não quererem “mais do mesmo”.
Tem razão, mas isso não o ajuda muito.
Ele, sendo igualmente – “do mesmo”, é, contudo, “menos”.
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Terça-feira, Abril 22, 2008

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Mais do mesmo,

Com um sistema em adiantado estado de falência, o resultado, sejam quais forem os protagonistas, irá sempre dar a – mais do mesmo, e cada vez pior.
Manuela Ferreira, com Leite mas sem Mel, não poderia ser o Messias renovador.
É mais uma face desgastada, entre tantas outras.

Não haverá ressurgimento dentro daquilo que já deu o que tinha a dar.
Falta na imaginação, o que sobra nos interesses instalados. É por isso que não há remédio. Só há mezinhas.
Já demos para este peditório.
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Sábado, Abril 19, 2008

BMW - Motorrad
Drive your passion
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BMW - R 1200RT

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Cada vez melhor.

O improvável secretário Ribau mostra aqui, a credibilidade do seu líder.
Já se sabia. Só não se esperava que fosse tão cedo.
Que diabo! A almofadinha ainda nem arrefeceu...
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Quinta-feira, Abril 17, 2008

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Em Cartaz:

A Alice já não mora aqui.


- Diz-se que foi para Gaia, mas, está toda a gente a pensar, foi sentar-se á espera de uma vaga de fundo. Não iria aguentar as saudades.
Nem nós. Quem nos daria humor á altura do moço Ribau?
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Quem não vai gostar nada disto, é o Sr. Lopes. Esta remoção do emplastro vem antes do timing previsto, e assim é mais difícil sobrar para ele a faca de abrir os queijinhos.
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Terça-feira, Abril 15, 2008

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Momento dos mais novos:
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Eu sou o Jorge,
O Construtor
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Vou ter um Job,
de Facilitador
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O TOMAR PARTIDO mudou de condomínio.
Agora tem vista para o rio.
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Domingo, Abril 13, 2008

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Crème de la Crème.
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Tem:
- Suspensão ajustável electronicamente, em andamento.
- Cruise control.
- Computador de bordo.
- Travões ABS.
- Ecran ajustável em andamento.
- Punhos aquecidos.
- Bancos aquecidos.
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Não tem:
- Casa de banho.
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BMW - Drive Your Passion
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Quarta-feira, Abril 09, 2008

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Claro que tinha que ser proibido…
Há realidades que incomodam.
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Eis o famoso Homer Chavez
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Terça-feira, Abril 08, 2008

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Razões práticas

O acordo ortográfico, cuja necessidade parece existir apenas na sensibilidade de alguns dos nossos génios, tem por finalidade – a importação do português cantado no Brasil, para que passe também a ser ondulado aqui.

Já que se vai moldar a língua portuguesa á América do Sul, não seria mais proveitoso transformá-la, pela vertente do espanhol?
Terá o governo pensado nas exportações? No turismo dos vizinhos daqui do lado? Na facilitação aos investimentos espanhóis?

Passava a dançar-se mais rumba e menos baião? Mas onde é que está o mal?
Gostava de perceber como - "ser de facto cágado", pode equivaler a - "estar de fato cagado".
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Extremismos e eufemismos

Sentem-se vapores de hipocrisia num regime que leva o extremismo da direita á barra do Tribunal enquanto mantém complexos politicamente abjectos para com os extremismos da esquerda.
O facto é que, de igual modo, se Louçã, Jerónimo, ou os seus pares pudessem deitar a mão ao poder, todos provaríamos o amargo fel da tirania.
Há quem ainda não se tenha esquecido das declaradas intenções “pequeno campistas” do revolucionário Otelo e seus comparsas idiotas, a alguns dos quais o regime, em nome da pacificação impôs condecorações, quando lhes deveria ter imposto o chilindró, por decência e respeito á Liberdade.

O regime acusa, e bem, o extremismo de inspiração nazi-fascista. Mas por que razão não recebe o Dalai Lama? Por que motivo aperta a mão ao Mugabe? Por que raio, compreende o facínora Fidel e o seu clone Chavez? Com que fundamento moral continua a aceitar justificações para os mísseis do Hamas?
É esta duplicidade calculista que turva a Liberdade e empobrece a democracia.
Que mais podíamos esperar, dos “políticos Subprime” que nos tem sido permitido escolher?
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Sexta-feira, Abril 04, 2008

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No lugar certo, á hora certa.

Eu e o Jorge Coelho fomos colegas de curso.
Naquela altura, ele trabalhava na Carris. Eu não.
Depois esteve em Macau. Eu não.
Ele fez as escolhas correctas na política. Eu não.
Ele foi sempre do PS. Eu não.
Agora vai estar ligado aos cimentos. Eu não.
O Jorge Coelho é de esquerda.
Eu também não.
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Quarta-feira, Abril 02, 2008

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Perdas de tempo.

Menezes quer ouvir Portugal.

- Quem, em Portugal, quer ouvir Menezes?
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Terça-feira, Abril 01, 2008

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Constatações objectivas.

O ensino público, o "sistema educativo", a hipérbole que têm a mania de usar para se referirem a esse logro, é uma vigarice pegada.
Um pura vigarice, desde a idiotice a montante até ao lixo a jusante.
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AHAHAHAHAHAH

Mais um post "5 *****"
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Segunda-feira, Março 31, 2008

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Peço desculpa,

mas não compreendi: Líder da oposição?
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Oposição a quê?
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A Polícia na TVI

O mais simpático que se poderá dizer da forma como o Estado tem tratado as forças de segurança, nomeadamente a Polícia, é a palavra – ultraje.

O infeliz e atrapalhado Secretário de Estado lá foi respondendo entre hesitações, e sempre embatucado com as perguntas.
O caricato atabalhoamento nas respostas pode ter divertido os bandidos, mas deixou a população que precisa da polícia, ainda mais angustiada do que estava o infeliz sr. Rui Gomes de Sá.
Onde foram descobrir aquele perfil? Removam-no rapidamente.

O carjacking acaba por ser um entretém quase infantil, ao pé do pocketjacking predador com que as Finanças rondam diariamente os contribuintes.
E isso, para quê?
Para os polícias passarem o que passam, sem armas de jeito, sem coletes á prova de bala, sem água quente para o banho e dormindo em casernas miseráveis sem sanitários decentes?
E, ainda por cima, com um backup judicial onde frequentemente pesam mais os direitos do criminoso do que a segurança e a dedicação do polícia?
Este Estado não ofende só a polícia. Ofende todos os cidadãos.
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Sábado, Março 29, 2008

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Disfunção mental,

É tudo o que se pode concluir do estado a que chegaram os autores que, como estes, teimam em fazer crer ao mundo que estas coisas são normais.

Como se sabe há muito tempo, o neurónio idealista, depois de ter pronunciado a famosa frase – até amanhã camarada, partiu para parte incerta e deixou de comunicar com o marxista.
A disfunção é coeva desse acontecimento.
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Sexta-feira, Março 28, 2008

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E julgareis qual deles é o mais demente,
Se o agora Rei, se o anteriormente.


Depois de há 2 semanas a dona de casa ter passado a poder aspirar á panela de pressão, passaram esta semana a estar autorizados – o computador pessoal, a televisão e outros electrodomésticos.
Hoje, o mais "aberto" dos castros espantou o mundo ao autorizar o uso – sem restrições, do telemóvel.

Como um contrato de telemóvel custa cerca de 10 salários médios, os cubanos vão poder usar telemóvel já no próximo natal.
Nada como uma “abertura” para se poder ver através dela toda a realidade que tem estado escondida pela propaganda comunista.
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Amarrações, no “Portugal dos Pequeninos”:

… Bastará um ano de união para, querendo, qualquer dos cônjuges, sem mais, acabar com ela. O casamento não é um contrato vulgar como o de arrendamento nem um laboratório para testar vontades e brincar às casinhas.
As pessoas não constituem direitos reais e têm, sobretudo, a liberdade de não casar.
Entende-se por pessoas aqueles que, ao contrário dos outros animais, supostamente possuem valores e uma ética. Tal inclui a noção de culpa, a destrinça entre bem e mal. Banalizar estes conceitos, ou anulá-los pela força da lei, é, todavia, o caminho dos "tempos".


Corolários eventualmente legítimos:

- Não deve poder ser desfeito o contrato que não for vulgar.
- Pessoas são os seres em que a existência de valores e ética se demonstra pela perenidade dos sentimentos que nutrem para com o cônjuge.
- O reconhecimento da existência de culpa sempre que cessa a resposta amorosa, é essencial ao ser que pretenda afirmar-se como pessoa.

Não creio que o João Gonçalves acredite no que disse acima.
Uma vez escuteiro, escuteiro toda a vida, não é ideia que preencha todas as noções de alcova e do uso que também dela fazem as pessoas, nomeadamente muitas daquelas que supostamente possuem valores e uma ética…
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Quinta-feira, Março 27, 2008

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Maravilhas Habaneras.

Esta tarde na tsf, o “enviado” Fernando Alves desvelou-se a relatar a partir das ruas de Havana, o facto admirável de ter conhecido lá um tal Rafael cujo cãozinho rosna, quando o dono pronuncia os nomes Bush ou Estados-Unidos.

Não é fantástico, que até um cão de pedinte aprenda os nomes do imperialismo?
Só mesmo na Cuba de castro são possíveis tais maravilhas intelectuais e tanta cultura política.
Coitado do Rafael. Não sabe ele que também o Alves rosna sempre que pronuncia aqueles nomes, e que nem o rosnar dos dois juntos tem sido capaz de fazer de Cuba o paraíso sentido pela sensibilidade comovida, do “enviado” Alves.

Pudesse o rosnar do Alves ser ouvido para lá do mar dos sargaços, e não teríamos visto, ainda no mês passado, sete jogadores da equipa cubana de futebol, incluindo o guarda-redes, desistirem de continuar a viver no paraíso.
Agora, talvez um dos manos castro queira pedir ao Alves que vá jogar á baliza.
Como tem jeito para apanha bolas, seria muito bem “enviado”.
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Discordo, totalmente.

Deixando de lado, com todo o respeito como fica bem dizer, os certamente muitos pastelões jurídicos contra ou a favor, parece-me uma evidência que a ninguém interessará manterem-se situações de fachada, quando o cerne da coisa já morreu.
Se para celebrar um contrato são precisas duas pessoas, como muito bem diz o meu amigo Jorge Ferreira, acontece que o chamado contrato de casamento assenta, antes de mais e unicamente, na relação amorosa “existente” entre as partes.

Ora, tal como acontece quando se escuta música, nomeadamente a de câmara, também a situação de convívio amoroso é um estado só possível de quantificar no que respeita á intensidade da emoção, no que concerne á altura da razão, ou no que atende ao timbre da excitação, por quem lhe escuta os sustenidos a partir do seu interior mais íntimo.

Não é coisa passível de contabilização. Não se trata aqui, de uma troca de mercadorias ou de uma qualquer situação contratual de deve e haver.
Desfeito o objecto do contrato e sobrevindo a impossibilidade de o mesmo poder vir a ser concretizado, que acontece?
Pura e simplesmente, morreu. E se morreu, que se enterre o mais depressa possível.

Desde que a Lei garanta os direitos dos filhos, cada uma das partes que vá á sua vida. E não chateie o outro.
Seria sensato o Estado retirar-se de intervir para além do período em que, na realidade, as pessoas se encontram, “de facto”, casadas.
Assim, desde que uma das partes pretenda desligar-se, com que objectivo racional ou lógico deve a Lei forçar, ambas as partes, a um calvário de guerras e aprofundamento de feridas?
O prolongar do estado de contrariedade, a quem aproveita?

Há evidências que, passe a expressão, entram pelos olhos dentro. E isto está entre as coisas que não deveriam converter-se em matéria política.
Há realidades que não cessam de existir pelo facto de a Lei não as acolher, e, como se sabe, o que não faltam é Leis que não são boas.
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A Nova Europa
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Os polacos lembram-se bem do que foi a ocupação comunista/estalinista. E mostram ter coragem.
Além de não se prestarem a "abrilhantar politicamente" a China, ainda surpreendem o mundo com um Convite Oficial ao Dalai Lama.
A Polónia tem boa memória e, ao contrário de outros, não pretende fazer de conta que não repara nas coisas.
Os genes da Nova Europa, se existirem, são certamente polacos.
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Terça-feira, Março 25, 2008

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Exactaqualmente

Exactissimamente
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Que bom, que bom, que bom.

Graças á eleição do mano raul castro e á subsequente “abertura” em curso, as famílias cubanas vão passar a poder ter, imagine-se, panelas de pressão.
Não é admirável?
Não é extraordinário, que esta ferramenta tecnológica passe, assim de repente, a estar ao dispor de qualquer simples dona de casa?
Quem poderia imaginar?
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Segunda-feira, Março 24, 2008

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Marcelices ao serão.

O famoso professor clarificou:
“não se trata de o PSD trocar a direita pela esquerda, mas de alargar á esquerda”. O PSD tem que abarcar também a esquerda.

Isto é, traduzindo:
Menos impostos e mais impostos.
Mais subsídios e menos subsídios.
Menos Estado e mais Estado.
Mais democracia e menos democracia.
Menos ideias e mais do mesmo, e dos mesmos.
E sempre dos mesmos,
E sempre os mesmos.
Já enjoa.

Fica uma dúvida: Marcelo ouvir-se-á a si próprio?
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Domingo, Março 23, 2008


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Mais uma corrida.


Jerez de la Frontera, no próximo fim de semana.
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Muitíssimo incorrecto

Antigamente, situações como a que ocorreu naquela escola do Porto eram, por vezes, endireitadas com uns tabefes tempestivos.
Agora, sobrevinda que foi a complexa teia de complexos, emanada das áreas dedicadas ás engenharias sociais, como a pedopsiquiatria, tais medicinas passaram a ser reservadas á utilização por parte dos anteriores doentes.

Compreende-se que assim seja pois os doentes, agora, já não estão entre os alunos. São geralmente professores e pais.
Ah, e também alguns pedo (ou será peido?) psiquiatras.
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Quinta-feira, Março 20, 2008

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Submarinos da esquerda?

Enquanto uns segmentos da oposição se entretêm a regurgitar sobre as novas cores do PSD, e os notáveis do costume se mantêm no limbo, á espera que lhes apareça o seu tempo político de ressuscitar, eis que um tal Marcelo descobriu, de repente, a solução mágica para o nosso descontentamento.

Aquilo que se julgava ser uma grave crise de identidade que contaminara o espaço da direita Mesozóica, afinal, garante-o o notável Mago, não é nada disso.
Não é crise de identidade, e nem sequer é grave.
Tudo se resume a ir apanhar ao PS a sua base de apoio, para lhe ocupar o espaço eleitoral.

Como fazê-lo? É simples:
- Em vez de se inquietar o indigenato, expondo-lhe opções diferentes daquelas a que se encontra habituado, deve simplesmente apresentar-se-lhe, na subida concepção táctica do tal Marcelo, um figurino de soluções, igualmente de esquerda. Moderada, segundo se supõe.
Quer dizer, basta uma ideia de suavidade, sem dramas, convenientemente recheada de todos os direitos a que se tem direito. E pronto, basta isso.

Ou seja, a ânsia de reocupar o poder, gera, por falta de coragem de se proclamarem as ideias que se julgava defenderem, a reedição do “agora nós” de Guterres.

É hilariante esta adaptação ideológica do – “No sex, please, we’re British”.
O passado foi um enorme bluff.
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Quarta-feira, Março 19, 2008

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“Implosição” - um novo conceito em política

Significa a “implosão da oposição” e foi inventado pelo binómio comediante que se ocupa a conduzir o PSD em direcção ao buraco negro.
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Segunda-feira, Março 17, 2008

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A oposição oposta

A política doméstica tem um governo, como geralmente acontece, e tem uma oposição que, essencialmente, faz oposição a si própria.
De uma oposição assim, poderia talvez dizer-se que também governa.

Temos portanto, dois governos. Um que governa e que, como é normal, se opõe á oposição, e uma oposição que se opõe a si própria, e que, neste sentido, faz as vezes de um segundo governo.
Oposição propriamente dita, como se sabe – não temos.
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O binómio

Tal como na matemática existe o binómio discriminante, o famoso (b2 – 4ac), também calhou ao PSD ter-lhe saído, da aritmética de um congresso, o seu binómio. O curioso binómio (ribau–menezes), um binómio entediante.

Com este binómio na fórmula, já se viu que o PSD vai dar resto igual a zero.
Para este resultado nem era preciso haver um engenheiro á frente do governo. Basta continuar-se com este particular binómio – á frente da oposição.
A matemática tem destas coisas.

Como diria o famoso Winston – “nunca tantos sofreram tanto, com tão poucos”.
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Sexta-feira, Março 14, 2008

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4 anos a apontar os desalinhos
Tem poesia seleccionada e também lindas imagens.
Parabéns ao Eclético e á autora, uma patrícia muito fixe.
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Encapuchado e sem pés para andar.

Principiando no arlequim Ribau, que representa no PSD uma micose nas unhas, passando por figuras como a dra. Ferreira Leite, que estão entre uma osteoporose e um joanete com artrite, e vários outros históricos a penderem para tendinites no metatarso e artroses nos tornozelos, chega-se ao calcanhar do partido – seco e profundamente gretado.

Para esse calcanhar azul-laranja (combinação a recordar experiências infelizes), Menezes, como já demonstrou cabalmente, não é creme capaz de hidratar coisa nenhuma. Ao contrário, é mesmo pomada altamente secante, que quanto mais besunta mais gretas abre.
Só ele é que ainda não compreendeu isso.
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A democracia partidária não corre perigo.

O governo vai proibir os cães perigosos.
Apenas os cães. As víboras podem continuar.
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Quinta-feira, Março 13, 2008

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Dúvida na publicidade da "Parvónia":

- na Parvónia São Dementes ?
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Quarta-feira, Março 12, 2008

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( 1 X 2 ) totobola do desastre anunciado

Quem, no seu perfeito juízo, votaria numa das seguintes apostas:

no simples Menezes,
na dupla Menezes-Ribau,
ou na tripla Menezes-Ribau-Santana?

… neste caso, nem com tripla se acertaria.
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Domingo, Março 09, 2008

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Hércule Poirot, where are you?

Apenas quem estiver de má fé poderá dizer que os professores não querem ser avaliados.
Claro que querem. Governo após governo, a avaliação dos professores tem figurado no primeiro lugar da lista de exigências que os sindicatos apresentam a cada ministro da educação e a cada governo.

Os actuais dirigentes sindicais, e os professores que eles representam, não fogem á regra. Continuam, segundo disse ontem o famoso Vilaverde Cabral, a ansiar por um sistema de avaliação.
A única divergência existente é que “esse sistema tem que ser justo”, e não pode ser um sistema qualquer.
E além de ser justo, também “tem que ser equitativo”, conceito que ele não desejou explicar, mas que as mentes com boa vontade saberão compreender o que seja.
O problema reside exactamente no facto desagradável, no contratempo, de ainda não ser conhecido esse tal sistema, justo e equitativo.

Nem tem sido suficiente a ajuda incansável dos sindicatos, que ainda ontem fizeram deslocar milhares de professores ao Terreiro do Paço, a procurá-lo.
O sistema justo e equitativo não estava lá, ou se estava, ninguém o viu. Não foi, uma vez mais, encontrado.

Ora, isto é que não é justo, nem se compreende, pois se todas as demais profissões já conhecem os seus sistemas justos de avaliação, pergunta-se:
- Por que razão permanece incógnito, o sistema de avaliação para professores?
- Quem, ilegitimamente, se apropriou dele e o mantém escondido?
- Quem, e com que direito, continua a impedir que os professores vejam satisfeita a sua vontade e concretizado o seu direito a serem, justamente, avaliados?
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Ministro descabelado…

Augusto Santos Silva, irritado com a manifestação de professores mas querendo sossegar o país, adiantou que – “os governos democráticos já estão muito habituados a que existam manifestações”.

Santos Silva tem razão. Mas também podia ter dito que é natural aos governos irem ganhando experiência nesse domínio, numa razão que varia directamente com a baixa qualidade do desempenho governativo.
- Isto é, quanto pior governa, mais um governo se vai sentindo habituado a manifestações.
É normal que se habitue, e é evidente que tem mesmo que se habituar.
Não arranque mais cabelos, homem.

Primeiro, agasta-se a atacar a sarjeta. Agora, irrita-se a defender a sargenta.
Olhe o Xanax, homem, olhe o Xanax.
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Sexta-feira, Março 07, 2008

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Erros de paralaxe

Quem, olhando de fora, reparasse no desvelo com que a polícia acorreu a informar-se sobre a manifestação dos professores, e ouvisse as palavras quase carinhosas do sr. Ministro, como que revelando a intenção – “para que não lhes falte nada”, poderia ser levado a concluir que os professores resolveram ir a Lisboa movidos pela necessidade, urgente, de louvar o governo.

A coisa não é exactamente assim, e o governo, surgindo a ocasião, não deixa de exibir os tiques autoritários, deitando as unhas de fora. Não lhe fica bem.

Também não fica nada bem aos professores, e devem ser criticados sem rodeios, a intenção de todos quantos pretendem eximir-se dos processos de avaliação de desempenho, que o governo pretende, e bem, tornar rotineiros nas escolas.
Ser professor não é um qualquer estado esotérico, insusceptível de ser medido e avaliado, para poder depois ser premiado com justiça. Exactamente como ser aluno.
Os comunistas, como sempre, manipulam bem. Sobretudo o oportunismo.

O governo tem muitos pontos criticáveis, mas a intenção de avaliar os professores não é um deles.
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Quinta-feira, Março 06, 2008

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Paraísos para peixinhos de prata.

Há anos, quando o dr. Soares sentiu necessidade de organizar os seus papéis logo a Câmara Municipal de Lisboa acorreu solícita a disponibilizar-lhe um modesto edifício para instalar a sua Fundação.

Agora, teme-se que a Câmara venha a sentir-se na obrigação moral de não discriminar e resolva oferecer o Palácio da Ajuda, para que se possa organizar condignamente o vasto espólio documental que os jornais referem como tendo sido recentemente adquirido pelo dr. Portas.
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Plágio involuntário?

Em Portugal, segundo acredita o novo e original partido não ideológico, a condição para ser possível a “Esperança” assenta aproximadamente das seguintes premissas:

- Não ser de esquerda nem de direita, antes pelo contrário.

O problema é que os actuais PSD e CDS já andam a disputar esse mesmo campeonato, faz tempo.
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Quarta-feira, Março 05, 2008

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Numeração Romântica.

Segundo confidenciam os números ao ministro, como ele fez o favor de nos assegurar, isto é um lugar seguro.

Não queremos imaginar como seria, se o não fosse.
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