Friday, December 25, 2009

um estilo de liderança...

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Segundo Queiroz, não há só um "team".
Há um Ronaldo, e o "team".
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(isto digo eu, que não percebo de bola, nem ocupo o meu tempo a tentar percebê-la...)
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Desejo aos meus amigos - Boas Festas, e um Super 2010.
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Thursday, December 17, 2009

A moto do Lopes, ainda sem gasolina.

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Ligo a TV.
Aqui de longe, não se vê nada de novo. As notícias são as mesmas. As coisas continuam iguais, paradas no tempo.
Até o governo permanece igual.
Parece estar a governar outro país.
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Sunday, November 29, 2009

alteração no programa

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O palhaço do Orinoco não foi.
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Talentos ocultos?

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Por quererem ocultar talentos, ou por outras intenções ocultas, a polícia e o ministério público persistem em dar provas de uma aflitiva falta de competência.
Caso após caso, insistem em perseguir e lançar suspeitas sobre pessoas que depois são dadas por inocentes.
Já chega.
Por favor, voltem aos manuais.
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Saturday, November 28, 2009

Wednesday, November 25, 2009

fazendo o pleno...

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A Justiça é, recorrentemente, geradora de elevados rendimentos para muita gente.
Amanhã, tal como ontem, a quantos são hoje acusados corresponderá uma gorda indemnização do Estado.
É o pleno da imaginação.
Tanto se lucra com a imobilidade da Justiça, como se ganha com as suas acções.
Costuma chamar-se a isto - fazer o pleno.
Primeiro faz-se o plano, depois faz-se o pleno. Ganha-se em todos os tabuleiros.
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Monday, November 23, 2009

Faces claras

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As mulheres bonitas, são bonitas ao pé e ao longe.
As feias, parecem bonitas ao longe.
Só o país continua horrível a qualquer distância.
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Especialistas de Portugal

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Ronaldo, o futebolista mais bem pago do Mundo.
Vitor Constâncio, o carregador de pianos mais bem pago do Mundo.
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O Jorge Ferreira partiu.
É sempre triste ver partir pessoas decentes.
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Monday, November 9, 2009

a Oeste, nada de novo

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há sempre uma pequena história a fazer-nos ver como este infeliz país tem andado...
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... à Vara larga.
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Tuesday, October 6, 2009

Monday, October 5, 2009

Ó Costa, só tens cá disto?

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Passam três anos sem ligarem peva à cidade, para depois desatarem a incomodar as pessoas premindo-lhes as campainhas das portas, enquanto descansam da cena popularucha em que fingiram gostar de bicicletas.
A avaliar por aquelas barrigas, nem eles andam de bicicleta, nem as bicicletas gostam deles.
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A candidatura do dr. Costa, pela turba de diferentes sensibilidades e vertentes ideológicas, nos casos em que as há, é uma coisa parecida com uma salada de brócolos, ou um albergue de trutas e tritões, debulhados com molho à espanhola.
A distância que vai de um “Zé fazia falta” a uma “Roseta pain in the ass”, há-de ser a mesma que separa um courato de um par de iscas mal passadas, ambos géneros alimentícios necessariamente a evitar.
Ora a candidatura se empertiga no arrazoado de ideias abstrusas e contraditórias do Zé-boy, ora se deixa embalar naquele sonambulismo povoado de lugares comuns da dita arquitecta, que consegue ser - sempre - uma criatura chatíssima.
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Hoje, pasme-se, a tonta Helena propunha-se alargar em 1 metro as faixas do BUS, para lá circularem bicicletas.
Ora, como a arquitecta devia saber, nem nas ruas de Lisboa cabem faixas de BUS mais largas, nem em quase todas elas, devido ao relevo, se pode circular de bicicleta.
A cidade fará bem em não lhes dar troco.
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Wednesday, September 30, 2009

Afinal havia outra - estratégia

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Liderar é cavalgar uma elite, seja ela qual for.
Mais influente ou menos influente, com mais ou menos força, mais ou menos brilhante, não importa. Em cada situação ou cenário, o líder tem sempre de cavalgar a elite de cada circunstância. É assim o exercício do poder. Tal como a alteração e substituição das elites é intrínseca ao poder, está na sua natureza, e é essencial à sua manutenção.
Se numa dada situação e por uma qualquer razão se sente cercado, o líder que sabe liderar “abandona” a elite e volta-se directamente para o povo. É assim que as coisas funcionam, e continuarão a funcionar.
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Quando se junta a isto, a natureza endémica do português médio e as suas idiossincrasias, à cabeça das quais está a permanente e aflitiva necessidade do “pai”, é forçoso concluir-se que ao prof. Cavaco Silva, como a outro na sua situação e com igual prestígio popular, caberá sempre a última palavra. Basta-lhe esperar sem fazer mais ondas.
Estão errados todos os que imaginam o presidente sozinho e isolado. Nunca um líder, como este presidente já demonstrou ser, precisa de sair a “recrutar generais”. São sempre os "generais" que se apresentam para servir o líder, como também aqui irá ocorrer. É só esperarmos, para ver.
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Assim, são desfocadas as ideias que dão o presidente como estando encurralado. Não está. Pode estar momentaneamente apertado, mas rapidamente os nós se desatarão. O que admiraria era o governo não saber isso.
Claro que sabe, mas a estratégia é outra.
O que temos aqui, é o PS a querer construir um clima favorável à vitimização do governo, para depois espremer a conjuntura a seu favor.
Com uma nova maioria absoluta à distância de meia dúzia de pontos, a tentação de novas eleições – “para desagravo do país face à actuação do presidente” - pode ser demasiado grande.
O problema em que encalhará esta estratégia é que Cavaco Silva, por não precisar de correr riscos, não irá dar o flanco. E o hipotético desagravo do país seria sempre, ao contrário, contra o PS.
Dentro de poucas semanas o governo vai voltar a “encaixar-se na normalidade”, e ficará tudo bem como dantes. Nesse preciso momento ficarão enterradas as esperanças de Manuel Alegre chegar a Belém na próxima vez.
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Tuesday, September 29, 2009

dentições estratégicas

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Comunicação ao país

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Além de ter mau feitio para aturar a mentira política, ainda me restam alguns bytes de memória. Por esse facto, no momento em que me foi proibido, e ao país, expressar a opinião sobre a Constituição Europeia, decidi suspender o exercício de voto para as eleições legislativas.
Será retomado apenas no momento em que surja um agente político que me inspire a confiança necessária para lhe dar o meu voto.

Até lá, apenas votarei para os municípios. E neste caso, comunico que, por razões logísticas, tenho pena de não poder votar nesta lista, ou nesta lista, às quais, a bem dos respectivos munícipes, desejo os maiores sucessos.
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Monday, September 28, 2009

Um país que adora mitos

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Sabe-se, sabe-o toda a gente, que muitíssimos dos votos em Manuel Alegre foram, antes de mais nada, votos de rejeição ao dr. Soares. Como foram agora contra o PS, muitíssimos dos votos transitoriamente emprestados ao bloco “trotskysta-albanês”.
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O passado milhão de votos de Manuel Alegre, que ele supostamente conservaria à sua disposição, é o grande bluff que continua a ser alimentado pela comunicação social, e por alguns entertainers.
Ele próprio sabe que, em circunstâncias normais, nunca mais poderá ter aquele número de votos nem coisa que se pareça.
Este país adora sebastianismos e não se cansa de esperar por aquele que o virá salvar.
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Algures num vértice, mais acima

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Extasiado, quase faltaram palavras ao professor Maltez para lustrar, ainda mais, o brilho da qualidade dos nossos políticos em geral.
Primeiro enlevado, depois convertido e absorvido pelo sistema, só falta ao professor Maltez surgir alguém que o baptize neste universo de perfeição.
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versos do dia

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é muito mais agradável - uma papaia trincar,
do que ouvir o engº Van Zeller - falar.
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Sunday, September 27, 2009

Um real iniludível

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Estratégias que são fermentações de influências efluentes de um sistema viciado, desacreditado, e incapaz de ser renovado.
Até quando prosseguirá o canto do cisne?
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Óscar eleitoral

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O Óscar vai para o professor Fernando Rosas, pelo empolgamento a fazer lembrar um Cunhal da loja dos trezentos.
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É mais fácil achar moléculas de água na Lua, do que um átomo de sentido lógico naquela cabeça.
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O português médio só pega de empurrão

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O português médio precisa que lhe digam para votar. Precisa que lhe reservem um dia para obrigatoriamente se ocupar a reflectir.
O português médio teme ver-se sozinho e ficar sem saber o que deve fazer. É incapaz de se sentir bem sem um pai tutelar.
O português médio precisa sempre que o levem pela mão.
Por essa razão não sente grande alergia a ditaduras. E então se forem democráticas - está tudo dito e não se fala mais nisso.
O ardor futebolístico, o fado, o machismo de goela, o marialvismo ribatejano e as pegas de caras, são estereotipias atrás das quais se esconde a essência da natureza do português médio.
“Quanto mais me bates mais gosto de ti” - é um aforismo coevo da nacionalidade.
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Saturday, September 26, 2009

reflexão

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Parece-me evidente que o PS governará sozinho, aqui e ali com uma muleta de circunstância.
Os "piquenos" bloqueiros é que podem tirar já o cavalinho da chuva, pois logo haveria uma muleta desejosa de passar a estribo, se fosse necessário.
O apelo lancinante do dr. Jardim a Belém, deve ser lido como uma peça de comunicação interna. Nada mais, como toda a gente sabe.
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reflexions in the dark

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Friday, September 25, 2009

Os Arcos do Sistema

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- O Arco-do-Perder (da extrema esquerda à extrema direita)
- O Arco-do-Lamber (o muleta)
- O Arco-do-Comer (a posta restante, a que se senta à mesa)
- O Passo-de-Arcos (partido inconstitucional por sugerir a abstenção)
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business as usual

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Salta-se entre vários daqueles debates “À La Minuta”, onde alguns dos nossos Astros opinativos vão digerir o jantar.
Trata-se de se retribuírem salamaleques, muito delicadamente entremeados aqui e ali por dois ou três dedos da conversa do costume.
Tudo previsível entre os abundantes lugares comuns e as ideias gastas, retiradas dos cacifos uns minutos antes do show começar.
Tudo muito fraquito. Tudo indolentemente tratado, e entediante para o intelecto do mais singelo pepino.
Nem uma só novidade se sente despontar nas pitonisas.
É pouco. É o que temos.
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Wednesday, September 23, 2009

Prémios para um serão de domingo

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Para o Comissário Louçã
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– O comboio blindado, by “Marxlin”

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Para a dra. Ferreira Leite
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– Noches en los jardines de Espanha
by Manual de Falhas
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Para o Engº Sócrates
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– From Vilar de Maçada, with Love

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Para Belém
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- Death on the Lima
by a Gata Cristie
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Fiat-Lux

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Parece evidente que o dr. Pacheco Pereira tem inteira razão ao pedir que o assunto das alegadas escutas seja rapidamente esclarecido.
Enquanto este assunto se mantiver nublado, há um país ao qual podia ocorrer a ideia, mesmo como exercício hipotético, de o dr. Fernando Lima ter sido escolhido para fazer aquilo a que os brasileiros chamam – o "boi de piranha".
O país vai acreditar no que o sr. Presidente disser. Mas parece evidente ser preciso, e muito urgente, que o Presidente mande explicar o assunto.
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Tuesday, September 22, 2009

Primavera e Verão, sempre

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novas oportunidades para ler

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Depois do famoso livro de Rui Mateus, acaba de ser publicado um livro de Rui Costa Pinto.
Ambos foram escritos por um Rui. Ambos se focam numa personagem central, carismática. Ambos se debruçam sobre o estado da arte da mesma escola político-social.
Haverá quem veja já nisto - apenas coincidências. Porém, pode ser o despontar de uma tradição.
O surgir de tempos a tempos um líder cuja sombra é capaz de gerar o húmus essencial ao crescimento de folhas já impressas, que às primeiras horas do Outono amanhecem encadernadas para fazer avançar Portugal em direcção a novas oportunidades.
Pela amostra, parece que este novo livro não ficará atrás do primeiro, e promete revelações que poderão ficar igualmente famosas.
Está portanto condenado ao sucesso.
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Como se sabe, o primeiro livro vendeu 30.000 exemplares no lançamento, mas depois foi subitamente retirado do mercado, por asfixia, apesar de ser garantidamente um “best seller”.
Diz-se que na altura, um desconhecido “coleccionador” amante das letras, ter-se-á apaixonado pela obra a ponto de num ímpeto asfixiante querer fazer dela uma raridade. Com esse fim terá mandado comprar todos os exemplares à venda e, na expectativa de valorizar a obra pelo método da falta de ar, terá também comprado os direitos de autor, asfixiando as reedições.
É o que se ouve dizer. E a verdade é que o dito livro é raríssimo e muito afamado.
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Agora, esta amostra promete efervescer os escaparates. Nestas coisas, sabe-se que o preço, sendo sobre o relativamente elevado, é uma mola importante na criação da vontade de comprar. Assim, sugiro ao amigo RCP que, a bem de fazer avançar isto, aumente já o preço do livro, pois está muito barato pelo divertimento que promete.
E até podia aparecer algum novo coleccionador a imitar o da outra vez, caso em que a editora seria brindada com um merecido “el gordo”.
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Isto agora fez-me lembrar a nossa-vizinha-Espanha, pelo que aproveito para referir outro aspecto que também já parece uma tradição a que convém estar atento, e que poderia ser enunciado mais ou menos assim:
- Quem se mete com o … => Prisa.
(Does it ring you a bell?)
Isto, com a rarefacção de ar que por aí vai, ainda nos traz de volta os Tribunais Plenários e os julgamentos sumaríssimos …
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a superioridade factual do capitalismo

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iPod Nano, 5th generation
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- Tem um óptimo som
- Tem rádio FM
- Tem gravador de vídeos
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- um must para os adoradores de música
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Colesterias

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Admirará alguém, que ao dr. Soares não repugnasse, apenas para usufruir do poder, concubinar-se com a turma do Louçã?
Como poderia haver nisso admiração? Será Louçã mais repugnante que Chavez ou Kadhafi? É claro que não.
Há muito que o dr. Soares se isolou do país, mas o país perdoa-lhe. Ainda há 3 anos, não foi por repugnância que o eleitorado rejeitou o dr. Soares em mais de 90% dos casos.
Foi por indiferença e por caridade, como estes 3 anos não param de mostrar.
O país é que não precisava de sofrer isto.
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Monday, September 21, 2009

câmbios e penhores

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O PS acha-se convertido num género de casa de penhores.
De um lado, chega um Manuel Alegre a penhorar panegíricos a troco de futuras boleias. De outra banda, um Júdice com as habituais lágrimas na boca, sem nada já que cambiar depois de há muito ter perdido o que lhe restava de crédito político.
Um alegre, outro triste, estes factores aleatórios têm como máximo divisor comum a devoção desinteressada - ao senhor engenheiro.
Quando deixamos de nos ouvir, é como se já estivéssemos mortos. Só nós não percebemos isso.
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Relativamente ao PS, e no mundo perfeito para onde nos estamos a modernizar, o dr. Júdice ainda poderá vir a ser a Zita Seabra do PSD. Já faltou mais.
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Sunday, September 20, 2009

politicamente feios porcos e maus

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Entre um governo “release Beta” a prometer um - “agora é que vai ser”, e uma oposição "descafeinada", que – “se soubesse o que sabe hoje nem sequer tinha descalçado as pantufas”, a turma do democrata Louçã ameaça conseguir um feito: suplantar em esperteza saloia, os saloios que lhe vão entregar o voto por se acharem os mais espertos desta terrinha de cegos.
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Acontecer daqui a uma semana o que algumas sondagens atribuem àquela idiotice barroca animada pelo Louçã, é ver-se confirmada a persistente demência que habita essa coisa a que chamam eleitorado: a inclinação doentia para frequentar os abismos mais estúpidos e miseráveis da política.
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Se não andarem muitos inquiridos a enganar as sondagens, e não é provável que andem, vamos assistir à confirmação da doença.
Um país que escolhe isto, merece o pior.
Dizem querer a Liberdade, mas depois têm medo de ser verdadeiramente livres.
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Saturday, September 19, 2009

Sunday, September 13, 2009

Os factos são obstinados

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Não estão em causa a seriedade pessoal da drª. Ferreira Leite, as suas qualidades de carácter, ou a suas capacidades técnicas. Nenhum destes aspectos alguma vez esteve em dúvida.
O que está em causa são qualidades que pertencem a outro plano: a “Liderança”, e o “Carisma”, qualidades essenciais a um perfil político vitorioso.
Enquanto a qualidade de Liderança é inata, o carisma é uma qualidade que, em certa medida, pode ser construída ou ajudada a construir.
No caso da dra. Ferreira Leite, nem existe ali uma gota de “Carisma”, nem é possível achar-se nela uma centelha de “Liderança”.
A dra. Ferreira Leite nunca conquistou o partido. Foi empurrada para a liderança por falta de comparência de alternativas sérias, e porque, como noutros campos, também em política existe o horror ao vazio.
Desde o primeiro dia que intimamente se sabe que é uma líder frágil e de transição. Um perfil tipicamente “follower” não é, nem podia ser, portador de qualquer futuro.
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Desgraçadamente, para o país e para o PSD, não houve mais ninguém, das hipóteses que serviam, que quisesse chegar-se à frente.
O candidato Passos, em termos de liderança e carisma é como a dra. Ferreira Leite, mas sem a sua imagem de credibilidade. Nem ao mais experimental jamboree seria capaz de levar um agrupamento de escuteiros.
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A mudança só pode chegar com alguém que venha de fora do carreirismo. Eu acreditaria nas hipóteses de um empresário como Alexandre Relvas, assim ele estivesse para aí virado.
Como isso não parece poder acontecer tão cedo, o país que se prepare para mais um ciclo de Sócrates e do PS.
Daqui até ao final ainda podem haver surpresas. Até mesmo uma emergência que accione o “voto de condolências”, caso em que a hipótese de uma nova maioria absoluta não seria de descartar.
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Saturday, September 12, 2009

A intercessão de Rosas

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Esta manhã, ao passar por Azeitão, dei com 9 espécimes políticos que se passeavam na estrada principal dos Brejos.
No grupo, agitavam-se militantemente cinco bandeirolas do Bloco, sendo 4 no tradicional encarnado e uma num inaudito - azul cueca. O logótipo era em preto nos dois casos.
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De repente, dei com um os olhos num dos ases que, circulando desprovido de bandeirinha, agitava os braços desenhando gestos no ar.
Mesmo assim de longe, e sem que fosse preciso ouvir o que dizia, percebia-se pelos gestos que estava como que dando uma aula aos dois militantes mais próximos.
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A certa altura, os braços levantados no ar e as mãos abertas com os dedinhos esticados apontando o chão, formavam dois feixes de luz. O gesto, eloquente, mostrava com simplicidade como, em tempos que já lá vão, o materialismo dialéctico despira e iluminara o materialismo histórico e trouxera as suas curvas à nitidez cognitiva das massas, particularmente da sua vanguarda esclarecida e politicamente mais libidinosa pela substância da coisa.

Curvado ao peso da história, atirando os pés para diante como que a amparar a barriga, a face macilenta a indiciar uma possível osmose de nicotinas e condensados através das bochechas, ainda sem bandeirinha mas fazendo sempre gestos, - ali seguia ele.
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Os Brejos praticamente tremiam à sua passagem. Um semáforo, até mudou de cor.
Quando vão muitos no rebanho, deve ser àquilo que chamam arruada.
Com aquela idade, que infelicidade fará mexer o professor Rosas?
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Friday, September 11, 2009

Thursday, September 10, 2009

Maná em blocos

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Louça e o Bloco estão para a política como o apóstolo Jorge e a sua congregação estão para a entrada no paraíso.
De apóstolos com tão abundantes sucessos curriculares, como é o caso de ambos, só discorda quem quer, e quem, imprudente e atrevidamente, ceda à ousadia de não temer o Fogo dos Céus, que no caso do Bloco, imagino, será simbolicamente aspergido por uma pira mágica secretamente guardada por essa sumidade missionária que dá pelo nome de – professor Rosas, cujo cachimbo será como um link icónico para aceder à tal magia.
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Muito prega Louçã, e com denodo. Só é pena que no final das homilias não haja uma alma que se levante, tendo compreendido realmente o que ele repetidamente diz, e o alcance final onde isso nos levaria.
Se assim acontecesse, há muito que Louçã estaria a pregar no deserto.
Mas não. Neste, como noutros casos, é um género de síndrome de Estocolmo que se instala no subconsciente de cada crente, e cuja prova está sintetizada na famosa conclusão - “não percebi nada do que ele disse, mas gostei muito de o ouvir falar”.
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Anacletando Robin Hood

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Uns têm uma concepção de vida que assenta na luta pelos seus próprios objectivos.
Por exemplo: Eu quero ter uma gravata igual à tua.
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Outros, por se verem sempre como vítimas, procuram consolo no ataque à liberdade individual de cada um.
Por exemplo: Eu quero a tua gravata.
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Tudo resumido, a convocação dos ódios pela propriedade alheia mostram que a coisa, simplificando, não foge muito desta realidade.
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Basta pensar no que quererá dizer o Louçã quando fala nas “grandes fortunas”, nas “grandes empresas”, nos “administradores e gestores”, etc.
Qual será a medida, a medida rrrrrigorosa, que define a “Grande Fortuna”, a “Média Fortuna”, a “Pequena Fortuna”, e assim sucessivamente até ao “Pocket Money”?
É um desafortunado, este Louçã. Um infeliz.
A burguesia a saracotear-se em Robin Hood, é a imagem redonda do maior ridículo.
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Tuesday, September 8, 2009

Coisas que se vêem

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Em política, já se sabia que o que parece - é.
Ouvindo o dr. Anacleto pode concluir-se que o inverso também pode ser verdade.
Quer dizer, o carácter essencialmente tirânico, a mesquinhez básica alavancada na inveja e nos instintos mais primários e acéfalos, a mentira desonesta e sem pudor, a argumentação imbecil e o resultante mau cheiro da dialéctica falaciosa, sendo de facto tudo isso, coincidem exactamente com tudo o que parecem ser.
O famoso conto do vigário é livremente permitido em política. E, pasme-se, há quem o aplauda.
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Coisas que se aprendem

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Já se sabia que a Justiça tinha o seu segredo.
Ainda não se sabia é que pudesse ser assim "confidencial".
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Serviço Público Musical - (III)

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discos pedidos
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- do sr. Paulo Portas para o Bloco Central,
com simpatia, e seja lá qual for o senhor que calhar:

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Monday, September 7, 2009

Serviço Público Musical - (II)

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discos pedidos
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- do sr. Anacleto Louçã para o sra. D. Ferreira Leite,
com simpatia, este aviso à navegação:

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Serviço Público Musical

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discos pedidos
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- do sr. Anacleto Louçã para o sr. Jerónimo,
com simpatia e votos de uma noite descansada:
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Put your head on my shoulder
Whisper in my ear, baby
Words I want to hear
Tell me, tell me that you love me too
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Put your head on my shoulder
Whisper in my ear, baby
Words I want to hear, baby
Put your head on my shoulder
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Sunday, September 6, 2009

Farrrrdos da democrrrracia

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Ter um caramelo como Anacleto Louçã a poluir o éter.
Felizmente, como há Liberrrrdade, não somos obrrrrigados a darrrr-lhe atenção.
Rrrrigorosamente...
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Dress Code

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Não há ninguém que recomende um cabeleireiro à dra. Ferreira Leite?
Assim, corre-se o risco de as audiências, em vez de ouvirem as propostas, só comentarem as poupas da oposição.
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Saturday, September 5, 2009

O mainstream falha muitas vezes

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A oposição tem sido tão ténue e tão errática, que o PS pode achar-se na situação de ser reconduzido.
Olhando ao fado e à alma lusa sempre propensa a amercear-se dos desvalidos da sorte, e neste caso, dos perseguidos por “cabalas” e “maledicências”, a ocorrência de uma chispa - Marinha Grande pode bastar para acender o voto de condolências.
É um cenário que está longe de dever ser descartado.
Em poucos lugares se passa tão rapidamente de bestial a besta, e vice-versa.
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O Princípio de azar

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O patamar ao qual “o Peter” desejaria nunca ter sido promovido.
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uma criança precoce

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Comunica-me a minha filha Luísa:
- Quando for grande, vou viver em Nova York.
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É bom sentir nos filhos a sensibilidade que os leva a querer estar longe de locais insalubres.
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Era uma vez no oeste… “a bernarda”

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Indiferente ao risco de atrair insultos como os que caíram sobre João Gonçalves, e que, em certos meios, conferiram ao autor dos mesmos qualidade e mérito para ser candidato a representar condignamente o indigenato na chamada casa da democracia, também aqui constato o seguinte facto:
- ”Afinal havia outro...”.
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Friday, September 4, 2009

Alívios misteriosos

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A tentação da mordaça, sendo sempre dificilmente contrariada, só é mais auto-reprimida nas democracias mais antigas.
Desde que se inventaram os sapatos, alguém a quem aconteça sentir lá dentro uma pedrinha, irá aliviar-se desse desconforto logo que possa. O desconforto que o jornalismo possa causar ao poder, induz respostas com a mesma finalidade.
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A única coisa que importa aclarar é se o poder, como parece, procurou alívio forçando a mão da TVI, pois apenas isso é que seria ilegítimo.
A dificuldade em se verem as coisas de forma diferente do que parecem ter sido, é que toda a lógica empresarial vai no sentido de acarinhar, e não matar - galinhas de ovos de ouro.
Quando o grupo proprietário da TVI está em fase de vacas magras e a ponderar vender activos, também não se percebe como podem subir as cotações nas bolsas de valores, quando se cancelam os programas de maiores audiências.
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Monday, August 31, 2009

Um jogo, dois equívocos

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Seguindo uma ideia em voga, o Vitória de Setúbal adoptou a mesma estratégia:
“Juntos conseguimos”.
Com o Benfica resultou em cheio.
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diva gando

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Aquele quase incómodo que passava despercebido à pessoa comum, e que foi apenas uma recessão técnica, isto é, tecnicamente uma quase não recessão, apenas observável pela vista particular dos técnicos, informa-nos a diva Patrocínio, – terminou.
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Que bom, que bom, que bom. Já ao virar da esquina, eis que chegam as saudosas vacas gordas.
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Thursday, August 27, 2009

batata frita, essa grande iguaria.

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Ovos estrelados, bacon, batatas fritas às rodelas.
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Leite-creme a rematar.
Não é preciso dizer mais nada, pois não?
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Wednesday, August 26, 2009

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A ocasião em que a inteligência do homem mais cresce, a sua bondade alcança limites insuspeitados e o seu carácter uma pureza inimaginável, é nas primeiras 24 horas após a sua morte.
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(Millôr Fernandes)
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Sunday, August 23, 2009

Friday, August 21, 2009

Coragem, o que é?

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A dra. Ferreira Leite erra o alvo quando se queixa da falta de decoro do sr. Moita, por este aceitar o apoio do PSD de Santarém.
O alvo das queixas tem de ser procurado na actual Direcção do PSD, ou, para começar, - na própria dra. Ferreira Leite.
O resto é a conversa do costume. Mas ninguém compreende como à dita coragem no caso Preto, pode corresponder a falta de coragem no caso do dito Moita.
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Outra perspectiva a ter em conta é poder dar-se o caso do sr. Moita estar a pretender provocar a sua exclusão da lista do PSD, para vir depois ser proposto como candidato, às claras, pelo PS.
Não seria caso virgem, nem iria admirar ninguém.
Em qualquer das hipóteses, se o PSD quer respeitar-se a si próprio tem de mostrar ao sr. Moita a porta da rua. As queixinhas não mudam nada, nem fazem jurisprudência…
Igualmente conviria aos eleitores perceber como pode o dr. Pacheco Pereira ser candidato no mesmo jarrão em que seguem, à proa, as tais Flores.
Trata-se do poder pelo poder?

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LT

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LT são duas letrinhas mágicas que me prenderam no fim do Verão passado.
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A K1200LT está na minha short list para o futuro.
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Thursday, August 20, 2009

uma dúvida

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Será isto preocupante, ou trata-se de mais um disparate de Verão?
Onde é que esta gente aprendeu a fazer contas?
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“simples, meridiano e claro facto”

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É por isso que também não me apetece, e certamente não irei votar.
Sempre fui contra o argumento do - "porque sim". É por causa dessas "reduções", que o regime chegou a este ponto. Depois, entre o tifo e a febre-amarela, prefiro a higiéne de não escolher nada.
Para um partido ter o meu voto, há em primeiro lugar que merecê-lo. Isto é, para mim, um “simples, meridiano e claro facto”.
Obrigado, Rui.
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Nem todas as moitas dão flores

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A politica decente é uma mesa de trabalho onde se trabalha para o país.

A outra, que não conhece o seu lado por querer sempre estar bem com Deus e com o Diabo, todos sabemos o que é. É a mesa onde os sabujos trabalham para si próprios.
Arrotam despudoradamente e sujam condecorações, tanta é a manteiga que lhes escorre da beiça.
Como explica o Júnior - A natureza sabe o que faz.
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Se o PSD não tem coragem para pôr cobro a isto, não tem respeito por si próprio.
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As minhas motos ( VI )

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Finalmente, à oitava tentativa, cheguei ao verdadeiro mundo das motos. As letras BMW, que significam Best Motorcycle in the World, transportam-nos a outra dimensão no mundo das duas rodas.
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A BMW R1200RT é uma moto absolutamente fantástica. Na qualidade de construção, na segurança, no equilíbrio, nas características técnicas. Desde os travões ABS até ao computador de bordo, à suspensão electrónica, ao controle de tracção e aos punhos aquecidos, quase não lhe falta nada.
A aerodinâmica é exemplar. O conforto, uma referência.
Há um ano fui à fábrica de Berlim, na RT. Foram 3 dias para lá, e 2 dias para cá.
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Antes da BMW RT, não imaginava ser possível fazer Paris - Lisboa num fôlego. Eu fiz. Foram 17 horas a rolar os 1800 km entre Paris e Carcavelos.
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Agora estou sem moto. Um "enlatado" (automobilista) entrou na marginal sem respeitar um STOP e causou-me um acidente. Um braço partido, vários ferimentos e a moto na sucata.
Do mal, o menos. Podia ter sido muito grave, mas felizmente não foi. Mais duas semanitas e estarei ok.
(... continua...)
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Tuesday, August 18, 2009

meo

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Fartei-me da TV-Cabo. Mudei para o "meo".
A imagem tem cores mais bonitas. A internet já vem incluida.
No conjunto, custa menos € 50,00.
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Monday, August 17, 2009

As minhas motos ( V )

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O prazer de viajar, e viajar sempre longas distâncias, continuava chamar-me. A busca da moto perfeita levou-me à HONDA CBF 1000, a minha sétima moto.
Já tinha alguma protecção aerodinâmica. Parecia confortável. Não era ainda.
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Nem o vento nem o assento permitiam viajar com conforto. Mesmo uma pequena distância como Lisboa – Porto, era um sacrifício.
Tirando esse aspecto, a HONDA é uma boa moto.
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Jugo no lar, they would like to say

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Caramelos como o que recorreu ao insulto para contestar a opinião expressa no Portugal dos Pequeninos, estão entre as expressões mais democráticas, e eruditas, deste sistema de parasitagem que assola o país, já lá vão demasiados anos.
Acocorados atrás dos partidos e geralmente agarrados a tachos, quais sanguessugas sorvendo leite e mel da jugular Estado, o seu ridículo lambebotismo acaba por divertir.
Podia pedir-se-lhes que pensassem um bocadinho pelas suas cabeças, caso soubessem onde elas param.
E depois, a democracia tem mais virtudes quando somos nós a mandar. Não é assim?
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Sunday, August 16, 2009

Saturday, August 15, 2009

Moitas sem flores que se cheirem

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A Natureza sabe o que faz. Veja aqui.
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As minhas motos ( IV )

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Após a Harley, voltei à Yamaha.
A XJR-1300 foi talvez a mais bela moto que já tive.


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Linda, com muitos cavalos e bastante agilidade, os imponentes quatro cilindros deixam rendido qualquer adorador de motos.
A aerodinâmica, sempre a aerodinâmica, não a recomendava para viajar. Esta foi a minha sexta moto.
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Thursday, August 13, 2009

O tira e põe das bandeirolas

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Excluindo aquele género de excentricidades habituais entre betinhos, ou outra qualquer razão narcísica, é incompreensível que seres ainda não entrados na zona degenerescente da idade, e tidos geralmente como pensantes, possam, com seriedade, dar qualquer crédito á chamada causa monárquica.
O direito uretral está entre aquelas coisas perfeitamente datadas, e desfasadas do que deve ser o Estado moderno.
Sem outras argumentações, só as dificuldades inerentes à remoção de um rei, mesmo quando o seu exercício prejudica manifestamente o Estado, são já razões suficientes para se dar um desconto à causa, e uns “ben-u-ron” às excentricidades monárquicas.
O resto é como a brincadeira das bandeirolas. Serve para entreter o tempo quente.

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As minhas motos ( III )

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Harley-Davidson é uma marca mítica para muitos adoradores das máquinas roladoras.
Depois das duas Yamaha, esta Harley foi a minha quinta moto.
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Era bonita e agradável para passear, mas tinha dois defeitos:
- A muita vibração devido à concepção antiquada do motor, e a falta de protecção aerodinâmica impediam o mínimo conforto acima dos 80 km/h.
Era uma moto mais para dar nas vistas do que para se viajar longe. Gostei, mas não fiquei com saudades.
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Tuesday, August 11, 2009

Não deve haver problema

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Não deve haver problema.
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As minhas motos ( II )

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A minha terceira moto foi uma Yamaha. A fantástica XTZ-750 Super Ténéré.
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Ao mesmo tempo, tive a quarta moto.
Esta YZ-250. Uma máquina “passa por tudo” e com quaisquer condições atmosféricas. Quanto mais lama, melhor. É para isso que estas motos servem. Só para curtir...

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Frio, vento, chuva intensa, nada nos fazia parar. Éramos quatro amigos em arriscados crosses varrendo a serra de Sintra todos os sábados, em todas as direcções.
Um dia, dei um trambolhão. Estalou-se uma vértebra e uma costela. Terminei aqui o meu período de MotoCross.
Mas, evidentemente, o prazer das duas rodas é coisa que nunca morre. Quem anda de mota sabe do que estou a falar.
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Dear readers,

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It order to give everybody the opportunity to understand the comments posted by other visitors, you are invited to post in the west european most common languages.

So, should you like to leave your comments in this blog, please write them in Portuguese, English, Spanish, French or Italian language.
Comments written in any other languages will be erased.
Thank you very much
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Monday, August 10, 2009

A agradecer

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Um livro essencial para se compreender o Estado a que isto chegou.
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As minhas motos

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Esta SUZUKI foi a minha primeira moto.
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Depois, tive esta Maxi-Puch

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Mudei de cavalo para burro, mas houve uma razão:

Como o meu Pai não me dava uma moto, eu arranjei maneira de comprar a SUZUKI. Depois, como o meu irmão também enfrentou o mesmo problema, a minha solidariedade fez-me trocar a SUZUKI por duas mais baratinhas PUCH.

Foi assim que mudei de uma motorizada a sério, para esta coisa de pedais com motor. Mas andava, e isso é que era importante.

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Friday, August 7, 2009

Lesar os consumidores e o país

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Havia dois grupos interessados na compra da COMPAL, quando esta empresa foi posta à venda. Um, era formado pelos quadros da empresa e chefiado pelo dr. Antonio Pires de Lima. O outro era a multinacional Coca-Cola, que assim pretendia investir no país, certamente com os olhos postos no mercado ibérico e mais além.
O governo, cedendo às pressões do costume, não autorizou nenhuma daquelas hipóteses de transacção e fez a florescente COMPAL ser integrada na falida SUMOL, sob o alto patrocínio da Caixa Geral de Depósitos.

Nesse momento, o nascimento da empresa SUMOL + COMPAL deu origem a um novo monopólio, matando a concorrência.
Passado este tempo, acabaram os néctares da SUMOL, ficando o mercado entregue à marca COMPAL.
Assim se promovem interesses obscuros e se prejudica o mercado e os consumidores.
Até quando?
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Thursday, August 6, 2009

O horror ao vazio

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Olha-se para a classe política que nos tem pastoreado (obrigado JG), e pergunta-se:
- Onde está uma ideia criadora? Onde está o nervo reformador? Quem será capaz de gerar uma vontade colectiva? Qual dos actores não é repetente nas promessas incumpridas? Onde está quem possa oferecer garantias credíveis?
E só há uma resposta:
- Ninguém. Não existe ninguém.
É tudo um absoluto vazio. Um deserto estéril, onde nos procuramos entreter em escaramuças.
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É este o drama do país.
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Pois...,

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Concorde-se ou não, Manuela Ferreira Leite…
… Produziu uma ruptura e ganhou. Ganhou rompendo
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Ganhou, de facto. Porém, é preciso ver se foi Manuela a romper, ou o que parece, terem sido os outros a romperem-se dela e contra ela.
Depois, rupturas destas para quê? Com que objectivos?
Para impor renovados padrões? Tecidos de novas qualidades? Não.
A ruptura deu-se, apenas e tão só, devido à habitual disputa pelos lugares, e por Manuela ter dado o flanco ao ir buscar a roupita mais coçada aos fundos bafientos das arcas onde se achavam esquecidos.
Deus Pinheiro, o famoso Preto, a dona Lopes, o sr. Montalvão, e outros notáveis, são exemplos desse figurino há muito desbotado.
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Para se ver nisto uma vitória, e se calhar decisiva para chegar ao poder, enfim, parece-me ser necessário forçar um bocadinho a boa vontade e o optimismo.
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Wednesday, August 5, 2009

Nelinha no país das maravilhas

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...
Manuela continuou:
"O senhor poderia dizer-me, por favor, que caminho devo tomar para sair daqui?"
"Isso depende muito do local para onde você quer ir", respondeu o Gato.
"Não me importo muito para onde...", retorquiu Nelinha.
"Então não importa o caminho que você escolha", disse o Gato.
...
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Eis um processo expedito para fazer listas.
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LT - duas letras mágicas

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BMW K 1200 LT
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Férias como eu gosto.
Logo que possa...
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Tuesday, August 4, 2009

O que é que a morena tem?

E vice-versa.
Ou como alguns bem-intencionados parece terem comprado gato, por lebre.
Não é apenas o óptimo que é inimigo do bom. O sofrível também é, e ainda mais.
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Tem bata rendada, tem! Pulseira de ouro, tem!

Tem saia engomada, tem! Sandália enfeitada, tem!

Tem graça como ninguém

Como ela requebra bem!

Monday, August 3, 2009

Bom senso, o que será?

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Não é preciso ter mais que um único neurónio a funcionar, para perceber que isto não pode acabar bem.
É do mais elementar bom senso.
Mas no fundo, os clubes, tal como os partidos, também são os espelhos do país. E os exemplos que chegam a toda a gente, - o TGV para ir á casa de banho, a 3ª auto-estrada Lisboa - Porto, etc., só mostram que este país é demasiado pequenino para o ego de que se encontra possuído.
Estes desmandos só me fazem lamentar os desgostos dos meus queridos amigos da Aficion.
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Sunday, August 2, 2009

Crónica de um desastre anunciado

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Não sei de onde partiu a estratégia da campanha do PSD. Nem sei mesmo, digo-o sem ironia, se haverá sequer uma estratégia .

Qual será o objectivo das recomendações feitas ao PS nos cartazes?
Exemplos: “prometam só o que podem fazer”, “olhem mais pelas pessoas”, etc.

Será um subliminar – “paciência, sabemos que vão continuar, mas vejam lá se são mais bonzinhos”?
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Macilenta na cor, seca de ideias e de propostas mas inundada de passados, a drª. Ferreira Leite faz bem o papel de zombie político.
A sua imagem reúne dois pontos negros: afasta os mais velhos, que se lembram dela e dos seus famosos pagamentos por conta, etc., e repele os mais novos, aos quais não diz nada. Surge aos dois grupos como uma espécie de madrasta.

Por este andar, e não havendo já tempo para encontrar o caminho, a dúvida estará em saber se Sócrates ganha com maioria absoluta, ou relativa.
Pelo que tenho visto, e cada dia fico disso mais convencido, o país vai eleger novamente o PS, e muito provavelmente com nova maioria absoluta.
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Isto, aliás, é mais uma evidência da agonia em que estrebucha o sistema político.
A pujança de alternativas e a capacidade de se gerarem movimentos reformadores, pura e simplesmente – morreram. Morreram juntamente com a sociedade civil que não chegou a nascer.
Não há líder na oposição. Só um imenso mais do mesmo, e pessimamente comunicado.
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Claro que o sistema é intocável

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Saturday, August 1, 2009

Dramas de início de verão

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Alegre é um poeta cada dia mais triste, e este sábado veio-se directamente do dia internacional do orgasmo.
Que terá uma coisa a ver com a outra?
Alguma amputação?
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Roubalheira é o que parece

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Mas como se poderia fazer de outra maneira?
Como compensar deficits, se a secura dos diamantes da Jamba, digo marfins, digo simples turismo, dificilmente terá sido substituída pelos cheques do imbecil do Orinoco?
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uma coisa é certa: quando for possível despoluir a História das manipulações e encobrimentos destes 35 anos, a realidade irá mostrar nomes, ao lado dos quais as piranhas e as sanguessugas não passam de gentis e delicados peixinhos decorativos.
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Absurdos

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Era mais útil os meios de comunicação divulgarem, não quantos casos de gripe já ocorreram, mas o número de pessoas que, em cada dia – ainda se encontram doentes.
Assim, só se gera alarmismo.
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Em 2008 faleceram cerca de 2500 pessoas em Portugal, por causas atribuídas à gripe normal, sem que a isso tivesse sido dado qualquer destaque.
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Friday, July 31, 2009

Fez bem em negar

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"Joana Amaral Dias, militante bloquista, desmente que tenha tido "contactos privados e íntimos" com Paulo Campos, tal como o secretário de Estado tinha afirmado."
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Ó querida, isso é lá consigo. Você é que sabe das suas intimidades.
Mas as coisas, ditas assim, fazem desse Paulo um pequenino, e reles, gabarola.
Gente que se gaba de ter tido intimidades privadas, seja lá com quem for, não merece confiança.
Fez bem em negar.
Em qualquer caso, essas coisas negam-se sempre.
E ainda mais agora, depois dos chifres terem ganho lugar na política.
Nunca se sabe, nunca se sabe.
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Força, Margarida

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É a hora dos independentes. Basta de eleger correias de transmissão idiotas que, partindo de Directórios partidários amorfos, conduzem as coisas ao mais indigente marasmo.
E por que acontecem as coisas assim?
- Porque essas Direcções apenas procuram, e aceitam, o Compromisso entre os seus particulares interesses, e os interesses das suas particulares pessoas.
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Bem, esta prosa inflamada serve apenas para chamar a tua atenção para um cuidado essencial nesta época eleitoral, tanto Além, como Aquém-Mar:
- Olho na sacanagem, e atenção ás caçadeiras.
Capice?

A melhor sorte de todas.
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Thursday, July 30, 2009

Os chatos da parte oposta.

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António de Sousa era governador do Banco de Portugal quando o banco foi autorizado. Mas assegurou que foi "contrariado" que concedeu a licença ao banco fundado por João Rendeiro e só por imposição dos advogados da parte oposta.
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Traduzindo:
- Ou o ex-governador do Banco de Portugal tinha o poder legal para não “dar licença”, mas teve receio dos advogados,
- Ou, não tendo esse poder legal, era forçado a “dar licença”, mas pretendia “negar licença” com base no seu estimável – achismo, e teve receio dos advogados.
Concluindo:
É fácil ver que as responsabilidades cabem aos senhores advogados da parte oposta.
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O estado do país espelha a baixa qualidade geral dos seus dirigentes. E o Banco de Portugal, em certos casos, tem sido um Primus inter pares.

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Sinfonia da absolvição

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Na terrinha lusitana
A justiça, que é bacana,
Por razões hiperactivas
Ou apenas recreativas
Primeiro manda prender
Para depois absolver
Vários dos incriminados
Em crimes imaginados
Que aconteceu ocorrerem
Sem contudo sucederem.
Tal como, sendo ao contrário,
São contas de igual rosário.
Quer Fátima seja ou não santa,
Quer Valentim pinte a manta,
- O que importa é no final
Haver sempre carnaval
E a justiça ser banana,
Num país que é bué sacana.
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Banda Amarga

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No tempo em que só havia banda estreita, o computador Salazalhães para pouco mais servia que para aprender a tabuada e a aritmética.
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A tabuada na ponta da língua, como se dizia, era conditio sine qua non para chegar à Álgebra. E assim por diante, passando pelo Cálculo Infinitesimal, Integral, etc.
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Agora, a Banda Larga tudo mudou.
A tabuada, por ser de parca utilidade, deixou de ser enfiada nas cabecinhas das crianças. E é tudo muito mais rápido.
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Basta ir há tecla de funsoes… e o resto vossês já çabem.
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(o salazalhães é uma ideia que anda a circular na net, nem sempre com o enquadramento correcto da coisa)
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Muito bem, Inês

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Wednesday, July 29, 2009

Câmaras... de ar deprimido

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for you to choose:
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Em versão amaneirada,
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ou em versão sport.
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É toda uma política ancorada no que já lá vai,
e protagonizada pelos que teimam em cá continuar.
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O sistema é uma força de bloqueio à sua própria renovação.
Também não é novidade.
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Monday, July 27, 2009

A dúvida é de quem a baralha…

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Ou a Joana cria ser Zita, ou não, ou algum Ratinho queria mesmo que ela o fosse, ou também não.
Ou jogada do Komintern, ou Ratice do Largo.
We’ll never know.
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Thursday, July 23, 2009

Descon quê?

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Não há o mínimo descontrole nas contas públicas.
Quem o afirma é o ministro Aki, lembrado com muito humor, pelo Jorge Ferreira.
Este ministro Aki faz lembrar o famoso Ali Comic. Devem ser primos, pois têm o mesmo apelido.
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Regularmente tem o governo anunciado retomas, fins de crises e outras coisas boas, para logo depois, passados poucos momentos, ser contrariado pelos factos ou por notícias de fontes habitualmente melhor informadas.
Desce o desemprego ao meio-dia, para recrudescer ao fim da tarde. Sinais de recuperação ao amanhecer, esfumam-se dissolvidos na neblina logo após o almoço. Adormece o país docemente, sossegado por a crise - aleluia! - já ter batido no fundo, para acordar sobressaltado umas horas depois, arrepiado com mais desemprego, horrorizado com mais empresas na falência, e até, ocasionalmente, habituado à possibilidade de aparecer mais um ou outro Banco-roto. É como se o governo oscilasse permanentemente, e sem sequer dar por isso, entre a ejaculação precoce e o não conseguir chegar lá.
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Felizmente não há descontrole das contas públicas. Valha-nos isso.
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