Sunday, November 30, 2008

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Oliveiras e Querubins

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Dizem-nos os jornais ter Oliveira e Costa assumido sozinho o assunto BPN. Foi ele – e apenas ele – quem terá imaginado, arquitectado e executado o fantástico case study.
Todos os demais administradores e directores do Banco, por não terem estado envolvidos nem participado em nada, estarão no mais absoluto estado virginal.
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Uma aura límpida, alva e de uma brancura das neves, se assim se poderá dizer, terá em todos os momentos resplandecido a envolver e aconchegar todo o séquito de quase Querubins que naquele tempo, como com os apóstolos no tempo de Jesus, se reuniam à volta do mestre para – também aqui à sombra de uma Oliveira – escutarem palavras de transacção.
E, como naquele tempo, igualmente por serem sábias as palavras e claros os sentidos, aos quase Querubins, em êxtase e com a voz embargada, nunca ocorreu questionar o mestre.
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Depois, levantando-se e dirigindo-se aos fiéis, o mestre pedia-lhes que assinassem as contas, ao que eles aquiesciam com enlevo e sem perguntas, ajoelhando e dizendo todos – louvemos o mestre. Após o que o mestre procedia aos milagres em que do nada fazia dólares, que depois multiplicava em ainda mais euros, e vice-versa.
Terá sido assim por diversas vezes até que os milagres mal pararam em €700 Milhões.
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Nada disto, nem a credulidade nem tão pouco o poder de conversão pode admirar alguém. A única coisa que verdadeiramente admira no mestre, é que a um espírito assim tão forte e tão avassaladoramente conversor de tantos doutores deste tempo, e deste templo, não tenha ocorrido fundar uma igreja em vez de um banco.
Pelo maná que se lê, e sem regulação ou supervisão, não ficaria nada atrás de outras.




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... be sure that your umbrella

is upside down...

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Saturday, November 29, 2008

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Numa coisa concordo com o pcp.
Também não gosto da exploração do homem pelo homem.
Acho um bocadinho same-sexer.
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A inferioridade emocional dos comunistas
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Num mundo de pobres, a alegria de um pobre não está em saber que há muitos outros pobres, mas em ser-lhe permitido imaginar na sua vontade, a alavanca com a qual um dia poderá deixar a pobreza, ou até, encontrar a riqueza.
Nenhum pobre, além dos comunistas e dos pobres de espírito, vê mais satisfação no empobrecimento de um rico do que no enriquecimento de um pobre.
A luta de massas, na berrata do cónego Jerónimo é uma fantasia datada e ridícula, definitivamente acamada desde a implosão de 9 de Novembro de 1989, e que apenas eles continuam a empurrar, sentada ao colo do marxismo-leninismo numa desanimada cadeira de rodas a que chamam luta de classes.
Viajando contra a razão, o marxismo-leninismo contém em si próprio a contradição essencial de prometer uma felicidade que tem sempre que ser imposta pela força, e onde os amanhãs que cantam chegam sempre embalados no choro e afogados no sangue que sustém e cimenta essa suposta revolução libertadora.
Baseado no anular, no proibir, no nivelar, no retirar, no reduzir, o marxismo, em todas as latitudes onde foi forçado, tornou sempre os homens iguais - apenas na infelicidade. Afinal, emocionalmente iguais aos mentores da coisa.
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Luta de massas ?

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Friday, November 28, 2008

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Notícias
Há alguém que saiba se o pastor Jerónimo vai ser reconduzido?
O mundo anseia pela dádiva de esclarecer esta dúvida.
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Conversos Convexos do Equador

Num continente perdido, num pontinho sideral
surgiu um Sol, que sorrindo bordou no eu côa dor
a ponto-luz epidérmico, num bordado casual,
um abraço de alegria e uma sopa de calor.
A Primavera nascia!
E esse Astro natural
fiou uma linha singela com o seu imenso esplendor,
a ligar o ponto Zénite, numa linha ortogonal,
cristalina, transparente, pela atmosfera do amor
prendida, para todo sempre,
do simples - ponto Vernal.
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Grita, mostra-me a cor do céu...
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Thursday, November 27, 2008

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Malaiko-Manda Rim

É motivo de alegria as análises do Financial Times apenas incidirem no campo da Economia e não se estenderem ao domínio da língua materna.
Se assim não fosse, o nosso dr. Teixeira, que ontem disse na AR – “… enquanto nos mantermos a discutir…” arriscaria ser novamente listado, e, repetidamente, não pelas melhores razões.
Que aborrecimento o acordo ortográfico tardar a chegar, para tornar certas certas coisas…

Porém, teme-se que a coisa possa demorar, pois tendo em conta a adesão da Indonésia à CPLP, pode alguém vir a lembrar-se de um novo acordo ortográfico que, além do porrtuguêis do sérrtão, passe depois a incluir traços da língua de Java, numa alegre sopa de letras, uma fusão a resultar num original mandarim “luso-malaiko”.

enkuaunto nus mantér mos há diz kutir
Tal veiz ouvécem menos errus…
Podia não ser mau de todo.
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Shortage of “fitas”
Sinais da crise. Até nos Tribunais, sítios predilectos ao desenrolar de fitas, elas acabam.
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O Zé que fazia animar a malta

Foi engraçado ouvir aquele génio super block que tem nome de pano, clamar contra o seu ex amigo Zé, usando duma verborreia gasta de 30 anos – “um duro golpe”, “atitude ao arrepio…”, “desvio”, etc.
Da mesma forma que a mentalidade block ainda veste camisas de quadradinhos, usa patilhas e calça botas ensebadas com o sebo restante da quarta internacional, também o vocabulário íntimo usa ainda termos como - revisionista, desviado, traidor, submarino, e outros mimos do género.
Ainda não repararam mas já ontem passaram trinta e três anos depois que a tropa decente lhes deu o tal “duro golpe” que os meteu em sentido.
Prontosss, lá estou eu a ser riássionário…
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Wednesday, November 26, 2008

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A gajada

Volta ao palco, o assunto Casa Pia. Um nojo perpetrado por gente vil e desprezível.
Como são possíveis monstruosidades assim, e que direitos terão os monstros que os livrem de penas severas?
O público espera que os criminosos tenham o que merecem. Mão dura e uma Justiça sem tibiezas nem complexos.
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Desenganem-se das velhas teorias

Ao contrário do que muitos pensavam, o assistencialismo não decorre do desenvolvimento económico.
O assistencialismo, com umas pitadas de socialismo e uns pozinhos de ilusionismo, transforma-se de consequência, em causa de desenvolvimento económico.
Quando se procura nas pastilhas adiar a injecção do antibiótico, a doença, não só piora, como demora mais tempo a passar.
Entre hesitações e compromissos, 0s sábios da Comissão andam, literalmente, às aranhas.
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Viver, segundo Vinícius
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Para viver um grande amor, preciso
É muita concentração e muito siso
Muita seriedade e pouco riso
Para viver um grande amor
Para viver um grande amor, mister
É ser um homem de uma só mulher
Pois ser de muitas - poxa! - é pra quem quer
Nem tem nenhum valor
Para viver um grande amor, primeiro
É preciso sagrar-se cavalheiro
E ser de sua dama por inteiro
Seja lá como for
Há de fazer do corpo uma morada
Onde clausure-se a mulher amada
E postar-se de fora com uma espada
Para viver um grande amor
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Para viver um grande amor direito
Não basta apenas ser um bom sujeito
É preciso também ter muito peito
Peito de remador
É sempre necessário ter em vista
Um crédito de rosas no florista
Muito mais, muito mais que na modista
Para viver um grande amor
Conta ponto saber fazer coisinhas
Ovos mexidos, camarões, sopinhas
Molhos, filés com fritas, comidinhas
Para depois do amor
E o que há de melhor que ir pra cozinha
E preparar com amor uma galinha
Com uma rica e gostosa farofinha
Para o seu grande amor?
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Para viver um grande amor, é muito
Muito importante viver sempre junto
E até ser, se possível, um só defunto
Pra não morrer de dor
É preciso um cuidado permanente
Não só com o corpo, mas também com a mente
Pois qualquer "baixo" seu a amada sente
E esfria um pouco o amor
Há de ser bem cortês sem cortesia
Doce e conciliador sem covardia
Saber ganhar dinheiro com poesia
Não ser um ganhador
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Mas tudo isso não adianta nada
Se nesta selva escura e desvairada
Não se souber achar a grande amada
Para viver um grande amor!
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Tuesday, November 25, 2008

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Se houvesse céu, certamente já saberíamos.

Começa hoje o congresso de uma igreja que, não acreditando num céu no céu, acredita no céu terreno, desde que organizado sob as teses de um comité central, curiosamente escolhido por dedinhos a apontarem o céu, e onde a banda desafina se não afina, sempre, pela modinha das ortodoxias.
Os que experimentaram o real, e viveram sob a luz do farol, não ficaram com saudades. Faltava quase tudo, em especial a fruta.
Talvez por isso pudessem mudar o nome para - Partido do Carbúnculo.
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Amigos da táctica

O presidente Cavaco Silva acreditou no seu amigo Dias Loureiro? Fez bem.
Independentemente do futuro, só fica mal quem mente. Não, quem acredita na palavra dada.
Não há lapsos em política, quando não se fazem coisas feias.
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Monday, November 24, 2008

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O prof. Marcelo segue a sua própria agenda, onde o PSD ou o país não vêm necessariamente inscritos como finalidade ou objectivo. O vasto leque de cenários que os precedem faz do PSD um mero valor de utilidade.




Contrariamente ao que possa parecer, o prof. Marcelo é, politicamente, um activo tóxico.
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Os hóspedes “do” Job

Para as boas obras ou para as coisas feias, faz muita diferença em Portugal - ter sido ministro. Ao soar do nome é todo um mundo de acessibilidades que magicamente se abre.
Contudo, parece pouco sério e nada útil pretender confundir acção política com simples casos de polícia. Felizmente, apesar da desconfiança quanto aos resultados, mantém-se o optimismo quanto às ovelhas negras continuarem excepções.

Como almofadinha de consolação contra o calo da descrença que nos cresceu na justiça, e apenas para acentuar contrastes e desenjoar, abordemos a coisa pelo lado do humor, recordando Millôr Fernandes:
- “Roube ainda hoje! Amanhã pode ser ilegal.”
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Alborada,
Francisco Tárrega

e a beleza de uma boa alvorada para toda esta semana.
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Saturday, November 22, 2008

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Jorge, pode não ser bem isso.
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Em vez de ser imediatamente servida no prato, há receitas em que a truta rende muito mais se primeiro for deixada a marinar e depois, com calma, ficar durante algum tempo a “alourar” em lume brando.
Há casos assim. Depende da arte do Cheff.
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Há casos em que se pediria mais colaboração ás leis da termodinâmica.

O país vai importar menos gasolina e mais electricidade?

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Friday, November 21, 2008

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A entre vista

Melancólica, dolorosa, quase pungente, a entrevista deixou o país à beira de uma comoção colectiva que arrisca submergi-lo num vale de lágrimas.
Vale-nos o simulacro de terramotos poder também ajudar nos afogamentos.
Não há rapazes maus.
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Vocações samaritanas

Dizem os jornais que Oliveira e Costa se despiu de todo o seu património, que terá transitado para a mulher no divórcio – amigável celebrado há oito meses.
Não querendo imaginar como seria um divórcio – não amigável, esta revelação vem apenas confirmar factos anteriores como os de Porto Rico, onde o banqueiro igualmente se foi desprender de 75 milhões de dólares – amigavelmente, e sem pedir nada em troca.
Para além de Santa Madre Teresa de Calcutá, serão raros corações tão beneméritos.
Hosana nas alturas.
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Imposibilidades em versos..
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Por estar com sede a rosinha e não gostar de limão,
aproveita a ocasião de espremer a laranjinha que os dias, sendo uns amigos,
fizeram-lhe esse jeitão
de mudarem as notícias que davam na televisão.
E amainarem castigos que vinham com o retrocesso,
de suspender o processo que ia ser de avaliação.



Chegam-lhe agora delícias no sopro que um furacão
levou às mãos da rosinha.
Que vai assim, do pé para a mão, apertar a laranjinha
para um jarro de de cristal.
Abrindo um corte na fruta, fazendo-lhe uma incisão,
principiando nos dias, como nos diz o jornal,
para que neste natal, se olvide a avaliação,
e na próxima eleição corra tudo menos mal,
nada melhor que uma truta,
ir recordar o Choupal,
- Num quartinho em solidão.
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Thursday, November 20, 2008

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Entre burgueses, soezes e ás vezes Menezes,

O país está a ficar chanfrado.
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Banco é, galinha o põe

Que um porto rico enriqueça, como dizem os jornais,
Por haver quem lhe ofereça, de milhões uns três quintais,
Quem lhe ofereça? Não!
Quem lhe compre dois contratos de ilusão
A comprar o ar do monte.
É a coisa mais natural, e nem fere a timidez.
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E se a dois dias, no natal,
Num bolo-rei de liquidez, saísse assim, tal e qual,
Um cadeirão desta vez?
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Wednesday, November 19, 2008

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Fraqueza tuga

O tuga, no geral, é fraquíssimo. Não só de carnes, mas sobretudo de espírito. Bastará recordar as carnes do teutão, do franco ou do galês, ou espíritos como Anaximandro de Mileto, Cícero, ou Tomás de Aquino, todos eles gente do povo, para se ver quão fraco é o tuga de extracção plebeia.
Por isso, é que isto não anda.
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Como muito bem lembra o João, aqui, devemos louvar muitas das nossas elites pelo denodo com que continuam lançando semente ao chão pedregoso que é o espírito tuga. Debalde.
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Como queria ter dito o poeta, se tivesse ousado arriscar uma chuva de ovos - “com gente desta, o Rei forte não faz forte a fraca gente”.
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"What You Get Is What You See"
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Tuesday, November 18, 2008

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Estavas Manuela posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruto,
Naquele engano de alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito…

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A dra. Ferreira Leite saiu repentinamente do seu sossego para surpreender a democracia, ameaçando-a de a suspender durante 6 meses - para se pôr tudo na ordem.
Não seria necessário ir a tanto para corrigir certos casos. Mesmo deixando de lado a ideia absurda de suspender a democracia, bastariam seis segundos, tantos como os que levam a colocar uma cruzinha no boletim de voto, para que alguns espécimes da nossa fauna política fossem removidos de cena. Assim o eleitor o quisesse.
Aliás, se houvesse coragem, seria o próprio sistema político, globalmente, que deveria sujeitar-se a referendo.
Parece que o país só poderá ser desencalhado com duas reformas de fundo: a descentralização do poder, com a regionalização, e um sistema eleitoral por círculos uninominais, de acesso livre a candidaturas de cidadãos independentes, e sem o método de Hondt a atrapalhar as coisas.
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Com um pé no cadafalso…

A Ministra da Educação não será defenestrada. Ela própria se meteu no labirinto e segue pelo seu pé para o cadafalso.
De cedência em cedência, a inépcia do governo está a permitir que a manipulação “pc” conduza os professores para um abismo onde não lhes serão reconhecidas a seriedade, a credibilidade e a competência.
O futuro desta geração de alunos já está praticamente enterrado. A queda da Ministra vai, seguidamente, - arrastar os professores.
O PSD virá rir, mas sem razão. Nunca esteve á altura das necessidades.
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Monday, November 17, 2008

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Como nesta latitude temos quatro estações, há quem considere o Outono a terceira estação, cabendo portanto ao Inverno ser a última.
Noutras latitudes, as que ficam entre os pontos máximos da Elíptica, a norte e a sul, apenas há duas estações – uma estação húmida, e uma seca.
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Assim se conclui não haver uma razão lógica que ordene as estações de modo a haver uma que seja a primeira e outra que seja a última. Esta forma de as ordenar assenta, parece-me, num ponto de vista pessimista, e não concordo com ela por me parecer algo forçado e redundante pretender ver no ciclo das estações (ciclo circular, sem início nem fim) uma réplica do ciclo natural da vida das espécies.
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A Terra não estaria parada até arrancar para a sua primeira translação no momento do tempo sideral a que o nosso calendário deu o nome de 21 de Março, e a que se convencionou chamar – primeiro dia da Primavera.
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Assim, e vendo as coisas do ponto de vista da vontade, não temos verdadeiramente uma idade de Primavera e outra de Outono.
No plano não físico, chamemos assim por simplicidade, todas as idades são igualmente pujantes e potencialmente portadoras e geradoras de felicidade. Depende tudo, como em quase tudo, de se querer ou não.
A vida está semeada cruzamentos e opções. E não optar, é em si mesmo uma opção a par das outras.
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O Earthquake regional,
Uma espécie de papa cerelac, um sucedâneo da oposição.

Vamos ter um terramoto em Lisboa, Santarém e Setúbal, simultaneamente. Uma coisa em grande, como se percebe.
Consta que o governo, na falta de oposição, organiza este terramoto para que o distraiam do tédio.
Compreende-se.
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Coisas que se aprendem:
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Estratégia do Ministério da Educação: - “de derrota em derrota, até à vitória final”.
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Só é pena ser a vitória de anos perdidos, esperanças queimadas, futuros comprometidos.
Tudo por medo e em nome dos complexos pós modernos.
Reprovações? Não. Não pode mesmo ser.
“No sex, please. We’re british…”
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Sunday, November 16, 2008

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Habilidades de saltim_Bancos

Já nem se estranha que possa um jornal dizer o que diz o Expresso de ontem sobre o BPN, e que o mundo continue rodando docemente como se nada fosse.
Não, até ao momento, não se ouviu que alguém tenha sido incomodado.
Nem o jornal que nos desfia aquele filme de salteadores, nem, admitindo como verdadeiras as tropelias relatadas, os putativos salteadores.
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Dizia-me o meu Pai, ainda não há muito tempo, - os Bancos costumavam ser pessoas de bem. Agora há os que se enganam, para enganarem deliberadamente os clientes.
Quase um presságio.
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Saturday, November 15, 2008

Friday, November 14, 2008

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A Treta continua!
A Vitória é certa!
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O ensino público está a chegar a um ponto de degradação que dentro em pouco apenas interessará ao exército de professores e funcionários que o compõem.
Aos alunos, vendo as coisas com realismo, já pouco diz.
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Quanto aos insultos aos professores e ao folclore dos ovos, este é o tempo do refluxo. Depois de retirada a autoridade á escola para lá se introduzir a democracia, aproxima-se rapidamente o triunfo da boçalidade. Fazendo par com os governos, um bando chamado associação de pais, que se representa unicamente a si próprio, vem desde há muito trabalhando afincadamente no sentido dessa vitória.
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A verdadeira geração rasca, aquela que decidiu, consentiu e frequentou o PREC, está prestes a ser coroada com mais um resultado perverso das suas alienações – uma geração que estará, cada vez mais, verdadeiramente á rasca.
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Supernova,




Where R U ?



Thursday, November 13, 2008

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Modelo de avaliação - Neverland
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Esperamos pacientemente o desvendar do modelo de avaliação de professores que estará na cabeça da drª. Manuela Piéssedê Leite, mais do seu ajudante - Paulo Rangel.
Entretanto, hoje de manhã, quando a drª. Manuela disse na rádio - “intervimos”, e a Luísa saltou logo a corrigir – “interviemos…”, foi um sarilho tentar explicar-lhe que a drª. Manuela pretende dirigir o país.
Quando ainda ontem á noite escrevi uma notinha á directora de turma da Luisa, pedindo que se evitassem os erros grosseiros a português nas correcções dos testes, pois o erro de escrever “ á” em vez de “há”, foi repetido três vezes na correcção do mesmo teste de ciências, é uma tristeza ouvir uma estrela do nosso firmamento político tropeçar assim.
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Hortaliça para todo o serviço.



Vá-se lá saber porquê a Bruxelas progressista havia proibido a venda de pepinos curvos. Agora, parece que a crise fez acordar qualquer coisa de bom senso na burocracia, e o pepino curvo voltou a estar autorizado, a par do pepino erecto, digamos assim.
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Ao perguntarmos que necessidade terá havido para os proibir anteriormente, aproveitamos para estranhar o facto de não se terem lembrado de certificar as bananas pela mesma regra.
Eventualmente, terão sido dificuldades fisiológicas associadas á banana que fizeram aquelas entidades virarem-se para o pepino, que, por ser naturalmente mais rijo, dura muito mais tempo sem se deformar, o que pode ser uma vantagem em certos casos.
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Quando aparecerá alguém que mande empepinar esta gente?
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Wednesday, November 12, 2008

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O João Miranda atirou-se a teses “geovagéticas”, como referi no post abaixo.
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Sem querer magoar, atrevo-me a sugerir que talvez pudesse reservar o estilo sapiens para quando escreve no Blasfémias, pois no Contemporâneo estamos habituados a toadas mais de nos ensinarem algo, e por norma costuma ser muito.
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João, não leve a mal eu ter dito “a toadas” e não ter dito “atoardas”. Por favor, não queria que confundisse.
- no hard feelings?
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Coisas que se aprendem

O espanto deste post poderia levar a pensar na razão das mulheres raramente optarem por batom azul.
Será por quererem fugir á possibilidade, mesmo remota, de induzir ligações á doença da língua azul, e assim, podendo confundir-se lábios de vaca com língua de mulher, isso desgraduar os exemplares mais vistosos?
Os teóricos residentes saberão responder a isso. Pede-se ciência.
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Por mais que queiramos, todos estaremos sempre inacabados.
Mais ainda os que, de se sentirem muito contentinhos, nem pensam nisso.
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Tuesday, November 11, 2008

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Dia de Angola








Havemos de voltar
(Agostinho Neto)

Às casas, às nossas lavras
às praias, aos nossos campos
havemos de voltar.
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Às nossas terras
vermelhas do café
brancas de algodão
verdes dos milharais
havemos de voltar.
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Às nossas minas de diamantes
ouro, cobre, de petróleo
havemos de voltar.
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Aos nossos rios, nossos lagos
às montanhas, às florestas
havemos de voltar.
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À frescura da mulemba
às nossas tradições
aos ritmos e às fogueiras
havemos de voltar.
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À marimba e ao quissange
ao nosso carnaval
havemos de voltar.
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À bela pátria angolana
nossa terra, nossa mãe
havemos de voltar.
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Havemos de voltar
À Angola libertada
Angola independente.
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Sunday, November 9, 2008

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O eterno figurino

De sangue novo, em vez da aguadilha que lhe corre nas veias ressequidas, está a precisar a democracia a que temos direito, e que cada dia cheira mais a bodum, eventualmente by “calvin klein” para se manter em linha com o, agora, “power point por interposto Magalhães”.
Seja por a sociedade civil não existir de facto, seja por o sistema político ser uma barreira ao seu florescimento, a verdade é que há 30 anos não se vê nada de novo. Nem ideias, nem mentores, nem motores.
Que entusiasmo arrastará alguém atrás dos que temos, e que vemos sempre iguais a si próprios apesar de repetidamente reciclados pelos estágios do costume, nos lugares do regime?
Onde estão as diferenças entre os Santanas, Portas, etc. de agora, relativamente aos Portas, Lopes, ou Menezes de ontem? Que coisas fariam melhor amanhã do que fizeram ontem, e que possam justificar a ameaça de continuarem a entupir-nos o futuro?
Nada, evidentemente. Absolutamente nada.
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Até a dra. Manuela, que ainda há escassos seis meses defendia a avaliação de desempenho dos professores, vem agora, eufemísticamente e em nome de ambições eleitorais desligar-se desse tema.
Perante esta novidade, caberá perguntar-se: Onde paira a seriedade política, se alguma vez existiu?
O drama nem é o pessoal político tudo fazer para se manter á tona, pois é da natureza do poder agarrar-se á pele dos que o experimentam. O verdadeiramente desastroso para o futuro, é não emergir sangue novo que os substitua. Porque não querem, mas sobretudo porque (estes) não o permitem.
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Saturday, November 8, 2008

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O humor fino.

Aquela das castanhas assadas e “modeladas”, é uma tirada e tanto.
Talvez a Dra. Manuela aprecie as ditas. Mesmo a depenicar, umas castanhitas faziam-lhe bem. Digo castanhitas, mas quem sabe se não preferiria castanholas, agora que a líder da oposição começa a mostrar que quer dançar. Pena que tenha os passos trocados, e que seja tão repetente na música…
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Thursday, November 6, 2008

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A lição de um grande país.

A naturalidade com que os americanos aceitam a vitória do candidato que não era o seu, a forma como imediatamente se incorporam na nova situação e genuinamente se unem á volta do novo presidente, mostra duas coisas admiráveis.
Mostra como a democracia está profundamente enraizada na maneira de pensar dos cidadãos, e mostra o alto apreço em que é vivida a ideia de Liberdade.



Uma vez mais, e necessariamente desta vez com um significado histórico, os Estados Unidos da América mostraram como se faz e como é bonito fazer-se.
A vitória Obama não é apenas uma vitória sobre quaisquer preconceitos raciais. É sobretudo a vitória da Liberdade e da igualdade de oportunidades, de que a América continua a ser o vértice.
Com todos os seus problemas, e são muitos, a América permanece como uma fortíssima ideia de rejuvenescimento e de futuro.

Freedom will prevail.
Thank you America.
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Diabretes e Tiranetes

Sejam quais forem as dificuldades ao exercício de uma normal acção política, na Madeira como em qualquer parte, é sempre uma perda para a democracia constatar-se que um deputado terá grandes dificuldades em representar os cidadãos quando dificilmente consegue representar-se a si próprio com a expectável, e exigível – categoria.
Há melhores maneiras, e mais sérias, de combater politicamente o opositor do que atirarmo-nos á lama para lutar com ele.
A democracia permanece ainda um corpo estranho em muitas das mentes que nos rodeiam. Tanto na situação como na oposição.
É de lamentar.

Wednesday, November 5, 2008

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Ouve-se no vento.

Consta haver uma cadeirinha onde estará inscrito o nome Finibanco, que estará pousada ao lado do BPN aguardando pelo momento em que aquele lá se irá delicadamente sentar. Ou Finar, não se ouviram certezas.
Também ainda não se ouviram sinais á navegação por parte do sr. Almirante Reis.
Estará estudando as cartas. É o mais provável.
Seria aborrecido se mais uma vez demorasse a levantar ferro, fazendo atrasar a chegada a bom porto.
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O desnorte completo
Já quase tudo equivale ao 9º ano de escolaridade.



Talvez por isso se queira agora evitar aos alunos a maçada das reprovações, aproveitando também para se rechear o currículo aos professores com resultados 100% positivos, garantindo assim ao sistema uma imagem de qualidade “outstanding”.
É a estatística da imagem que triunfa, quando as probabilidades passam a certezas. Em breve, bastará morar em frente á universidade, para…
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Há dias, vi um anúncio que pedia - engenheiros - anteriores a Bolonha.
Pelo que se vê, parece lógico.
Um mundo uni-collour



Há um pulsar pelo Obama, que vai do louçãnito ao nobre Guedes.
Onde é que está o Wally?
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Tuesday, November 4, 2008

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Demolidor e divertido

Goste-se ou não, Bagão Félix é daquelas pessoas que parece sempre ter razão no que diz.
Por isso, fica-se atónito com o resumo que faz do – Banco de Portugal só fazer praticamente duas coisas:
Previsões macroeconómicas, em que falha repetidamente, e a supervisão do sistema bancário, em que chega sempre atrasado.
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Adivinha quem vai estoirar:

se um banco incomoda muita gente,
dois bancos incomodam muito mais...

- Qual será o outro?


Nota: há Bancos, e bancos.
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Monday, November 3, 2008

- Declaração de interesse:
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Infelizmente não voto lá.
Infelizmente
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Galáxias ocultas – um universo a descobrir.
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Quando se criaram as sociedades por acções visava-se, é de crer, que elas fossem providas de boas acções, quer teóricas, quer práticas.
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As acções clandestinas do Banco do Portugal Nebuloso só podiam ocorrer em dois cenários: ou numa nebulosa demasiado abundante em astros de primeira grandeza, cujas emanações luminosas, ofuscando o Estado, escondessem tudo á sua volta, ou por défice oftalmológico do Almirante Reis, eventualmente laxista por não recorrer a instrumentos ópticos capazes de separar bem as imagens que lhe obstruiam as oculares.
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Teme-se que as ditas acções clandestinas possam ter sido feitas numa clandestinidade tão clandestina, que não seja possível encontrarem-se os clandestinos actores, autores dessas clandestinas acções clandestinas.
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Há um blog que peca frequentemente por falar naquilo que, na democracia a que temos direito, não se pode, ou não se deve dizer. O sucesso do Jumento mostra como esta democracia seria tanto melhor quanto menor fosse o défice neste género de pecadores, começando pela comunicação social. Parabéns e continuação de bons coices, que é o que faz falta.
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Perguntará o eventual leitor,

se a simultaneidade do caso BPN e do salão erótico terá sido mera coincidência, ou se o sistema bancário anda á procura de ajudas á recuperação de virilidades em baixa?
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Sunday, November 2, 2008



bem-me-quer, bem-me-quer

O malmequer pequenino
Disse um dia á linda rosa

Tu és a minha rainha
Lindinha, és a mais formosa.