Wednesday, December 31, 2008


Que se realizem, pelo menos alguns, no ano que está a chegar!

Anna Soong, dreams (1997)
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Happy New Year
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Monday, December 29, 2008

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Frases
“Em Portugal até os extremistas são boas pessoas”.

(João César da Neves, no DN)

Veja-se o caso dos directores do PCP, - todos boas pessoas que se mantêm firmes na defesa do terrorismo, e aos quais, precisamente por serem boas pessoas, o regime não incomoda e ainda lhes pede desculpa.
É por os extremistas oficialmente maus serem todos neo-nazis e não haver nenhum neo-estalinista nem neo-EnverHoxista, que podemos concluir que o PCP e o BE são grupos “sistémicos” povoados de gente boa.
O serem oficialmente boas pessoas decorre certamente de serem sistémicos, pois se fosse ao contrário haveria neles uma mácula ideológica muito grave. Assim, eles são oficialmente bons mas é o sistema que não presta.
Ficamos muito mais sossegados.
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Sunday, December 28, 2008

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Inclinações…

O Amigo RCP também faz relatos facciosos: “… depois de mais uma ameaça do hamas ???”
Não, o hamas não ameaçou. O hamas anda desde 19 de Dezembro a lançar mísseis e morteiros, indiscriminadamente, sobre a população civil de Israel.
É mais do que natural, e inteiramente legítimo, as pessoas perderem a paciência.
Até o presidente da Autoridade Palestiniana disse que as culpas são do hamas. Muitos europeus, porém, inclinam-se a ver nas coisas, coisas diferentes da realidade. É o costume.
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Marco de 2008

Foi no ano de 1520 que se deu a chegada do primeiro europeu ao Rio da Prata. Era a primeira viagem de circum-navegação, na qual Fernão de Magalhães provaria que navegando sempre na mesma direcção se voltava ao ponto de partida.

Nos nossos dias, 488 anos após este fantástico episódio, eis que, inesperadamente, um espírito empreendedor, desempoeirado, e orientado por uma visão estratégica, toma decididamente uma singela caixinha electrónica para nela assentar o vector de uma nova e extraordinária gesta - a viagem da info-inclusão em banda larga - que vai mostrar aos mundos como pode um país, navegando sempre na mesma direcção, não sair do ponto de partida nem chegar a parte alguma.



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Have you got your “Mag” today?

It's a long way to Tipperary,

It's a long way to go.

It's a long way to Tipperary...

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Saturday, December 27, 2008

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esquecida no orçamento

manteiga meio-sal,
não faz bem, nem faz mal.
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Dias de defender a Liberdade
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apesar do hamas,
apesar do Irão,
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"Freedom Will Prevail"
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Friday, December 26, 2008

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Pavlov ao cerco do Porto - com urgência

O cerco do Porto mostra a necessidade de se regressar a Pavlov e aos seus métodos de aprendizagem.
Refiro-me, claro está, à sra. presidente do conselho executivo, à sra. professora de psicologia, e em geral a todos os professores a quem a experiência de uns calduços ou uns sopapos muito ajudaria a fazer perceber quais são os limites de uma brincadeira.
Os miúdos simpáticos e brincalhões, só têm 18 anos. Não são eles os culpados, naturalmente…
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Também a certos presidentes de umas coisas chamadas "associações de Pais" faria bem um estágio na cova da moura ou no lagarteiro, para ficarem com uma ideia de como serão os adultos, actualmente "miúdos", após a preparação que estão a receber na escola pública.
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Thursday, December 25, 2008

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Israel




Tzipi Livni vai ser o novo rosto de Israel.
Pelo que se ouve e lê, parece saber bem o que quer. Além do mais, é uma mulher interessante, coisa que ajuda ao glamour emanado daquele pequeno país, do qual todos nos devemos sentir cidadãos.
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Interpretações e opiniões

Não li na mensagem de natal do Papa qualquer desrespeito pelas diferentes orientações sexuais. Nem pelas desorientações.
Apenas percebi lá, a expressão das orientações oficiais católicas. Opiniões, portanto.
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Tuesday, December 23, 2008

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O fado português

O português nunca está bem. Ou está mal, ou menos mal. Nunca bem. Num segundo, passa da bazófia ao queixume.
Seja a que título for - lamenta-se. Aproveita tudo para se queixar e fazer o choradinho. E depois, resigna-se e vai ouvir cantar o fado.
Estranhamente, uma curiosa idiossincrasia parece tornar o queixume numa parte importante da terapia.
Pessoas tidas geralmente como inteligentes ocupam horas e horas a discutir arbitragens, usando de argumentação mentalmente retardada.
Certamente pagam-lhes muito bem para isso. Só pode ser…
Não, não estou a falar do Rui Oliveira e Costa.
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Coisas que não precisam do Tribunal Constitucional:

Diz-se que para conferir a um carro o estatuto de “automóvel antigo” basta que tenha um autocolante no vidro traseiro a dizer: “Benfica Campeão”.
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LATAN



Se a Mulher fosse o sexo forte, teríamos Mãe Natal, e talvez menina Jazz.
E Maria, obviamente, não precisaria de ser virgem. A ideia de que o desfloramento corrompe, é uma produção masculina. A própria palavra já traduz isso mesmo.
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Monday, December 22, 2008

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Alguns Reis Magos – existem

O Grande Baltasar é um Rei Mago.
Aqui vão os meus parabéns.
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Os partidos “sistémicos” continuam a gozar o país.

Nestes tempos de crise, o PSD Madeira aprovou uma subvenção extra aos partidos do arquipélago, no valor de aproximadamente € 8 Milhões.
O PND Madeira, para reclamar e chamar a atenção do público, decidiu devolver aos reformados o “Bónus de € 7.500 que lhe coube”.
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O fartar vilanagem é um problema “sistémico”. Já se sabia.
Não se sabia é que a lata chegasse a tanto.
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Estás um brincalhão...
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Esta é a anedota do ano, contada em € 750 Milhões...
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Esta é a miséria humana. A nossa miséria. A miséria em que vivemos.
No dia de natal damos e recebemos presentes. Também calha,quando calha, darmos esmolas nestes dias. Na próxima semana, passou o natal. Vamos festejar com champagne a chegada de um novo ano. Os que pedem esmola são rapidamente esquecidos até ao próximo natal.
A maneira de corrigir isto não passa certamente por salvar os milionários do BPP. Nem o assistencialismo pontual parece ser o caminho.
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Continuo a acreditar que o progresso só vem com mais liberdade individual, mais liberdade económica, menos Estado e mais barato, menos impostos, justiça mais rápida, mais responsabilidade individual, mais educação, mais respeito pelo outro e mais civismo.
Neste tempo de afunilamento económico é preciso regressar rápida e decididamente - ao “Laissez-faire”.
Ao contrário do que pode parecer, é menos regulação que faz falta. Não o contrário.
Infelizmente há um deserto onde deveria estar a Direita.
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Sunday, December 21, 2008

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“… as suas apostas, mesmo que estejam perdidas, são para ganhar.”

Este Rui Santos é um teorizador da bola. Um filósofo do esférico. Um moralizador da rapaqueca, como diria o outro.
É o nosso Nobel das quatro linhas...
Literalmente, pois nem com "tempo extra" vai além disso.

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(confirmações 2008)
Mourinho Special

A sorte repetida, não é sorte.
- É "Qualidade"
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(inovações 2008)
Novo conceito na política:

- Fogo Amigo.
Foi inventado pelo poeta Alegre.
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«Não foi um problema de falta aplicação» – Paulo Bento.
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- Foi falta de explicação?
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A Crédi-Metadona

Empresas e particulares, estamos todos viciados em crédito. Depois da intoxicação a que chegámos, o governo, na falta de ideias melhores, optou por organizar com a Banca - o retorno à mesma droga.
Só que agora, a Banca fechou a torneira e apenas empresta chapéus-de-chuva, mesmo, mesmo, quando faz sol. Pode ser que a fome venha a curar-nos da droga e passemos a viver melhor, com menos crédito.
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O Walt Disney, no início da sua empresa, esteve falido e os bancos também lhe fecharam a torneira. Walt ficou tão irritado que alterou os estatutos da empresa de modo a que ficasse proibida de recorrer a crédito bancário.
O Walt Disney safou-se, mesmo sem crédito. Se calhar, safou-se por lhe terem cortado o crédito.
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Saturday, December 20, 2008

O Estado que somos todos nós, temos vivido nessa mentirola, ajuda os necessitados, desde que sejam necessitados do Estado.
Os outros não. Esses, que vão bugiar.
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Já nem falta descaramento.
Este país, o que não é Estado mas que o paga, está uma merda.
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Zoo camarário

Temos Formiga e temos Cigarra.
Além do "Zé", que já era candidato, temos agora também o dr. Portas a querer ser o Oxiúro na próxima Câmara.
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Friday, December 19, 2008

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Previsões para 2009
Prevê-se a revelação de que a Casa Pia era um Jardim Botânico, onde, para preservação da flora, estava vedado o acesso a crianças.
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Coerência, Lógica, Lógica Coerente, oportunismo político e falta de coragem, o que são?

O PSD, depois de ter votado a favor por duas vezes, votou agora contra – “o mesmo” Estatuto Político-Administrativo dos Açores.
- Talvez o PSD queira fazer o favor de esclarecer o país, se souber como fazê-lo sem cair mais no ridículo.
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Hoje está um lindo sol.
E também é - Frái Dei.
Dez a Nove é um grande resultado.

O Benfica precisava de 8 e colheu "-1". Ou seja, faltava-lhe alguma coisita para que não tivesse nada.
Não, não estou a dizer que o Kick Flowers estudou matemática no sindicato do post abaixo. Porém...
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Nem a matemática já é o que era.
O ensino vai calamitoso. eheheh

Lembra-me o caso das médias, em que uma pessoa com os pés no forno e a cabeça na geleira, está a uma temperatura média agradável...
O sindicato é divertido, valha-nos isso.
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Bom dia.



Felizmente, nem todas as teorias se confirmam em todas as circunstâncias.
Se assim não fosse, o mundo seria uma coisa "à là carte", antecipadamente arrumada e provada, sem o sal do imprevisto.
Subitamente, podem aparecer excepções, verdadeiramente - "excepcionais". Algumas sempre estiveram lá, mas por diferentes razões não tinhamos dado com elas.
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Thursday, December 18, 2008

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Os tais Reis
A minha filha Margarida, que em pequena era um verdadeiro repolho, dizia - os três Reis “Magros”, são: Melchior, Maltazar e Raspar.
ehhehehe
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Wednesday, December 17, 2008

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Correio do coração

Certamente por ser natal, o BBVA, gentilmente e sem que eu lhe tivesse pedido nada, enviou-me pelo correio um cheque para eu depositar na minha conta.
Já está pré-aprovado, a taxa é de uns módicos 25,17% (TAEG) e o reembolso é por 72 meses, à razão de uma ninharia mensal. Quem disse que não há crédito?

Não gostava de ser indelicado, mas não sei se hei-de aceitar tanta amabilidade.
Que me diria o eventual leitor?
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christmas time
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Nelly kisses Peter Santa
happyness kisses almost everybody around
while watching from the backyard, Doors wants to kiss them too
incidentally, he will
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a Câmara dá-se a um e a outro
é uma doidivanas
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Tuesday, December 16, 2008

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Dúvida inquietante

Poderia ser motivo de inquietação aflorar a ideia de poder pertencer a órgãos sociais da sua Fundação, alguém referido neste parágrafo do dr. Soares:
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De poucas horas se fazem as recorrentes "Alegrias"

Como ontem disse aqui, já hoje surgiu o desmentido previsto.
Nem sim, nem não, antes pelo contrário, quer dizer, não, não, onde se ouviu uma ideia dessas?
Como diria o seu amigo Lello, Manuel Alegre prossegue "parasitando" (sic) vários projectos do PS.
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A Politica, segundo a actividade económica

PS – sociedade unipessoal
PSD – sociedade anónima, de irresponsabilidade ilimitada
CDS – sociedade em comandita
PCP – sociedade de estivadores do leste
Berlouco – crazy rouge, entertainment

Portas – vendedor de “quentes e boas”
Anacleto – vendedor de cautelas premiadas
Alegre – amolador, amolando por conta própria.

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Agradecimento: a ideia “unipessoal” veio do João.
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Monday, December 15, 2008

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É tão bom - o quentinho…

Ciclicamente, lá vem o poeta Manuel Alegre com os seus arranques dúbios q.b. sempre inconsequentes mas geradores de animação.
No momento apropriado virão as arrecuas a providenciarem as tão apreciadas e úteis "Garantias" de "continuidades".
"Don’t worry, be happy". O poeta é marinheiro de fundos secos.

Aliás, tal como ocorre com frequência no nosso panorama político, sem o chapéu-de-chuva PS ou PSD quase todos os políticos que o Abril nos deu nem conseguiriam ser eleitos para vogais de um quartel de bombeiros. Morreriam de pneumonia política no maior anonimato.
É só fumaça. Alegre, mas fumaça, como diria um ilustre Almirante.

Com peso político próprio “apesar” das elites partidárias, e com expressão de significado no país, apenas tivemos Sá Carneiro, Ramalho Eanes, e Cavaco Silva.
É muito pouco para 35 anos.
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… Tejo que levas as águas, abertas de par em par,
Não perturbeis o poeta, não vá ele desanimar…
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Saturday, December 13, 2008

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Chove chuva, chove sem parar
Chove chuva, chove sem parar
Pois eu vou fazer uma prece
Pra Deus, Nosso Senhor
Pra chuva parar de molhar
O meu divino amor
Que é muito lindo
É mais que o infinito
É puro e é belo
Inocente como a flor
Por favor, chuva ruim
Não molhe mais o meu amor assim
Por favor, chuva ruim
Não molhe mais o meu amor assim
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Friday, December 12, 2008

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J. S. Bach - a abóbada celeste que encima o universo da música.
Fantástico Bach.

Cello Suite No.1 -Prelude
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Das Mónicas a Pinheiro da Cruz,
qual o nosso melhor Resort?


Como os presos continuam em Guantánamo, é de supor existirem razões para que continuem presos.
O que não parece sensato, por não ser humanitário e carecer de qualquer lógica é a curiosa proposta de trasladação.
Partindo do princípio que os presos devem continuar presos, e excluindo as maiores facilidades de fuga e o livre acesso a circuitos organizados para consumo de drogas, ninguém imaginará que a oferta nacional em hotelaria de reclusão possa, sob qualquer aspecto, aproximar-se das condições em que os referidos presos se encontram em Guantánamo.
Já quanto à segurança geral é fácil perceber a total exposição em que ficaría o país, com maior probabilidade de sofrer ataques e outras chantagens, se o governo pudesse consumar este absurdo.
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Thursday, December 11, 2008

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Hoje é dia - Manoel de Oliveira,

Manoel de Oliveira é reconhecidamente - um dos maiores artistas do Mundo.
Confesso que a filmografia de Manoel de Oliveira me impressiona pela estética e pela beleza da imagem, mas tende a adormecer-me pela melancolia dos ritmos.
Com mais sentido de oportunidade, digo-o sem ser jocoso, a Nespresso teria convidado o distinto Manoel para o lugar do Clooney. Estaria lá com muito mais propriedade.

Segundo dizia Cícero, "para se ter vida longa é preciso viver devagar".
Manuel de Oliveira vive como filma.
Parabéns.
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vitaminas para refrescar o dia
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e acalmar dores de cabeça
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Wednesday, December 10, 2008

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Avé Maria, Santa Maria


Sentires: De repente, por uma biologia favorável, nascemos. Depois, por aqui deambulamos à procura de sentidos. Nos deuses, nas filosofias, muitos crêem encontrá-los. Calha por vezes encontrar o amor. Há sempre dor. Nossa, de outros em nós e de outros noutros. Antes de nós muitos pisaram este mesmo chão. Já não estão. O universo prossegue indiferente. E prosseguirá depois de nós. E nós? Aos mais afortunados calha-lhes viverem entre gente inteligente. Para outros não é coisa que a alguém apoquente. Felizmente há o belo. Apenas no amor e no belo, que é a outra face do amor, há sentido.
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Quem sabe…?

O dossier educação já tomou proporções que largamente influenciarão o futuro deste governo. Pode dizer-se, sem errar muito, que a vitória ou derrota do governo, e do PS nas próximas eleições, estão em larga medida ligadas ao que vier a acontecer com a educação.
O governo, inexplicavelmente, persiste na ideia de impor aos professores o modelo de avaliação que eles contestam.

Aparentemente, e aqui reside o absurdo político, o governo parece não ter um plano B.
Sócrates, ao mesmo tempo que investe tudo no modelo de avaliação, vai cada dia mais adiante - em direcção ao cantinho em que se está voluntariamente a entalar.
Sem porta de saída visível, e sem plano B, Santana Lopes pode vir ter razão.

De facto, o amorfismo a que o PSD se votou é o melhor caldo para o PS confeccionar uma nova maioria absoluta.
De facto, Santana Lopes pode vir a ter razão.
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Nem Keynes era sempre Keynesiano…

Nada como uma crise grave para lançar luz sobre certas coisas.
- Seria lógico, e sensato sob qualquer ponto de vista, realizarem-se os investimentos previstos no TGV, apenas para aproximar Porto e Lisboa em cerca de 15 minutos?
- E o aeroporto de Lisboa, cuja capacidade estaria a esgotar-se rapidamente, afinal poderá sobrar mais uns anitos se vierem a confirmar-se os cenários anunciados.

Só falta mesmo saber – claramente sabido – qual a opinião do PSD a este respeito, se por acaso tiver alguma.
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Tuesday, December 9, 2008

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Virgens ofendidas

Por não terem estado presentes a determinada cerimónia, há deputados que estão a ser alvo da censura de alguns sectores do público.
Esta síndrome tarda em abandonar-nos.
Sendo certo que os que mais criticam os faltosos faltam igualmente eles próprios às suas obrigações, também acontece ao país, bem ponderados todos os pontos, atrasar-se tanto nas faltas dos deputados como adiantar-se com as suas presenças.
É essa uma verdade ao abrigo de qualquer sofisma, pois o país sobreviveu sem o amparo de S. Bento, e lá foi avançando, desde a batalha de S. Mamede até há poucas dezenas de anos.

Ainda há poucos campeonatos, uma comitiva da AR, com o dr. Alberto Martins e o dr. Menezes à testa, suava as estopinhas para realizar denodado trabalho político no forno de Sevilha e ninguém reparou na situação, aliás normal, de não ser possível a alguém trabalhar em S. Bento quando, manifestamente, se encontra a trabalhar noutro local.

Não fora o facto de a dita comitiva - inesperadamente e enquanto se aplicava no exercício da acção política - ter sido surpreendida por um desfile engalanado da equipa do Futebol Clube do Porto, e ninguém até hoje teria reparado que os deputados da AR também trabalham, e bem, fora de portas.
Aliás, terão sido os jornalistas a alertarem a Direcção do FCP para a presença dos deputados. Dada a coincidência dos srs. deputados também estarem naquele momento em Sevilha, não seria simpático convidá-los a assistir ao jogo? Ao que sr. Pinto da Costa, gentilmente, logo pediu que os fossem convidar.
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Mistérios engraçados.

Para emprestarem a salvação da falência ao BPP, os Bancos exigem do Estado a garantia desses financiamentos.
Assim, é o Estado, e apenas o Estado, a correr todo o risco da operação.
O ministro diz que o Estado não tem quaisquer custos e que o risco fica coberto pelas obras de arte e pelos demais bens patrimoniais do BPP.
Parece uma argumentação pouco consistente, pois se o valor real do património fosse suficiente para cobrir os financiamentos, para que exigiriam os Bancos a garantia do Estado?
E por que teria o Estado que ir garantir a coisa?
Por favor, não estamos na Disneyland...
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Monday, December 8, 2008

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Desatenções
Na Grécia, um jovem que atirou uma bomba incendiária sem saber que tal não era permitido, foi atingido por um polícia que sabendo não ser permitido atirar bombas, não sabia ser ainda menos permitido disparar sobre quem esteja a incendiar a propriedade.
Lá está: culpa dos governos não informarem convenientemente as populações.
Depois queixem-se.
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"Timeo hominem unius libri"
- "Temo o homem de um só livro"

(Cícero)

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melhor que o sorriso das estrelas,
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só o riso das supernovas

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Sunday, December 7, 2008

Saturday, December 6, 2008

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O Chá
O termo “chá” provém dos vocábulos chineses – tchai, cha e tay - que designavam a bebida e as folhas da “Camellia Sinensis”.

Curiosamente, as mais de 3.000 variedades de Chá, distintas no sabor, no perfume, na acidez, nas tonalidades e matizes de cada infusão e ainda nas suas características mais calmantes ou revigorantes, têm origem numa única espécie botânica: o arbusto conhecido como a planta do Chá, a “Camellia Sinensis”.

O clima, o tipo de solo, a altitude, a época e o modo de colheita, resultam em folhas de diferentes comprimentos e tonalidades e com diversas características de sabores e aromas.
Os processos de secagem e armazenamento e as misturas de diferentes tipos de folhas, são factores que condicionam as características do sabor e da qualidade do Chá, resultando numa extensa variedade de opções finais.
As melhores folhas, de que resultam as infusões mais finas e delicadas, provêm dos jardins de Chá situados entre os 1.000 m e os 2.500 m de altitude, e consoante as suas características classificam-se genericamente em três grandes grupos :




O Chá Preto
Depois de colhidas, as folhas secam à sombra e ao ar, durante um período que vai de 16 a 24h.
É esta oxidação natural que confere às folhas a sua cor castanha escura ou avermelhada e o sabor característico.
Seguidamente são enroladas num período de tempo que deverá durar menos de meia hora para que as folhas terminem a sua fermentação em repouso, nas duas a três horas seguintes.


O Chá Verde
Uma vez colhidas, as folhas são rapidamente secas, normalmente a vapor, para impedir que se dê o processo de fermentação, mantendo assim a sua tonalidade verde original.
Desde sempre muito popular na China e no Japão, o interesse por este Chá tem vindo a crescer no Ocidente devido à sua riqueza em antioxidantes naturais, nomeadamente os polifenóis, que actuam sobre o excesso de radicais livres, principais responsáveis pelo envelhecimento.



O Chá “Oolong”
O Chá “Oolong” é um Chá geralmente de folhas grandes, e resulta de um processo intermédio no que respeita ao período de fermentação, que é interrompido de modo a que as folhas fermentem apenas entre 4 a 14 horas.
É portanto um Chá semi fermentado.
O Chá “Oolong” nasceu na ilha Formosa, onde teve início esta forma de tratamento das folhas e que resulta num Chá de sabor muito agradável. O “Oolong” é um chá fraco em teína.

Existe ainda o Chá Branco, um Chá pouco conhecido no Ocidente e que é obtido pela infusão dos botões das flores da planta do Chá que uma vez colhidos, são secos por vaporização.


As Infusões
São infusões de plantas, botões de flores ou ervas reconhecidas pela medicina tradicional como possuindo propriedades terapêuticas diversas. Não são realmente Chá, pois não derivam da “Camellia Sinensis”.




O Chá das 5
O Chá da tarde, o famoso 5 O’Clock tea, é uma tradição introduzida na Corte Inglesa pela Rainha Catarina de Bragança de Portugal. A expansão marítima e colonial britânica viria a popularizar o consumo do Chá tornando-o, a seguir à água, o líquido mais bebido em todo o Mundo.
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Interrogações:

Haverá alguém que possa salvar o PSD?
Alguém capaz de salvá-lo dele próprio?
Parece-me que nenhum dos nomes já ventilados poderá servir essa missão.
Uns por já terem sido experimentados, outros, como Passos Coelho, por chegarem despontando de sombras também elas já requentadas.
A coisa, parece-me, precisaria de alguém mesmo novo. Alguém com menos ribalta e com mais clareza de objectivos. Alguém como Alexandre Relvas.
Not less.
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Parabéns ao TOMARPARTIDO, pelos seus 5 anos.
E parabéns ao Jorge pela sua excelente e incansável caminhada a blogar.
O TOMARPARTIDO é uma referência a ler sempre. E está cada dia melhor...
Aquele abraço.
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Thursday, December 4, 2008

Wednesday, December 3, 2008

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Invisíveis correntes
Há mais de 20.000 falências por ano e o Estado não tinha por hábito judar ninguém.
Ah, mas o BPP é diferente. Não chegou bem a entrar em falência...
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Tuesday, December 2, 2008

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Para a melhorar a imagem pós BPP,
o país vai mudar de nome:

Allparv

– tudo malta fixe e super porreira.
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Sugestão quase desnecessária

Atendendo ao leque accionista e à clientela do Banco Privado - aquele onde apenas com €100.000,00 se podia entrar e abrir conta - não convirá comentar a ajuda do Estado nem os custos em que o Estado incorre ou os riscos que corre por acorrer a salvá-lo do estado de falência a que chegou.
Não convém comentar, nem sequer ir mais longe.
Bico calado, portanto.
Isto nunca aconteceu, e se tivesse acontecido estava correcto.
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Monday, December 1, 2008

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George Gershwin as Rosemary says:
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Remarkably current



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A razão dos 98%
O politburo do pcp tem dois membros tão baixinhos, tão baixinhos, que naquela floresta de braços levantados por mais que se estiquem não conseguem fazer ver os seus.
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Que seria de nós, se não fosse o aquecimento global...
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Sunday, November 30, 2008

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Oliveiras e Querubins

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Dizem-nos os jornais ter Oliveira e Costa assumido sozinho o assunto BPN. Foi ele – e apenas ele – quem terá imaginado, arquitectado e executado o fantástico case study.
Todos os demais administradores e directores do Banco, por não terem estado envolvidos nem participado em nada, estarão no mais absoluto estado virginal.
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Uma aura límpida, alva e de uma brancura das neves, se assim se poderá dizer, terá em todos os momentos resplandecido a envolver e aconchegar todo o séquito de quase Querubins que naquele tempo, como com os apóstolos no tempo de Jesus, se reuniam à volta do mestre para – também aqui à sombra de uma Oliveira – escutarem palavras de transacção.
E, como naquele tempo, igualmente por serem sábias as palavras e claros os sentidos, aos quase Querubins, em êxtase e com a voz embargada, nunca ocorreu questionar o mestre.
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Depois, levantando-se e dirigindo-se aos fiéis, o mestre pedia-lhes que assinassem as contas, ao que eles aquiesciam com enlevo e sem perguntas, ajoelhando e dizendo todos – louvemos o mestre. Após o que o mestre procedia aos milagres em que do nada fazia dólares, que depois multiplicava em ainda mais euros, e vice-versa.
Terá sido assim por diversas vezes até que os milagres mal pararam em €700 Milhões.
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Nada disto, nem a credulidade nem tão pouco o poder de conversão pode admirar alguém. A única coisa que verdadeiramente admira no mestre, é que a um espírito assim tão forte e tão avassaladoramente conversor de tantos doutores deste tempo, e deste templo, não tenha ocorrido fundar uma igreja em vez de um banco.
Pelo maná que se lê, e sem regulação ou supervisão, não ficaria nada atrás de outras.




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... be sure that your umbrella

is upside down...

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Saturday, November 29, 2008

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Numa coisa concordo com o pcp.
Também não gosto da exploração do homem pelo homem.
Acho um bocadinho same-sexer.
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A inferioridade emocional dos comunistas
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Num mundo de pobres, a alegria de um pobre não está em saber que há muitos outros pobres, mas em ser-lhe permitido imaginar na sua vontade, a alavanca com a qual um dia poderá deixar a pobreza, ou até, encontrar a riqueza.
Nenhum pobre, além dos comunistas e dos pobres de espírito, vê mais satisfação no empobrecimento de um rico do que no enriquecimento de um pobre.
A luta de massas, na berrata do cónego Jerónimo é uma fantasia datada e ridícula, definitivamente acamada desde a implosão de 9 de Novembro de 1989, e que apenas eles continuam a empurrar, sentada ao colo do marxismo-leninismo numa desanimada cadeira de rodas a que chamam luta de classes.
Viajando contra a razão, o marxismo-leninismo contém em si próprio a contradição essencial de prometer uma felicidade que tem sempre que ser imposta pela força, e onde os amanhãs que cantam chegam sempre embalados no choro e afogados no sangue que sustém e cimenta essa suposta revolução libertadora.
Baseado no anular, no proibir, no nivelar, no retirar, no reduzir, o marxismo, em todas as latitudes onde foi forçado, tornou sempre os homens iguais - apenas na infelicidade. Afinal, emocionalmente iguais aos mentores da coisa.
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Luta de massas ?

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Friday, November 28, 2008

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Notícias
Há alguém que saiba se o pastor Jerónimo vai ser reconduzido?
O mundo anseia pela dádiva de esclarecer esta dúvida.
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Conversos Convexos do Equador

Num continente perdido, num pontinho sideral
surgiu um Sol, que sorrindo bordou no eu côa dor
a ponto-luz epidérmico, num bordado casual,
um abraço de alegria e uma sopa de calor.
A Primavera nascia!
E esse Astro natural
fiou uma linha singela com o seu imenso esplendor,
a ligar o ponto Zénite, numa linha ortogonal,
cristalina, transparente, pela atmosfera do amor
prendida, para todo sempre,
do simples - ponto Vernal.
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Grita, mostra-me a cor do céu...
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Thursday, November 27, 2008

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Malaiko-Manda Rim

É motivo de alegria as análises do Financial Times apenas incidirem no campo da Economia e não se estenderem ao domínio da língua materna.
Se assim não fosse, o nosso dr. Teixeira, que ontem disse na AR – “… enquanto nos mantermos a discutir…” arriscaria ser novamente listado, e, repetidamente, não pelas melhores razões.
Que aborrecimento o acordo ortográfico tardar a chegar, para tornar certas certas coisas…

Porém, teme-se que a coisa possa demorar, pois tendo em conta a adesão da Indonésia à CPLP, pode alguém vir a lembrar-se de um novo acordo ortográfico que, além do porrtuguêis do sérrtão, passe depois a incluir traços da língua de Java, numa alegre sopa de letras, uma fusão a resultar num original mandarim “luso-malaiko”.

enkuaunto nus mantér mos há diz kutir
Tal veiz ouvécem menos errus…
Podia não ser mau de todo.
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Shortage of “fitas”
Sinais da crise. Até nos Tribunais, sítios predilectos ao desenrolar de fitas, elas acabam.
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O Zé que fazia animar a malta

Foi engraçado ouvir aquele génio super block que tem nome de pano, clamar contra o seu ex amigo Zé, usando duma verborreia gasta de 30 anos – “um duro golpe”, “atitude ao arrepio…”, “desvio”, etc.
Da mesma forma que a mentalidade block ainda veste camisas de quadradinhos, usa patilhas e calça botas ensebadas com o sebo restante da quarta internacional, também o vocabulário íntimo usa ainda termos como - revisionista, desviado, traidor, submarino, e outros mimos do género.
Ainda não repararam mas já ontem passaram trinta e três anos depois que a tropa decente lhes deu o tal “duro golpe” que os meteu em sentido.
Prontosss, lá estou eu a ser riássionário…
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Wednesday, November 26, 2008

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A gajada

Volta ao palco, o assunto Casa Pia. Um nojo perpetrado por gente vil e desprezível.
Como são possíveis monstruosidades assim, e que direitos terão os monstros que os livrem de penas severas?
O público espera que os criminosos tenham o que merecem. Mão dura e uma Justiça sem tibiezas nem complexos.
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Desenganem-se das velhas teorias

Ao contrário do que muitos pensavam, o assistencialismo não decorre do desenvolvimento económico.
O assistencialismo, com umas pitadas de socialismo e uns pozinhos de ilusionismo, transforma-se de consequência, em causa de desenvolvimento económico.
Quando se procura nas pastilhas adiar a injecção do antibiótico, a doença, não só piora, como demora mais tempo a passar.
Entre hesitações e compromissos, 0s sábios da Comissão andam, literalmente, às aranhas.
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Viver, segundo Vinícius
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Para viver um grande amor, preciso
É muita concentração e muito siso
Muita seriedade e pouco riso
Para viver um grande amor
Para viver um grande amor, mister
É ser um homem de uma só mulher
Pois ser de muitas - poxa! - é pra quem quer
Nem tem nenhum valor
Para viver um grande amor, primeiro
É preciso sagrar-se cavalheiro
E ser de sua dama por inteiro
Seja lá como for
Há de fazer do corpo uma morada
Onde clausure-se a mulher amada
E postar-se de fora com uma espada
Para viver um grande amor
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Para viver um grande amor direito
Não basta apenas ser um bom sujeito
É preciso também ter muito peito
Peito de remador
É sempre necessário ter em vista
Um crédito de rosas no florista
Muito mais, muito mais que na modista
Para viver um grande amor
Conta ponto saber fazer coisinhas
Ovos mexidos, camarões, sopinhas
Molhos, filés com fritas, comidinhas
Para depois do amor
E o que há de melhor que ir pra cozinha
E preparar com amor uma galinha
Com uma rica e gostosa farofinha
Para o seu grande amor?
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Para viver um grande amor, é muito
Muito importante viver sempre junto
E até ser, se possível, um só defunto
Pra não morrer de dor
É preciso um cuidado permanente
Não só com o corpo, mas também com a mente
Pois qualquer "baixo" seu a amada sente
E esfria um pouco o amor
Há de ser bem cortês sem cortesia
Doce e conciliador sem covardia
Saber ganhar dinheiro com poesia
Não ser um ganhador
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Mas tudo isso não adianta nada
Se nesta selva escura e desvairada
Não se souber achar a grande amada
Para viver um grande amor!
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Tuesday, November 25, 2008

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Se houvesse céu, certamente já saberíamos.

Começa hoje o congresso de uma igreja que, não acreditando num céu no céu, acredita no céu terreno, desde que organizado sob as teses de um comité central, curiosamente escolhido por dedinhos a apontarem o céu, e onde a banda desafina se não afina, sempre, pela modinha das ortodoxias.
Os que experimentaram o real, e viveram sob a luz do farol, não ficaram com saudades. Faltava quase tudo, em especial a fruta.
Talvez por isso pudessem mudar o nome para - Partido do Carbúnculo.
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Amigos da táctica

O presidente Cavaco Silva acreditou no seu amigo Dias Loureiro? Fez bem.
Independentemente do futuro, só fica mal quem mente. Não, quem acredita na palavra dada.
Não há lapsos em política, quando não se fazem coisas feias.
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Monday, November 24, 2008

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O prof. Marcelo segue a sua própria agenda, onde o PSD ou o país não vêm necessariamente inscritos como finalidade ou objectivo. O vasto leque de cenários que os precedem faz do PSD um mero valor de utilidade.




Contrariamente ao que possa parecer, o prof. Marcelo é, politicamente, um activo tóxico.
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Os hóspedes “do” Job

Para as boas obras ou para as coisas feias, faz muita diferença em Portugal - ter sido ministro. Ao soar do nome é todo um mundo de acessibilidades que magicamente se abre.
Contudo, parece pouco sério e nada útil pretender confundir acção política com simples casos de polícia. Felizmente, apesar da desconfiança quanto aos resultados, mantém-se o optimismo quanto às ovelhas negras continuarem excepções.

Como almofadinha de consolação contra o calo da descrença que nos cresceu na justiça, e apenas para acentuar contrastes e desenjoar, abordemos a coisa pelo lado do humor, recordando Millôr Fernandes:
- “Roube ainda hoje! Amanhã pode ser ilegal.”
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Alborada,
Francisco Tárrega

e a beleza de uma boa alvorada para toda esta semana.
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Saturday, November 22, 2008

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Jorge, pode não ser bem isso.
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Em vez de ser imediatamente servida no prato, há receitas em que a truta rende muito mais se primeiro for deixada a marinar e depois, com calma, ficar durante algum tempo a “alourar” em lume brando.
Há casos assim. Depende da arte do Cheff.
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Há casos em que se pediria mais colaboração ás leis da termodinâmica.

O país vai importar menos gasolina e mais electricidade?

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Friday, November 21, 2008

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A entre vista

Melancólica, dolorosa, quase pungente, a entrevista deixou o país à beira de uma comoção colectiva que arrisca submergi-lo num vale de lágrimas.
Vale-nos o simulacro de terramotos poder também ajudar nos afogamentos.
Não há rapazes maus.
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Vocações samaritanas

Dizem os jornais que Oliveira e Costa se despiu de todo o seu património, que terá transitado para a mulher no divórcio – amigável celebrado há oito meses.
Não querendo imaginar como seria um divórcio – não amigável, esta revelação vem apenas confirmar factos anteriores como os de Porto Rico, onde o banqueiro igualmente se foi desprender de 75 milhões de dólares – amigavelmente, e sem pedir nada em troca.
Para além de Santa Madre Teresa de Calcutá, serão raros corações tão beneméritos.
Hosana nas alturas.
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Imposibilidades em versos..
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Por estar com sede a rosinha e não gostar de limão,
aproveita a ocasião de espremer a laranjinha que os dias, sendo uns amigos,
fizeram-lhe esse jeitão
de mudarem as notícias que davam na televisão.
E amainarem castigos que vinham com o retrocesso,
de suspender o processo que ia ser de avaliação.



Chegam-lhe agora delícias no sopro que um furacão
levou às mãos da rosinha.
Que vai assim, do pé para a mão, apertar a laranjinha
para um jarro de de cristal.
Abrindo um corte na fruta, fazendo-lhe uma incisão,
principiando nos dias, como nos diz o jornal,
para que neste natal, se olvide a avaliação,
e na próxima eleição corra tudo menos mal,
nada melhor que uma truta,
ir recordar o Choupal,
- Num quartinho em solidão.
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Thursday, November 20, 2008

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Entre burgueses, soezes e ás vezes Menezes,

O país está a ficar chanfrado.
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Banco é, galinha o põe

Que um porto rico enriqueça, como dizem os jornais,
Por haver quem lhe ofereça, de milhões uns três quintais,
Quem lhe ofereça? Não!
Quem lhe compre dois contratos de ilusão
A comprar o ar do monte.
É a coisa mais natural, e nem fere a timidez.
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E se a dois dias, no natal,
Num bolo-rei de liquidez, saísse assim, tal e qual,
Um cadeirão desta vez?
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Wednesday, November 19, 2008

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Fraqueza tuga

O tuga, no geral, é fraquíssimo. Não só de carnes, mas sobretudo de espírito. Bastará recordar as carnes do teutão, do franco ou do galês, ou espíritos como Anaximandro de Mileto, Cícero, ou Tomás de Aquino, todos eles gente do povo, para se ver quão fraco é o tuga de extracção plebeia.
Por isso, é que isto não anda.
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Como muito bem lembra o João, aqui, devemos louvar muitas das nossas elites pelo denodo com que continuam lançando semente ao chão pedregoso que é o espírito tuga. Debalde.
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Como queria ter dito o poeta, se tivesse ousado arriscar uma chuva de ovos - “com gente desta, o Rei forte não faz forte a fraca gente”.
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"What You Get Is What You See"
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Tuesday, November 18, 2008

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Estavas Manuela posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruto,
Naquele engano de alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito…

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A dra. Ferreira Leite saiu repentinamente do seu sossego para surpreender a democracia, ameaçando-a de a suspender durante 6 meses - para se pôr tudo na ordem.
Não seria necessário ir a tanto para corrigir certos casos. Mesmo deixando de lado a ideia absurda de suspender a democracia, bastariam seis segundos, tantos como os que levam a colocar uma cruzinha no boletim de voto, para que alguns espécimes da nossa fauna política fossem removidos de cena. Assim o eleitor o quisesse.
Aliás, se houvesse coragem, seria o próprio sistema político, globalmente, que deveria sujeitar-se a referendo.
Parece que o país só poderá ser desencalhado com duas reformas de fundo: a descentralização do poder, com a regionalização, e um sistema eleitoral por círculos uninominais, de acesso livre a candidaturas de cidadãos independentes, e sem o método de Hondt a atrapalhar as coisas.
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Com um pé no cadafalso…

A Ministra da Educação não será defenestrada. Ela própria se meteu no labirinto e segue pelo seu pé para o cadafalso.
De cedência em cedência, a inépcia do governo está a permitir que a manipulação “pc” conduza os professores para um abismo onde não lhes serão reconhecidas a seriedade, a credibilidade e a competência.
O futuro desta geração de alunos já está praticamente enterrado. A queda da Ministra vai, seguidamente, - arrastar os professores.
O PSD virá rir, mas sem razão. Nunca esteve á altura das necessidades.
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Monday, November 17, 2008

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Como nesta latitude temos quatro estações, há quem considere o Outono a terceira estação, cabendo portanto ao Inverno ser a última.
Noutras latitudes, as que ficam entre os pontos máximos da Elíptica, a norte e a sul, apenas há duas estações – uma estação húmida, e uma seca.
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Assim se conclui não haver uma razão lógica que ordene as estações de modo a haver uma que seja a primeira e outra que seja a última. Esta forma de as ordenar assenta, parece-me, num ponto de vista pessimista, e não concordo com ela por me parecer algo forçado e redundante pretender ver no ciclo das estações (ciclo circular, sem início nem fim) uma réplica do ciclo natural da vida das espécies.
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A Terra não estaria parada até arrancar para a sua primeira translação no momento do tempo sideral a que o nosso calendário deu o nome de 21 de Março, e a que se convencionou chamar – primeiro dia da Primavera.
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Assim, e vendo as coisas do ponto de vista da vontade, não temos verdadeiramente uma idade de Primavera e outra de Outono.
No plano não físico, chamemos assim por simplicidade, todas as idades são igualmente pujantes e potencialmente portadoras e geradoras de felicidade. Depende tudo, como em quase tudo, de se querer ou não.
A vida está semeada cruzamentos e opções. E não optar, é em si mesmo uma opção a par das outras.
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O Earthquake regional,
Uma espécie de papa cerelac, um sucedâneo da oposição.

Vamos ter um terramoto em Lisboa, Santarém e Setúbal, simultaneamente. Uma coisa em grande, como se percebe.
Consta que o governo, na falta de oposição, organiza este terramoto para que o distraiam do tédio.
Compreende-se.
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Coisas que se aprendem:
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Estratégia do Ministério da Educação: - “de derrota em derrota, até à vitória final”.
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Só é pena ser a vitória de anos perdidos, esperanças queimadas, futuros comprometidos.
Tudo por medo e em nome dos complexos pós modernos.
Reprovações? Não. Não pode mesmo ser.
“No sex, please. We’re british…”
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Sunday, November 16, 2008

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Habilidades de saltim_Bancos

Já nem se estranha que possa um jornal dizer o que diz o Expresso de ontem sobre o BPN, e que o mundo continue rodando docemente como se nada fosse.
Não, até ao momento, não se ouviu que alguém tenha sido incomodado.
Nem o jornal que nos desfia aquele filme de salteadores, nem, admitindo como verdadeiras as tropelias relatadas, os putativos salteadores.
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Dizia-me o meu Pai, ainda não há muito tempo, - os Bancos costumavam ser pessoas de bem. Agora há os que se enganam, para enganarem deliberadamente os clientes.
Quase um presságio.
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Saturday, November 15, 2008

Friday, November 14, 2008

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A Treta continua!
A Vitória é certa!
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O ensino público está a chegar a um ponto de degradação que dentro em pouco apenas interessará ao exército de professores e funcionários que o compõem.
Aos alunos, vendo as coisas com realismo, já pouco diz.
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Quanto aos insultos aos professores e ao folclore dos ovos, este é o tempo do refluxo. Depois de retirada a autoridade á escola para lá se introduzir a democracia, aproxima-se rapidamente o triunfo da boçalidade. Fazendo par com os governos, um bando chamado associação de pais, que se representa unicamente a si próprio, vem desde há muito trabalhando afincadamente no sentido dessa vitória.
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A verdadeira geração rasca, aquela que decidiu, consentiu e frequentou o PREC, está prestes a ser coroada com mais um resultado perverso das suas alienações – uma geração que estará, cada vez mais, verdadeiramente á rasca.
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Supernova,




Where R U ?



Thursday, November 13, 2008

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Modelo de avaliação - Neverland
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Esperamos pacientemente o desvendar do modelo de avaliação de professores que estará na cabeça da drª. Manuela Piéssedê Leite, mais do seu ajudante - Paulo Rangel.
Entretanto, hoje de manhã, quando a drª. Manuela disse na rádio - “intervimos”, e a Luísa saltou logo a corrigir – “interviemos…”, foi um sarilho tentar explicar-lhe que a drª. Manuela pretende dirigir o país.
Quando ainda ontem á noite escrevi uma notinha á directora de turma da Luisa, pedindo que se evitassem os erros grosseiros a português nas correcções dos testes, pois o erro de escrever “ á” em vez de “há”, foi repetido três vezes na correcção do mesmo teste de ciências, é uma tristeza ouvir uma estrela do nosso firmamento político tropeçar assim.
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Hortaliça para todo o serviço.



Vá-se lá saber porquê a Bruxelas progressista havia proibido a venda de pepinos curvos. Agora, parece que a crise fez acordar qualquer coisa de bom senso na burocracia, e o pepino curvo voltou a estar autorizado, a par do pepino erecto, digamos assim.
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Ao perguntarmos que necessidade terá havido para os proibir anteriormente, aproveitamos para estranhar o facto de não se terem lembrado de certificar as bananas pela mesma regra.
Eventualmente, terão sido dificuldades fisiológicas associadas á banana que fizeram aquelas entidades virarem-se para o pepino, que, por ser naturalmente mais rijo, dura muito mais tempo sem se deformar, o que pode ser uma vantagem em certos casos.
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Quando aparecerá alguém que mande empepinar esta gente?
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Wednesday, November 12, 2008

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O João Miranda atirou-se a teses “geovagéticas”, como referi no post abaixo.
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Sem querer magoar, atrevo-me a sugerir que talvez pudesse reservar o estilo sapiens para quando escreve no Blasfémias, pois no Contemporâneo estamos habituados a toadas mais de nos ensinarem algo, e por norma costuma ser muito.
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João, não leve a mal eu ter dito “a toadas” e não ter dito “atoardas”. Por favor, não queria que confundisse.
- no hard feelings?
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Coisas que se aprendem

O espanto deste post poderia levar a pensar na razão das mulheres raramente optarem por batom azul.
Será por quererem fugir á possibilidade, mesmo remota, de induzir ligações á doença da língua azul, e assim, podendo confundir-se lábios de vaca com língua de mulher, isso desgraduar os exemplares mais vistosos?
Os teóricos residentes saberão responder a isso. Pede-se ciência.
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Por mais que queiramos, todos estaremos sempre inacabados.
Mais ainda os que, de se sentirem muito contentinhos, nem pensam nisso.
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Tuesday, November 11, 2008

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Dia de Angola








Havemos de voltar
(Agostinho Neto)

Às casas, às nossas lavras
às praias, aos nossos campos
havemos de voltar.
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Às nossas terras
vermelhas do café
brancas de algodão
verdes dos milharais
havemos de voltar.
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Às nossas minas de diamantes
ouro, cobre, de petróleo
havemos de voltar.
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Aos nossos rios, nossos lagos
às montanhas, às florestas
havemos de voltar.
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À frescura da mulemba
às nossas tradições
aos ritmos e às fogueiras
havemos de voltar.
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À marimba e ao quissange
ao nosso carnaval
havemos de voltar.
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À bela pátria angolana
nossa terra, nossa mãe
havemos de voltar.
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Havemos de voltar
À Angola libertada
Angola independente.
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Sunday, November 9, 2008

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O eterno figurino

De sangue novo, em vez da aguadilha que lhe corre nas veias ressequidas, está a precisar a democracia a que temos direito, e que cada dia cheira mais a bodum, eventualmente by “calvin klein” para se manter em linha com o, agora, “power point por interposto Magalhães”.
Seja por a sociedade civil não existir de facto, seja por o sistema político ser uma barreira ao seu florescimento, a verdade é que há 30 anos não se vê nada de novo. Nem ideias, nem mentores, nem motores.
Que entusiasmo arrastará alguém atrás dos que temos, e que vemos sempre iguais a si próprios apesar de repetidamente reciclados pelos estágios do costume, nos lugares do regime?
Onde estão as diferenças entre os Santanas, Portas, etc. de agora, relativamente aos Portas, Lopes, ou Menezes de ontem? Que coisas fariam melhor amanhã do que fizeram ontem, e que possam justificar a ameaça de continuarem a entupir-nos o futuro?
Nada, evidentemente. Absolutamente nada.
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Até a dra. Manuela, que ainda há escassos seis meses defendia a avaliação de desempenho dos professores, vem agora, eufemísticamente e em nome de ambições eleitorais desligar-se desse tema.
Perante esta novidade, caberá perguntar-se: Onde paira a seriedade política, se alguma vez existiu?
O drama nem é o pessoal político tudo fazer para se manter á tona, pois é da natureza do poder agarrar-se á pele dos que o experimentam. O verdadeiramente desastroso para o futuro, é não emergir sangue novo que os substitua. Porque não querem, mas sobretudo porque (estes) não o permitem.
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